Arquivo para Março, 2008

Chooseday – um dia sem carro/ car free day

Postado em Transporte Público, cidades sustentáveis com as tags , , , em Março 31, 2008 por Cecilia Lucchese

O que é Chooseday? Na região de Bristol, UK, as quartas-feiras foi o dia escolhido para viver de forma diferente, e fazer com que as pessoas repensem seus estilos de vida. O objetivo é cuidar do planeta Terra, fazendo algo para evitar que a mudança climática chegue a um ponto sem retorno. Nesse dia as pessoas deixam o carro em casa, e procuram outra forma de ir ao trabalho, escola, etc.

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What is Chooseday? We are all becoming aware of climate change, but how can we do anything about it? It all seems too big and complex. Something needs to shift. How would it be if Tuesdays became a focus across the Bristol region for us all to re-imagine our lifestyles – a day on which we choose to live differently. Every Tuesday we ‘choose’ to leave our cars at home and experience what a day without cars feels like.

Os organizadores do projeto em Bristol dizem que “O projeto está relacionado somente com a mudança climática. Nâo tem nada a ver com problemas de congestionamento do trânsito em Bristol. São os moradores da cidade fazendo sua parte para diminuir os efeitos das mudanças climáticas.” O conceito é bem simples: pedir a população de Bristol que não utilize o carro se forem sozinhos para seus afazeres cotidianos, apenas 1 dia por semana. O nome Chooseday é uma brincadeira com o termo Tuesday que tem pronúncias semelhantes

“The project is simply about climate change. It’s not about solving Bristol’s well-documented congestion problems. It is about Bristol playing its part in reducing the effects of climate change,” the founder said.The concept is straightforward: ask Bristolians to choose not to drive in single occupancy cars for one day of the week. The name Chooseday is a play on the word Tuesday.

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Os criadores do programa estão trabalhando com funciionários da Prefeitura de Bristol e da Universidade, bem como com organizações não governamentais. Também conseguiu-se que algumas organizações, como a Primary Care Trust, doasse recursos para viabilizar o projeto. Com isso foi criado o Campeões do Chooseday, que são trabalhadores que vem sendo treinados em planejamento de transporte e que recebem recursos para motivar seus colegas a aderir ao programa.

“We are working with employers including Bristol city council and the University of Bristol, as well as grassroots organisations such as Sustrans and Streets Alive,” said a founder. “The key to unlocking all of this employer support was getting Business West on board early on. With their support we were able to go to organisations such as the Primary Care Trust, which then signed up to the project.”

Chooseday works with individual organisations, tailoring a plan of action for each one that will encourage their employees to choose a different method of transport to get to work. One method is by recruiting “Chooseday champions” – individuals within the workplace who can be trained in travel planning and be given a resource pack to help them motivate their colleagues.

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Veja a reportagem completa no The Guardian. Read more at The Guardian.

O vídeo traz uma entrevista com os habitantes de Bristol, feita por Jess Robins e Josh Hart, mostram como a população de Bristol está vendo o Chooseday. How people in Bristol are responding to Chooseday, it is a interview produced by Jess Robins and Josh Hart.

Em São Paulo, no dia 22 de Setembro do ano passado foi comemorado o Dia Mundial sem carro, e feita uma campanha para que as pessoas deixassem o carro em casa. Veja no vídeo entrevistas com motoristas nesse dia. As desculpas colam??? / September 22 was the International Car Free Day, and in 2007 was done this video that shows the pretext São Paulo city citizens had given to use the car. In portuguese.

Paisagismo/Landscape – Regent’s Park

Postado em paisagismo com as tags , , em Março 29, 2008 por Cecilia Lucchese

O Regent Park é a maior área verde da área central de Londres, e oferece uma série de atrações e atividades, como um Teatro de Arena, o Zoológico de Londres e vários cafés e restaurantes.

A área com 197 hectares (incluindo Primrose Hill) de propriedade real, foi utilizada inicialmente como reserva para a caça da realeza, em especial por Henrique VII, que o considerava um revigorante anexo ao Palácio de Whitehall.

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planta do parque/Park map

The Regent’s Park, which covers 197 hectares (including Primrose Hill) is the largest grass area for sports in Central London and offers a wide variety of activities, as well as an Open Air Theatre, the London Zoo and many cafes and restaurants.

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o teatro de arena/ open air theatre
photo on Flickr by Tagishsimon

Henry VIII appropriated The Regent’s Park for use as a hunting ground, which he considered to be an invigorating ride from Whitehall Palace

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photo on Flickr by mooseyscountrygarden.com

Foi John Nash, arquiteto da coroa e amigo do principe regente quem fez o projeto paisagístico desse parque, cujo traçado e disposição de vegetação não foi modificada sensivelmente até hoje.

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photo on Flickr by rkgprojects

O projeto do grande e arrendondado parque fez com que ele fosse cercado por mansões, um lago, um canal e 56 “casas de campo” para a nobreza (das quais somente 8 foram construídas) e uma outra casa para o princípe – um palácio de verão, que também nunca chegou a ser construído.

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photo on Flickr by mooseyscountrygarden.com

It was John Nash, architect to the crown and friend of the Prince Regent who developed Regent’s Park as we know it today. A vast rounded park was defined by John Nash, surrounded by palatial terraces, a lake, a canal, 56 planned villas (only 8 were ever built) and a second home for the prince – a summer palace, which was never built.

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Islington Tunnel
photo on Flickr by wurzeller

No século 20 a principal modificação foi a criação em 1930 dos Queen Mary’s Gardens. Em relação às construções e monumentos existentes no parque, somente duas “casas de campo” – St John’s Lodge e The Holme, são parte da concepção inicial de John Nash.

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a fonte de Tritão/Triton Fountain
photo on Flickr by Przemmyslaw ‘Blue Shade’ Idzkiewicz

The main development in the 20th century was the creation, in the 1930s, of Queen Mary’s Gardens. Of the buildings and monuments within the park, only two villas, St John’s Lodge and The Holme, remain from John Nash’s original conception of the park.

mapa do parque/Park map: the_regents_park.pdf

O Regent’s Park é um precioso exemplar do jardim inglês, com maciços de vegetação plantadas de forma a criar uma idéia de “desordem natural”, de natureza, naquilo que é chamado de pinturesque garden. O exemplo diametramente oposto é o jardim francês do século XVIII e XIX, onde as aléias seguem linhas retas e as plantas são podadas de forma a criar um jardim onde a “natureza é domada”.

The Nash’s Regent’s Park is both a beautiful and a typical exemplar of a English garden, with its pinturesque aspects. The plants are disposed in a vague caotic arrange, instead the traditional French baroque garden, when the aisles have stright shape and the plants are cut down in animals or anything else shape.

Fim de Semana – ElectroCity: jogo online

Postado em Fim de semana, cidades sustentáveis com as tags , , em Março 29, 2008 por Cecilia Lucchese

ElectroCity é um jogo on line onde os jogadores podem construir e administrar suas cidades e metrópoles. Ao jogar você vai aprender muito sobre eletricidade, sustentabilidade e gestão ambiental. O jogo foi criado pela Genesis Energy, uma concessionária de energia elétrica da Nova Zelândia.

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ElectroCity is a new online computer game that lets players manage their own virtual towns and cities. It’s great fun to play and also teaches players all about energy, sustainability and environmental management in New Zealand. The game was come up by Genesis Energy, an energy supplier and retailer in New Zealand

O jogo é bem simples, mais um jogo de estratégia. Você tem que construir sua obra-prima em 150 jogadas, mas o desafio é ir colocar a infra-estrutura tão amplamente como quando você constrói. Fazer o jogo completamente normalmente leva uns 30 minutos, mas ele também pode ser salvo e depois reiniciado através de uma senha que o jogo lhe concede. Jogado sobre uma grade quadrada de 5×5, Electrocity inicia-se com uma pequena cidade, com população de 10.000 habitantes e com crescimento populacional de 25%, além de um campo de moinhos de vento que produzem a energia elétrica utilizada na cidade.

Like a mini-version of SimCity, the Flash-based Web game Electrocity lets you develop your own metropolis from the ground up. Rather than existing solely as an entertaining Web diversion, however, Electrocity has a hidden agenda. The sponsor of the game, Genesis Energy, is an energy provider and retailer in New Zealand. Electrocity was developed to increase public awareness about energy usage, its cost, and its effect on the environment.

Electrocity is a fairly simple, turn-based strategy game. You get 150 turns to create your masterpiece, but the challenge is to allocate resources wisely as you build. A full game at average speed takes about 30 minutes. It’s also easy to save any game in the middle, then restart later using a personalized city code the game assigns you. Played on a 5×5 grid, Electrocity starts you off with a small urban center, a population of 10,000, a 25 percent tax rate, and one wind farm that provides all the town’s energy.

Cada quadrado da area pode fornecer um tipo de recurso energético que somente pode ser descoberto por prospecção. Se você descobrir carvão ou gás, você pode construir fábricas e começar a vender energia na bolsa. Você pode aumentar ou diminuir impostos, e melhorar seu campo de moinhos, ou sua produção de energia através de gás ou carvão. Quando você tiver bastante dinheiro, você pode começar a construir edifícios para lazer, como ginásios de esporte, resorts para esqui, ou praias para atrair um grande número de turistas.

Se você conseguir chegar ao final do jogo, você receberá uma nota de acordo com sua gestão de energia, popularidade, população e habilidade para lidar com o meio ambiente. Eu passaei todo o tempo derrubando e plantando florestas, dessa forma eu não fiquei surpreso quando o meu escore em meio-ambiente foi “A”. Minha gestão de energia também recebeu um “A”, uma vez que ela sempre privilegiou amplos campos de moinhos e pequenas fábricas de energia a base de carvão. Minha popularidade girou em torno de 90%, o que me levou a ter somente uma nota “B+”, e eu fui muito mal no item população, quando eu a diminui para somente 34.150 habitantes, e por isso eu recebi um “C”. Minha média foi 76, o que me garantiu um “B”. Quando você tiver seu escore final, você pode enviar sua cidade para a página “cidades prontas” o que também lhe dá um troféu.

Each area may provide resources that can only be discovered by prospecting. Once you’ve discovered coal or gas, you can build plants and start selling energy on the open market. You can raise and lower taxes, and upgrade your wind, coal, and gas plants as you see fit. Once you amass enough cash, you can start building luxury items such as sports stadiums, ski resorts, or beaches to attract a larger population.

If you make it to the end of the game, you’ll receive a score based on your energy management, popularity, population, and environmental prowess. I spent all of my time logging and planting forests, so it’s no surprised my environmental grade was “A.” My energy management (since it never advanced beyond large wind farms and small coal plants) also received an “A.” My popularity was about 90%, which only merits a “B+” grade, and I dropped the ball completely on population, averaging 34,150 citizens, which received a “C-.” Oh well. My overall score wasn’t much better: 76 for a “B-.” After you’ve received your final score, you can submit your city to the Finished Cities page, which also enters you into a prize drawing.

para jogar on line vá para http://electrocity.co.nz/

playing on line – go to: http://electrocity.co.nz/

para baixar vá para: super downloads

to download go to super downloads

Muro entre Israel e Palestina – Graffiti

Postado em graffiti, imagem de cidade com as tags em Março 20, 2008 por Cecilia Lucchese

Achei esses graffitis muito apropriados para uma véspera da sexta feira da paixão, quando se relembra a crucificação de Cristo. São graffitis pintados no muro que divide a Palestina de Israel, talvez na Faixa de Gaza, e que mostram que existem pessoas dos dois lados dessa guerra estúpida que sonham com uma reconciliação.

É difícil a compreensão entre os homens. As vezes eles não falam a mesma língua e por isso não se entendem. As vezes eles falam a mesma língua, mas uma palavra ou uma frase pode ter significados diferentes para cada homem. Quem estuda lingüística sabe disso.

E quando as pessoas não compreendem umas às outras, ou não se conhecem, não são capazes de perceber suas possíveis semelhanças, que podem estar compartilhando dos mesmos ideais, que podem ter sonhos semelhantes e também defeitos iguais.

E quando o ódio ocupa o lugar da razão, é quase impossível que um dos lados tenha lucidez para tentar entender o real significado de suas palavras e necessidades e das palavras e das necessidades do outro. É quase impossível que um dos lados possa ver e entender com os olhos e o coração do outro.

Mas ainda existe, e sempre existirão os que sonham e os que tentam. Que a renovação da Páscoa possa multiplicar milhões de vezes essas pessoas em todas as áreas conflagradas desse planeta.

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Esses graffiti são de Bansky, um garoto inglês.

Fotos encontradas no site todoimagem.blogspot.com

Koban – postos policiais em Tóquio/ Tokyo police box

Postado em Fotografia, Segurança pública, arquitetura com as tags , , em Março 19, 2008 por Cecilia Lucchese

As fotos de Adrien Missika e Louis-Cyprien Rials mostram vários kobans em Tóquio, um posto policial de bairro.

Koban is a Japanese police box located within the community. These photographs by Adrien Missika and Louis-Cyprien Rials show some of them in different Tokyo’s communities.

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Sala de Leitura – Urbanismo – Galpões da Mooca

Postado em Patrimônio, Sala de Leitura, urbanismo com as tags , , em Março 18, 2008 por Cecilia Lucchese

Volto à questão do patrimônio e da revitalização/transformação de áreas urbanas centrais.

Aqui na cidade de São Paulo, há alguns meses atrás, surgiu uma discussão sobre a preservação ou não dos galpões industriais da Mooca, quando em Novembro do ano passado alguns galpões da rua Borges de Azevedo foram derrubados. Alguns meses antes 7 galpões haviam sido tombados pelo conselho municipal de preservação – CONPRESP, sob protesto dos donos dos terrenos e do incorporadores imobiliários.

Em Fevereiro agora, o CONPRESP anunciou que está revendo as normas definidas para as áreas envoltórias dos prédios tombados, o que vem gerando muita indignação por parte de urbanistas e organizações não governamentais de defesa da cidade.

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Moinho São Jorge – um dos galpões tombados

A Mooca é um bairro bem localizado em São Paulo, com muitos prédios de fábricas fechados em grandes terrenos. Também é uma área que concentra muita população pobre, morando em cortiços. O mercado imobiliário quer derrubar as fábricas e construir edifícios habitacionais no local.

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Mooca – vista da ferrovia e dos galpões – foto PMSP/SMC/DPH

As discussões estão ocorrendo, o CONPRESP vem fazendo alterações nas determinações do tombamento, existem projetos de incorporadores parados há mais de 2 anos sem aprovação, e o resultado de tudo isso é uma pressão cada vez maior sobre os conselheiros e os técnicos do Departamento de Patrimônio da Prefeitura.

Um dos galpões tombados é o da Cervejaria Antártica. A indefinição do que fazer no local me lembra um outro caso que vi acontecer aqui em São Paulo, e que quando me dei conta já era tarde. O galpão industrial da Cervejaria Brahma, no Paraíso, teve suas fachadas tombadas e um dia apareceu no terreno um grande empreendimento imobiliário. Depois de anos sendo local de estacionamento de veículos, de repente as paredes do galpão, caíram, ou foram tombadas, se me permitem um trocadilho infame.

A área industrial da Mooca, como área próxima ao centro de São Paulo, com boa infra-estrutura urbana e transporte urbano sobre trilhos, precisa ser adensada. Não podemos deixar que essa área continue ociosa, quando a cidade necessita tanto de novas habitações e empregos.

Novo edifícios têm que ser construídos no local, para uso habitacional, comercial e de serviços. O entorno dos edifícios tombados não pode ficar restrito a uma lei que determina gabarito máximo, mas que de fato não garante a preservação. De um lado porque limita e não permite outra solução; de outro, porque a pressão do mercado acaba levando a uma flexibilização da lei, como vem acontecendo e pode ser que um dia a lei deixe de existir.

A saída são soluções caso a caso, estudando cada lote e definindo possibilidades de uso, como foi feito na Casa das Rosas na Avenida Paulista, e parece ser o que vem sendo discutido no caso do Moinho Santo Antônio?

Não me parece a melhor solução. Inicialmente porque o estudo caso a caso é lento, e trabalha de forma pontual, sem propiciar o planejamento do bairro ou da vizinhança como um todo. De outro, porque o resultado final fica muito sujeito a pressões e à corrupção.

Acho que os galpões da Mooca, essas quadras todas, podem ser objeto de uma nova metodologia para a determinação de gabaritos e volumetrias no entorno de bens tombados, e gerar novas formas de controle urbano. Estou falando numa metodologia que os ingleses usaram depois da 2ª Guerra Mundial para definir como se daria a reconstrução dos bairros que haviam sido bombardeados em várias cidades.

Eles chamavam essa metodologia de “zoneamento tridimensional”. Mais do que edificar um novo bairro ou propiciar à iniciativa privada edificar um novo bairro, os urbanistas ingleses queriam garantir que o resultado final dessa reconstrução tivesse legibilidade, harmonia e sustentabilidade urbana. Garantiam uma determinada densidade residencial, destinação de áreas para usos comerciais e de serviços públicos e privados, e áreas verdes. E faziam isso elaborando maquetes do bairro a ser reconstruído, onde o local ocupado por cada edifício e sua forma final já estivesse definido.

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Barbican – City de Londres – Foto LCC

A maquete acima foi feita pelo órgão que administrava o Condado de Londres – London County Council – para definir os parâmetros urbanísticos para os arquitetos das várias divisões do Departamento de Arquitetura do LCC , e também para os arquitetos privados. Permitia ainda o controle urbano, era somente o que estava determinado na maquete que podia ser construído na área. Antes de serem aprovadas, as maquetes eram discutidas com a população e interessados em audiências públicas, processo que levava à modificações do layout da área, até que se chegasse a um resultado final.

Ao se definir uma volumetria para edifícios, coíbe-se a criatividade do projetista, e é claro que a medida pode ser considerada autoritária. Como arquiteta, defendo liberdade e responsabilidade para o exercício de nossa atividade, mas como urbanista acredito em soluções para além dos limites de um lote urbano. E acho que a paisagem urbana de São Paulo deve ser melhor construída.

Os britânicos também tinham uma legislação urbanística avançadíssima para a época, toda a valorização do solo urbano, decorrente da atuação do Poder Público ou da iniciativa privada foi estatizada, isto é, os proprietários do lote não podiam comercializar lotes pelo valor da terra urbana, era o valor da terra rural que era usado nas desapropriações e na compra dos terrenos.

Temos hoje uma legislação que permite ao Poder Público se apropriar da valorização do solo, como a outorga onerosa de potencial construtivo, direito de preempção e parcelamento compulsório.

Temos também na cidade de São Paulo uma legislação visando previlegiar a construção de habitações para população de baixa renda, como ZEIS, legislação para habitação de interesse social e para habitação popular (HIS e HMP).

Esses mecanismos poderiam ser definidos territorialmente através da maquete, reservando áreas para esses tipos de empreendimentos, e em alguns casos permitindo uma maior utilização dos terrenos através de mecanismos de compensação financeira.

O que acredito se muito necessário é definir uma forma de ocupação do território, passando essa incumbência ao Poder Público, retirando-a do mercado imobiliário. E não porque o mercado imobiliário faça isso de forma inadequada ou errada, mas sim porque ele só pode atuar de forma pontual e não integrada, e porque ele não tem como papel, preservar o interesse público na utilização da cidade.

Os arquitetos britânicos Patrick Abercrombie e Percy Johnson-Marshall diziam que essa metodologia permitia um certo controle em relação à qualidade dos edifícios projetados, uma vez que nem todos os projetistas e nem todos os projetos são necessariamente bons.

Por outro lado, supondo que o edifício que posso construir num terreno tenha a forma de um cubo, por exemplo, a “lei” poderia prever que não preciso respeitar as proporções exatas, se meu edifício for menor do que o que é permitido. Michelangelo disse ao esculpir Moisés, que ele não criava a escultura, mas somente extraía da pedra a escultura que já estava lá dentro. da mesma forma os arquitetos poderão extrair o edifício que se esconde dentro de um sólido qualquer.

É uma solução interessante, pois permite a preservação dos galpões e garante uma ocupação da área envoltória adequada, além de realizar uma discussão ampla com a sociedade, sobre uma nova “cara” para a área industrial da Mooca.

E, pensando bem, isso não é muito diferente do que, há alguns anos atrás, Christian de Portzamparc propôs para a região do Vale do Tamanduateí, em Santo André, no ABC da Grande São Paulo, no projeto denominado Eixo Tamanduatehy, da Prefeitura Municipal de Santo André, ainda que a preocupação central do arquiteto fosse em permitir uma utilização dos meios das quadras e a definição de caminhos de pedestres entre os edifícios. Veja a proposta:

Para ler mais:

Sobre o tombamento dos galpões:

Relatório de Gestão na presidência do CONPRESP, julho 2005 a julho 2007 – José Eduardo de Assis Lefèvre

CONPRESP vai rever áreas tombadas.

Conselho vai rever limites para prédios na Mooca

Demolição dos Galpões Industriais da Lapa – Descaso e impunidade – Cristina Meneguello, Fernanda Valentin, Giancarlo Bertini e Manoela Rufinoni

A cidade é dos empresários. Viva la plata!

Preservação e Tutela dos Sítios Históricos Industriais em São Paulo – Brasil – Manoela Rossinetti Rufinoni (em italiano)

Memória Industrial e Transformações Urbanas na vira do século XIX: os casos do Brás, Mooca, Belenzinho e Pari – Verônica Sales Pereira

Desenvolvimento territorial e regulação urbanística nas áreas centrais de São Paulo – Kazuo Nakano

Sobre atuações em áreas centrais:

Intervenções de recuperação de zonas urbanas centrais: experiências nacionais e internacionais – Rose Compans

Sobre a metodologia inglesa:

livro: Rebuilding Cities – Percy Johnson-Marshall

Person Patrick Abercrombie
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Arquitetura Contemporânea – Aeroporto de Pequim – China – Beijing Airport – China

Postado em arquitetura com as tags , , , , em Março 17, 2008 por Cecilia Lucchese

A China está quase terminando seus preparativos para os Jogos Olímpicos que vão ocorrer neste ano. Várias obras de arquitetura vem sendo realizadas na China nos últimos anos. De Ren Koolhaas à Herzog e De Meuron, a galeria de arquitetos que vem modificando a paisagem urbana de Pequim é grande.

Um dos projetos de impacto, que todos aqueles que chegarem à Pequim por via aérea nos próximos anos entrarão em contato, é o novo Terminal 3 do aeroporto de Pequim, projeto do arquiteto inglês Normam Foster.

China is finishing the works to house the 2008 Olympic Games. Several architecture designs have been built in Beijing over the last years. From Rem Koolhaas to Herzog and De Meuron, the number of architects which is changing Beijing skyline is very large.

One of these designs that people arriving by air in Beijing will have to meet is the new Terminal 3 Beijing airport, a Norman Foster’s design.

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Photograph: Foster and Partners

Projetado na forma de um dragão chinês, ele é o maior terminal do mundo, com mais de 1 milhão de m² de área construída e projetado para receber 50 milhões de passageiros por ano em 2020.

Designed as a Chinese dragon-like form, it is the world’s largest airport building – covering more than a million square meters – designed to accommodate an estimated 50 million passengers a year by 2020.

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Photograph: China Photos/Getty Images

O arquiteto diz que: “completado para ser o local de desembarque dos atletas nos jogos olímpicos, ele foi projetado como um bom local para a chegada e para escala dos passageiros. Um símbolo do local, seu telhado elevado e aerodinâmico na forma de um dragão, celebra a excitação e a poesia de voar e evoca as cores e os símbolos tradicionais chineses.”

The architect said “completed as the gateway to the city for athletes participating in the twenty-ninth Olympiad, it is designed to be welcoming and uplifting. A symbol of place, its soaring aerodynamic roof and dragon-like form celebrate the thrill and poetry of flight and evoke traditional Chinese colours and symbols.”

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Photograph: Foster and Partners
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Photograph: Foster and Partners

O Terminal é um edifício sustentável, incorporando uma série de conceitos ambientais, como uma orientação solar que favorece a entrada do calor do sol da manhã, e um um sistema de controle ambiental integrado que minimiza o consumo de energia.

The terminal building is sustainable, incorporating a range of passive environmental design concepts, such as the south-east orientated skylights, which maximise heat gain from the early morning sun, and an integrated environment-control system that minimises energy consumption.

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Photograph: China Photos/Getty Images
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Photograph: AP
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Photograph: China Photos/Getty Images

O projeto do terminal favorece a visão do exterior e foi planejado com um único forro contínuo, onde as janelas na cobertura (em shed) ajudam a orientação dos passageiros, ao mesmo tempo que permitem a entrada da luz solar – a cor do forro muda do vermelho para o amarelo conforme os passageiros caminham através do edifício.

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Photograph: Foster and Partners

The terminal is open to views to the outside and planned under a single unifying roof canopy, whose linear skylights are both an aid to orientation and sources of daylight – the colour cast changing from red to yellow as passengers progress through the building

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Photograph: 3CSPA/NewSport/Corbis

Projetado para ter o máximo de flexibilidade tornando passível de lidar de forma adequada com a imprevistas condicionantes da indústria de aviação, como seus predecessores, ele pretende resolver as complexidades da moderna viagem aérea, combinando claridade espacial com altos padrões de serviços. As conexões entre os serviços de transporte público foram completamente integradas, as distâncias que os passageiros tem que caminhar são pequenas e com poucas mudanças de nível, e o tempo de transferência entre vôos foi minimizado.

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Photograph: China Photos/Getty Images

Designed for maximum flexibility to cope with the unpredictable nature of the aviation industry, like its predecessors, it aims to resolve the complexities of modern air travel, combining spatial clarity with high service standards. Public transport connections are fully integrated, walking distances for passengers are short, with few level changes, and transfer times between flights are minimised.

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Photograph: China Photos/Getty Images
01/07/2008
Mais fotos que eu recebi hoje por email (obrigada Guellinho) – As fotos são de Nigel Young/Foster and Partners
A bit more pictures I received today by email (thanks Guellinho) - The pictures are by Nigel Young/Foster and Partners
Posts sobre a China/ Posts about China
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Fim de Semana/Weekend – (r)e(n)cantos do Brasil

Postado em Fim de semana, Fotografia, imagem de cidade com as tags , , em Março 16, 2008 por Cecilia Lucchese

Cachoeira e Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano, Bahia

(numa manhã qualquer, anos atrás)

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Cachoeira, a partir da varanda da Igreja da Ordem 3ª

picture by Cecilia Lucchese
Santo Amaro, Casa de Câmara e Cadeia
picture by Cecilia Lucchese
Cachoeira City and Santo Amaro da Purificação City – Bahia State – Brazil

Andando em São Paulo

Postado em cidades sustentáveis com as tags em Março 16, 2008 por Cecilia Lucchese
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Estou sentindo falta de falar um pouco mais de mim nesse blog e sobre o que vivencio na cidade de São Paulo. Sou paulista, mas não paulistana, vim do interior do Estado, e ainda tem algumas coisas que estranho na “cidade grande”, apesar de já morar aqui há mais de 20 anos. Uma delas é a necessidade que as pessoas tem de andar de carro, até para ir na padaria da esquina.

Lembro-me que quando era pequena, lá no interior, tinha uma tia que morava em Santos que sempre ia nos visitar. Quando ela perguntava onde ficava alguma coisa, o cinema, a igreja, a gente dizia que era perto e íamos a pé. No caminho ela reclamava muito, pois para ela tudo era longe, reclamava dessa mania que gente do interior tem de dizer que tudo é perto, que tudo é ali mesmo. (e olhe que não somos mineiros, hem)

Mas essa é uma diferença grande entre uma cidade menor e outra grande, ou uma metrópole. Na cidade pequena tudo está a uma distância razoável, e você pode ir andando se quiser. (quer dizer, pelo menos a gente ia naquele tempo, talvez hoje ninguém vá) Em São Paulo isso não é possível. Há lugares a que não consigo ir, por mais que eu seja uma andarilha. Mesmo assim, nessa cidade é possível fazer muita coisa a pé.

Tenho andado muito nessa cidade nos últimos meses, por motivos diversos. Hoje comprei o livro “10 roteiros históricos a pé em São Paulo”, e lendo tive vontade de ir amanhã mesmo fazer um deles.

Fico muito feliz hoje quando vejo pessoas caminhando pela cidade (o que não acontecia há alguns anos atrás, ao contrário do Rio onde na Zona Sul sempre teve gente caminhando na rua). Não estão necessariamente indo a algum lugar, estão fazendo exercício ou passeando um pouco. Vá para a Avenida Paulista no domingo de manhã!!!!!!!!!!! (tudo bem aquelas obras das calçadas estão atrapalhando muito mesmo)

Alguns meses atrás me aventurei a caminhar em Brasília. Lá, em alguns lugares isso é mesmo impossível. Tente atravessar o eixo monumental a pé, usando as pontes é claro, não estou sugerindo que você corra para atravessar aquelas pistas tentando não morrer atropelado .

Para chegar às pontes, vindo do setor comercial norte ou sul, você vai ter que atravessar os gramados…. que estão completamente vazios, dá medo.

Ou que, como te avisam os Brasilienses, não vá, é perigoso, tem alguns garotos escondidos. Quando você menos espera, te assaltam. Tudo bem, eu nem precisava ser urbanista para saber que Brasília foi feita para o automóvel, e não para caminhar a pé.

Mas, e São Paulo? Você acha seguro caminhar pelas ruas da cidade (esqueça ladrões, assaltantes, etc)?

Tente ir da Avenida Dr. Arnaldo ao cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. Ou tente ir caminhando pela Consolação, lado direito sentido centro, da Rua Maria Antônia até a Avenida Ipiranga. Nos dois casos você vai ter que cruzar acessos a vias de tráfego rápido, sem faixa (Dr. Arnaldo) ou farol de pedestre, sem sinal para pedestre e com visibilidade reduzida.

E a preferência é de quem mesmo????? Pergunte isso àquele cara ou àquela moça, que conseguiu sair do congestionamento de horas da Consolação, engatou primeira, acelerou, engatou segunda …. e você, corre… sai da frente, por que não tem prá você não….

Ou tente andar em calçadas de avenidas de grande porte.

Vá passear na Avenida Ricardo Jafet, por exemplo. Cadê a calçada? Vários trechos não tem, é terra mesmo. (e já tem lei que proíba o proprietário safado de pavimentar sua calçada com ladrilho cerâmico esmaltado, para quebrar a perna de quem se atreve a usá-la????)

Vai atravessar uma rua que desemboca na Jafet? Pois corra, a maioria não tem semáforo, nem mesmo faixa, e os carros saem da Jafet e entram nessas ruas secundárias sem reduzir a velocidade.

Você quer chegar à estação Imigrantes do Metrô caminhando pela Jafet??? Prepare-se. Têm calçadas cobertas de entulho, você vai ter que caminhar na pista… olhe bem… vê se dá tempo antes que aquele carro chegue.

Você quer subir a escada na ponte da Rua Vergueiro (lado direito sentido Rodovia dos Imigrantes)? Prepare-se. Você vai ter que desviar do lixo que cobre os degraus, fora o cheiro de urina.

Ou seja, caminhar na cidade é mesmo uma aventura, quase um rali sem carro.

A cidade tem plano diretor por subprefeitura, certo. A pergunta é: a sub-prefeitura tem equipe que ande pela região que administra para ver os problemas que a população enfrenta? Essa equipe está treinada para desenvolver pequenos projetos urbanos? Essa equipe pode alterar a sinalização viária? A resposta é não.

A cidade tem muitos problemas. Falta iluminação pública, falta esgoto, falta drenagem urbana, falta piscinão, falta ônibus, falta metrô, falta habitação. E uma administração que se preze tem que enfrentar, no mínimo com vontade, todos esses problemas .

Mas existem alguns não tão graves, que podem ser resolvidos com imaginação, criatividade, com boa integração entre áreas da Prefeitura como Trânsito, Limpeza Urbana e Iluminação Pública e com pouco dinheiro. (aliada à educação ambiental e de trânsito dos que usam e moram na cidade, é claro)

Por que isso não acontece? Por que não se priorizam pequenas ações que podem melhorar o cotidiano dos moradores? Será que precisamos mesmo de ruas comerciais renovadas, com calçadas novas e lixeiras, lindas maravilhosas? (é preciso discutir prioridades com quem usa a cidade, ainda que a revitalização de centros comerciais de bairro seja uma medida importante)

Para ser sincera, eu gosto bastante dessas revitalizações que vêm sendo feitas, acho bonito, me faz gostar mais da cidade. Mas precisamos de segurança (e de um pouco de boniteza também) para poder caminhar nessa cidade em locais onde não existem lojas.

E como caminham milhares de pessoas indo e voltando do trabalho todos os dias!

Alguns números: Em Agosto de 2007, no lançamento da campanha “Dia Mundial sem Carro”, a Prefeitura informava que em 2006 morreram em acidentes de trânsito na cidade de São Paulo 1.486 pessoas, e dessa 49,4% eram pedestres. E mais: a Companhia do Metrô estima que 34% da população da cidade vai a pé trabalhar. Vão sair números de uma nova pesquisa agora em 2008. Vamos ver como estamos, pois o bilhete único deve ter diminuído bem este percentual.

Mas, e então? Você acha seguro andar pelas calçadas dessa cidade??? Que tal a gente fazer 1 ou 2 dos “10 roteiros históricos a pé por São Paulo”? Você se arrisca?

6 entre os 16 mais criativos quartos de hotel do mundo

Postado em Fim de semana, bizarro com as tags , , , em Março 15, 2008 por Cecilia Lucchese

Publicado em 21 de Janeiro de 2008 no WebUrbanist, publiquei os 6 primeiros quartos apresentados, todos do Propeller Island Hotel, pseudônimo com que o artista alemão Lars Stroschen apresenta suas criações audiovisuais.

16 of the Most Creative (and/or Sexy) Hotel Rooms in the World: From Upside-Down to Local Urban Art

Upside Down Creative Art Hotel Room

[above: the upside-down room from the Propeller Island Hotel]/

acima o quarto “de cabeça para baixo” do Propeller Island Hotel

Ever wonder what it would be like to live upside-down, sleep like a vampire or break out of prison? More and more hotels are breaking out of the tradition of cookie-cutter rooms and are moving toward unique one-of-a-kind artist-driven room designs. Here are sixteen such rooms that span the spectrum from clever and kitchy to sexy and surreal. Even though some may look uncomfortable, unusual or downright freakish at least they aren’t among the 7 tiniest hotel rooms in the world.

Cada vez mais os hotéis deixam de lado os seus quartos de hóspedes impessoais para redecorá-los como exclusivos projetos “artísticos”. Aqui há 16 desses quartos, que vão do tipo bem projetado/bem decorado até o tipo sexy/surreal. Ainda qua alguns possam parecer incomôdos, diferentes ou extremamente bizarros, pelo menos eles não são os 7 menores quartos de hotel do mundo.

Vampire Hotel Room with Coffins

Watching horror movies one has to be a little bit curious about whether it is comfortable for vampires to sleep in attic coffins. Now those who are so inclined (or who prefer partying at night and sleeping during the day) can experience this vampire room first hand at the Propeller Island Hotel.

Ao assistir filmes de terror ficamos pensando se são confortáveis os caixões em que dormem os vampiros. Agora, aqueles que têm essa tendência (ou preferem dormir de dia e ficar acordado de noite) podem experimentar esse quarto vampiresco em primeira mão, no Propeller Island Hotel.

Fully Mirrored Art Hotel Room

Prefer something less kitchy and more romantic? Perhaps the mirror room of the same hotel is for you. Mirrors are typically considered an erotic addition to a hotel room but this example carries the principle to the extreme with wall-to-wall and floor-to-ceiling mirrors spanning the diamond-shaped space.

Prefere algo menos decorado e mais romântico? Talvez o quarto espelhado do mesmo Hotel seja então mais apropriado. Espelhos são considerados um elemento erótico em quartos de hotel, mas esse exemplo leva esse princípio ao extremo, com paredes do chão ao teto cobertas com espelhos sextavados.

Art Concept Hotel Room with Erotic Dance Cages

Mirrors too cliche and traditional for your tastes? How about a room with elegant furnishings and also complete with not one but two cages. Perhaps the most amazing (and strange) aspect of this particular room is the option to lift curtains and put on shows for one’s neighboring guests.

Espelho é convencional demais para você? Que tal um quarto com mobília atrativa e com duas jaulas? Talvez o mais surpreendente aspecto desse quarto seja a possibilidade de subir as cortinas e então ficar exposto aos hóspedes vizinhos.

Jail Cell Bizarre Art Hotel Room

Up for more of an adventure? One room is outfitted as a surrealistically colored jail cell reminiscent of a cartoon lockup. At the end of the night, guests are encouraged to ‘break out’ of the room by punching and escaping through a hole in one false wall.

Você prefere uma aventura? Um dos quartos é decorado como uma colorida cela de prisão, com jeito de desenho animado. No final da noite os hóspedes são encorajados a sair do quarto, derrubando e escapando por um buraco numa parede falsa.

Hotel Room with Crazy Symbols

The symbol room might be more appropriate for the reserved and intellectual clientele. With over 200 unique wood panels, this room provides endless black-and-white food for thought as well as arrangeable furniture objects that can be turned over and moved to create personalized configurations.

Este quarto com uma variada simbologia é mais apropriado para os clientes mais reservados e intelectuais. Com mais de 200 painéis diferentes, esse quarto permite que se dê vazão a uma infinita tentativa de combinar simbolos, uma vez que todos os cubos podem ser virados para que se possa ter um resultado único e pessoal.

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