Fim de Semana – Rio começo do século XX / Weekend – Rio in the begining of 20th century
Essa fotos são de Augusto Malta, fotógrafo que foi funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro, e que fotografou as inúmeras transformações pelas quais o centro do Rio passou no início do século 20. As fotos são do acêrvo do Museu Histórico Nacional.
There are Augusto Malta’s photos, who was a Rio de Janeiro Municipality employer. He photographed the several changes that the Rio de Janeiro downtown had in the begining of 20th century. The photos belonged to Brazilian National Historic Museum.
Rua da Assembléia década de 20 / Assembléia Street in the 20s
Avenida Beira Mar década de 20 / Beira Mar Avenue in the 20s
Botafogo, 1920 / Botafogo neighborhood , 1920
Avenida Central década de 10 / Central Avenue in the 10s
Rua Santa Luzia e Enseada da Glória década de 10/ Santa Luzia Street and Glória Cove in the 10s
Canal do Mangue / Mangue (mangrove) Cannal
Praça Mauá década de 20/ Mauá Square in the 20s
Jardim do Meyer década de 20/ Meyer Garden in the 20s
o centro / downtown
Praça da República 1911/República Square 1911
Rua do Resende e Aqueduto da Carioca 1906 / Resende Street and Carioca Aqueduct 1906
Avenida Rio Branco década de 20 / Rio Branco Avenue in the 20s
outra vista da Avenida Rio Branco / other view of Rio Branco Avenue
quiosque na Ladeira Santa Tereza 1911/ Santa Tereza Street kiosk
Augusto Malta fotografou todas as obras da reforma de Pereira Passos, com a derrubada de várias casas e cortiços e a derrocada de parte do Morro de Santo Antônio. Por ter fotografados essas mudanças, Malta foi lembrado por Carlos Drummond de Andrade em parte da poesia que transcrevo abaixo.
A um hotel em demolição
…
Vem, ó velho Malta
saca-me uma foto
pulvicinza efialta
desse pouso ignoto.
Junta~lhe uns quiosques
mil e novecentos,
nem iaras nem bosques
mas pobres piolhentos.
Põe uma legenda
queijo Itatiaia
e o mais que compreenda
condição lacaia.
Que estas vias feias
muito mais que sujas
são tortas cadeias
conchas caramujas
do burro sem rabo
servo que se ignora
e de pobre diabo
dentro, fome fora.
Velho Malta, please,
bate-me outra chapa:
hotel de marquise
maior que o rio Apa.
Lá do acento etéreo,
Malta, sub-reptício
inda não te fere o
super edifício
que deste chão surge?
Dá-me seu retrato
futuro, pois urge.













