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Evento da semana no Recife
Postado em Eventos com as tags seminário de restauro, seminários conservação em Novembro 9, 2009 por Cecilia LuccheseEvento da semana – na Bienal de Arquitetura – SP
Postado em Eventos com as tags bienal de arquitetura, seminário de sustentabilidade e habitação em Novembro 7, 2009 por Cecilia LuccheseOs EUAs do New Deal
Postado em Fotografia, imagem de cidade com as tags EUA anos 30, walker evans em Novembro 1, 2009 por Cecilia LuccheseWalker Evans (1903-1975) foi um fotógrafo americano que começou a fotografar na década de 20 do séc XX. Em 1935 entrou para um serviço do governo federal dos EUA (Farm Security Administration) durante a administração de Roosevelt em pleno New Deal, e acabou fotografando nesta década muitas cidades e paisagens americanas durante o período conhecido com a Grande Depressão. Por causa de sua forma extraordinária de fotografar aqueles anos, o MOMA de Nova York em 1938 fez uma exposição com suas fotografias, consagrando-o como fotógrafo a partir de então.
Em São Paulo, no MASP, está em cartaz uma exposição de suas fotografias, que vai até 10 de Janeiro de 2010, e que merece ser vista, no mínimo pelas fantásticas imagens dos Estados Unidos nos anos 30.
Veja algumas imagens de Evans a seguir.
61st Street entre 1st e 3nd Avenue – Nova York – 1938
Ponte do Brooklin – Nova York – 1929
Coney Island – Nova York – 1928
Janelas de Wall Street – Nova York – 1928/30
Main Street – Saratoga Springs – 1931
a beira da estrada perto de Birmingham – 1936
Cidade de Easton, Pennsylvania, 1935
para ver outras fotos de Evans, veja o link abaixo:
Eventos – Seminário de Preservação do Patrimônio Cultural
Postado em Eventos com as tags patrimônio cultural, seminário patrimônio cultural em Outubro 26, 2009 por Cecilia Lucchese
II SEMPRE
2º Seminário de Preservação do Patrimônio Cultural:
Intervenções em Edificações e Conjuntos Urbanos de Interesse Cultural
Juiz de Fora, 18 a 21 de novembro de 2009
Última chamada de trabalhos
O “II SEMPRE (2º Seminário de Preservação do Patrimônio Cultural): Intervenções em Edificações e Conjuntos Urbanos de Interesse Cultural” configura-se como um evento internacional, voltado para a discussão de questões atuais relacionadas à proteção do patrimônio cultural brasileiro. Promovido dez anos após a realização do primeiro seminário organizado, então, pela recém-fundada OSCIP PERMEAR (e contando com o apoio do IEPHA-MG e da UFJF), o II SEMPRE, além de comemorar os dez anos da citada instituição, amplia consideravelmente o número de instituições organizadoras, agora incluindo também o LAPA, o NPEURBMG da UFJF, a Escola de Arquitetura da UFMG e o próprio IEPHA-MG, além de especificar mais a sua temática.
Tem como objetivos principais:
1. Promover, desenvolver e atualizar o debate e o intercâmbio de informações e experiências acerca das intervenções (restaurações, reabilitações, readequações e revitalizações) propostas e/ou realizadas em edificações e conjuntos urbanos de interesse cultural no Brasil e no exterior.
2. Auxiliar na capacitação de técnicos, gestores, professores, estudantes e demais profissionais envolvidos, no que concerne à preservação do patrimônio cultural no tocante às novas teorias e metodologias para as intervenções nos edifícios e sítios históricos urbanos de interesse cultural
Justificativa
Nas últimas décadas, tanto em âmbito internacional, mas principalmente nacional, houve um aumento significativo das discussões acerca da importância da preservação do patrimônio cultural enquanto elemento norteador fundamental para a formação de cidadãos que consigam aliar o mundo globalizado de hoje com questões intrínsecas à sua cultura local, regional ou nacional. No Brasil, principalmente na última década, tais discussões saem do âmbito acadêmico e/ou dos órgãos públicos, sendo levadas à comunidade através de fóruns, seminários e trabalhos de educação patrimonial.
Por outro lado, notamos que, ao mesmo tempo que novas temáticas e abordagens são implementadas, como no que concerne ao patrimônio imaterial e à paisagem cultural, reformulando e dinamizando as políticas e gestões referentes à preservação do patrimônio cultural, as velhas práticas já consolidadas há quase meio século, como no que se refere às intervenções nas edificações e sítios urbanos protegidos, apresentam um desenvolvimento mais tímido, como que apontando para uma cristalização das teorias e metodologias que fundamentam as suas ações e projetos. Se, no que diz respeito às novas abordagens, principalmente na preservação do patrimônio imaterial e na educação patrimonial, o Brasil apresenta-se como co-participe sempre atualizado e, mesmo, contribuindo decisivamente nas posturas internacionais a serem adotadas, o mesmo, infelizmente, não se pode dizer acerca das citadas intervenções nos bens culturais imóveis, onde a teoria e a metodologia propostas em meados do século XX continuam sendo utilizadas sem levar-se em conta todo o arcabouço teórico e crítico desenvolvido nos países europeus desde as últimas décadas daquele mesmo século. O seminário proposto visa, portanto, auxiliar a suprir esta lacuna, promovendo um intercâmbio necessário para a revitalização destes projetos e ações, integrando efetivamente tais intervenções no profícuo debate contemporâneo acerca da preservação do patrimônio cultural.
Público alvo
Profissionais, pesquisadores, professores e estudantes de arquitetura, urbanismo, conservação e restauro, artes, história e áreas afins.
Número de Vagas
200 participantes
Certificados
Os participantes receberão certificados de participação e/ou de apresentação de comunicação ao final do evento.
PROGRAMAÇÃO
O Seminário acontecerá de 18 a 21 de novembro de 2009, segundo a programação abaixo:
Primeiro dia – quarta-feira dia 18/11
. 16:00 h – Credenciamento no MAMM
. 19:00 h – Abertura
. 19:30 h – Apresentação do Coral da UFJF
. 20:00 h – Palestra com conferencista convidado (a confirmar)
. 21:30 h – Coquetel de abertura
Segundo dia – quinta-feira dia 19/11
Manhã
08:30 às 10:00h. Comunicações
10:00 às 10:15h. Coffee break
10:15 às 10:45 h. Apresentação cultural (a confirmar)
10:45 às 12:30 h. Palestra de Laura Gioeni (Politecnico di Milano), sobre as “Teorias de Restauração Aplicadas às Edificações”
12:30 h. às 14:00 h. almoço
Tarde
14:00 às 16:00 h. Mesa Redonda 1 (Teorias de Restauração de Edificações)
Flávio Carsalade – PPGEAUFMG
Cláudia dos Reis e Cunha (FAU-USP)
Representante do IPHAN
Renato César José de Souza (IEPHA-MG)
16:00 às 16:15 h. Coffee break
16:15 às 18:30 h. Percursos Culturais (Visita Técnica): Cine-Theatro Central e Percursos Culturais: Centro de Juiz de Fora (a confirmar)
20:00h Música no MAMM: Apresentação do grupo Mucambo: Percussão e Cultura Popular
Terceiro dia – sexta-feira dia 20/11
Manhã
08:30 às 10:00h. Comunicações
10:00 às 10:15h. Coffee break
10:15 às 10:45 h. Apresentação cultural (a confirmar)
10:45 às 12:30 h. Palestra de Cristina Monfort (Universidad Nacional de San Juan/ICOMOS) sobre “As Produções Visuais e sua Relação com a Arquitetura: As Máscaras da Cidade”
12:30 h. às 14:00 h. almoço
Tarde
14:00 às 16:00 h. Mesa Redonda 2 (“Intervenções em Edificações de Interesse Cultural”)
Paulo Ormindo – PPGAUFBA
Marcelo Ferraz – Brasil Arquitetura
Representante do IPHAN
Daniele Rossato Silva (IEPHA-MG)
16:00 às 16:15 h. Coffee break
16:15 às 18:30 h. Percursos Culturais (Visita Técnica): Cine-Theatro Central e Percursos Culturais: Centro de Juiz de Fora
20:00h Jantar por adesão
Quarto dia – Sábado dia 21/11
Manhã
09:00 às 10:15 h. Comunicações
10:15 às 10:30h. Coffee break
10:30 às 12:30 h. Comunicações
12:30 h. às 14:00 h. almoço
Tarde
14:00 às 16:00 h. Mesa Redonda 3 “Intervenções em Conjuntos Urbanos de Interesse Cultural”
Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes – PPGAUFBA
Leonardo Barci Castriota – EAUFMG
Leonardo Marques de Mesentier – (IPHAN, UFF)
16:00 às 16:15 h. Coffee break
16:15 às 16:45 h. Apresentação cultural (a confirmar)
16:45 às 18:30 h. Palestra de encerramento sobre “Intervenções em Conjuntos Urbanos de Interesse Cultural” com o arquiteto Leo Orellana (SIRCHAL – UNESCO)
18:30h. Encerramento
Inscrições
As inscrições para o Seminário serão efetivadas através do envio, para o e-mail sempre@permear.com, do formulário preenchido e do comprovante identificado de depósito escaneado e legível (constando o nome completo e/ ou CPF do participante) da taxa correspondente, conforme explicitado abaixo:
Profissionais: R$ 120,00
Estudantes: R$ 60,00
O depósito deverá ser realizado, até o dia 12 de novembro de 2009, em uma agência da Caixa Econômica Federal de acordo com os seguintes dados:
Agência: 2519
Conta Corrente: 496-2
Operação: 003
Favorecido: Programa de Estudos e Revitalização da Memória Arquitetônica e Artística – PERMEAR
CNPJ do favorecido: 02.862.153/0001-73
Importante:
1. serão aceitos para a realização das inscrições documentos (formulário preenchido e comprovante de depósito)enviados até o dia 13 de novembro;
2. mediante o recebimento de ambos os documentos (formulário preenchido e comprovante identificado de depósito), a Comissão Organizadora do Seminário enviará ao interessado um e-mail de confirmação da inscrição;
3. todos os participantes deverão apresentar, no ato do credenciamento, documento de identidade e cópia do e-mail de confirmação de sua inscrição;
4. além dos documentos listados no item 3 acima, os participantes enquadrados na cateria “estudantes” deverão apresentar também, no ato do credenciamento, carteira de estudante válida e/ou comprovante de matrícula correspondente ao segundo semestre de 2009;
5. o valor da taxa de inscrição não inclui os custos referentes a transportes na cidade de Juiz de Fora (inclusive aqueles correspondentes às visitas técnicas previstas na programação do Seminário) nem aqueles referentes ao jantar do dia 20 de novembro, cujas participações serão por adesão conforme será explicado aos participantes durante o Seminário.
Local de realização do Seminário
Auditório do MAMM – Museu de Arte Moderna Murilo Mendes/UFJF
Rua Benjamim Constant, 790 – Centro
Juiz de Fora – MG
Envio de Comunicações
Os resumos das comunicações para a análise do Comitê Científico deverão ser enviadas até o dia 25 de outubro, para o e-mail sempre@permear.com, contendo os seguintes dados:
Nome completo do(s) autor(es), endereço(s), telefone(s) e e-mail;
Afiliação institucional;
Título da comunicação;
Máximo de 500 palavras.
Os autores dos trabalhos selecionados receberão um e-mail da Comissão Organizadora até o dia 30 de outubro confirmando a sua seleção.
Para ser publicado nos Anais, o texto final deverá ser enviado para o e-mail sempre@permear.com até o dia 15 de novembro, seguindo as configurações abaixo:
- fonte Arial, corpo 12, normal, espaçamento entre linhas simples; margem esquerda: 3 cm; margens direita, inferior e superior: 2,5 cm;
- 1o. título: corpo 16 em negrito;
- 2o. título: corpo 14 em negrito;
- 3o. título: corpo 12 em negrito,
- as imagens deverão vir em separado (indicar no texto a localização), em formato TIF, PCX, WMF, BMP ou JPG (300 dpi).
Comitê Científico
André D’Angelo- EAUFMG
Júlio César Sampaio – FEUFJF
Leonardo Castriota – EAUFMG
Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes – PPGFAUFBA
Marcos Olender – DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA UFJF
Comissão Organizadora
Fabio Jose Martins de Lima – PPG HISTÓRIA/ FEUFJF (Coordenador Técnico)
Marcos Olender – DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA UFJF (Coordenador Acadêmico)
Mônica Cristina H. L. Olender – PERMEAR
Fabiana Mendes Tavares – PERMEAR
Milena Andreola de Souza – PERMEAR
Raquel von Randow Portes – NPEURBMG/UFJF
Bianca Veiga – NPEURBMG/UFJF
Carlos Noronha – IEPHA-MG
Marta Maria Araújo – IEPHA-MG
Flávio de Lemos Carsalade – PPGEAUFMG
Paulo Gawryszewski – DIPAC/FUNALFA
Colaboradores
Luciane Costa – PERMEAR/ Instituto Metodista Granbery
Luiz Alberto Ornellas Rezende – Bolsista LAPA/UFJF
Laura Leonor Firmiano Teixeira – Bolsista LAPA/UFJF
Paulo Vitor Coto de Oliveira Franco – Bolsista LAPA
Valeria Fernandes Rezende – Bolsista NPEURBMG/UFJF
Eduardo Vasconcelos – Bolsista NPEURBMG/UFJF
Thiago Mello – Bolsista NPEURBMG/UFJF
Renata de Araújo Nascimento – PERMEAR
Realização
PERMEAR
LAPA
NPEURBMG/UFJF
Escola de Arquitetura da UFMG
FUNALFA
IEPHA
Apoios
FAPEMIG
MAMM
ICH/UFJF
UFJF
IPHAN
Informações e contatos
PERMEAR
www.permear.com
Núcleo Urbanismo em Minas Gerais/UFJF
www.urbanismomg.ufjf.br
Contatos
sempre@permear.com
Eventos: Seminário de estudos sobre restauração arquitetônica: Temas Recentes no restauro na Itália
Postado em Eventos com as tags seminário de restauro em Outubro 22, 2009 por Cecilia LuccheseProfessores. Beatrice Vivio, Alessandro Pergoli Campanelli e Alessandra Cerroti
Dias 3 a 5 de novembro de 2009, das 14h30 às 19h30
Local: FAU-Maranhão
Rua Maranhão, 88 – Higienópolis – São Paulo
Vagas Limitadas – inscrições: cpgfausec@usp.br
No quadro das atividades da disciplina de pós-graduação “AUH 5852: Técnicas Construtivas Tradicionais e seu uso na Conservação de Edifícios Históricos”, sob a responsabilidade das Profas. Dras. Maria Lucia Bressan Pinheiro e Beatriz Mugayar Kühl, e do protocolo executivo de cooperação didático-científica entre a FAUUSP com a Faculdade de Arquitetura “Valle Giulia” da Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, será realizado um seminário de estudos sobre restauro na FAU-Maranhão, aberto também a um público mais amplo de interessados.
O evento contará com três representantes da Sapienza, que abordarão variadas questões relacionadas ao restauro, como a fundamentação teórica do campo e o modo como os princípios de restauração têm sido empregados em casos recentes, a questão do restauro como postulada na Antigüidade, o tratamento de lacunas arquitetônicas, a relação novo-antigo em projetos de restauração. O intuito do seminário, vinculado aos objetivos do programa de cooperação das instituições, é aprofundar aspectos teórico-metodológicos do restauro e sua repercussão técnico-operacional nas intervenções.
03.11. O novo no antigo: reflexões sobre a relação restauro-história
Restauros de cerâmicas gregas na antiga Etrúria
04.11. Restauro de pavimentos de mosaicos na antiga Roma
Lacuna arquitetônica e reconstrução pós-bélica. Codificações do segundo pós-guerra na Itália e experiências recentes
Intervenções no Palácio Spinola na Praça Campitelli, Roma
05.11. O restauro crítico e a figura de Franco Minissi
A restauração de materiais “não-tradicionais” da arquitetura moderna
Professora Responsável: Beatrice Vivio
Arquiteta graduada na Universidad Central de Venezuela e na Università di Roma “La Sapienza”, onde fez sua especialização em Restauro de monumentos (1995) e seu doutorado, com tese sobre a obra de Franco Minissi (2004-2008). Na mesma instituição desenvolveu pesquisa sobre a intervenção projetual contemporânea em preexistências históricas (2001-2006). Colabora desde 1998 na cátedra de Giovanni Carbonara em Valle Giulia e na Scuola di Specializzazione in Beni architettonici e del paesaggio, sendo atualmente docente responsável de vários cursos de graduação e pós em diversas instituições. Trabalha em obras de restauro na Itália desde 1995, tendo participado como assistente na direção de vários canteiros entre eles, a consolidação da igreja de S. Nicola em S. Oreste e o embasamento da Fonte dos Quatro Rios na Praça Navona; colabora em projetos do Istituto Superiore per la Conservazione e il Restauro (Sala das Cariátides no Palácio Real de Milão) e em pesquisa sobre edifícios do centro histórico no percurso da nova linha C do Metrô de Roma (2007-2008). Entre suas publicações mais recentes, citam-se: La lacuna architettonica e le ricostruzioni del secondo dopoguerra nelle riflessioni del restauro, L’Architetto Italiano, VI, 2009, 30, pp. 24-28; Restauro come progettazione dell’esistente; in: A. Ferlenga, E. Vassallo, F. Schellino, Antico e nuovo Architetture e architettura, Il Poligrafo, Padova 2007, pp. 563-579; Il moderno sull’antico. Lettura dell’intervento contemporaneo, in: Aggiornamento del Trattato di Restauro architettonico, vol. IX, tomo I, UTET, Torino 2007, 211-263; La Villa del Casale di Piazza Armerina e il mancato restauro del restauro, Parametro, XXXVI, 2006, 266, 68-79; Attività sperimentale alle origini del restauro critico. Primi contributi di Franco Minissi, Arkos, VI, 2005, 12, 18-24.
Colaboradores
Alessandro Pergoli Campanelli é arquiteto especializado em restauro arquitetônico. Colabora, desde 2004, em diversos cursos voltados ao restauro na Faculdade de Arquitetura Valle Giulia da Università degli Studi di Roma “La Sapienza”. De 2006 a 2007 foi docente encarregado pelo curso de “Princípios de restauro” (curso de graduação em Arquitetura de Interiores) e de numerosos cursos de atualização profissional financiados pelo governo da Região do Lácio e por entidades privadas. Desenvolve seu doutorado desde 2006 em História e Restauro da Arquitetura no Departamento de História da Arquitetura, Restauro e Conservação de Bens Arquitetônicos da “Sapienza”. Possui numerosas publicações sobre temas de conservação em jornais e revistas especializadas; desde 1999 dirige, conjuntamente com o Prof. Dr. Giovanni Carbonara, a seção restauro da revista AR e, desde 2004, análoga seção na revista L’Architetto Italiano.
Alessandra Cerroti é arquiteta, graduada pela Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, onde também fez a especialização em Restauro de Monumentos (2004). Desde 2005 desenvolve seu doutorado em “Requalificação e recuperação” para o qual está completando uma pesquisa sobre o patrimônio edificado recente, com especial interesse pelas construções residenciais públicas do segundo pós-guerra. Realiza atividades didáticas no curso “Laboratório de restauro” sob responsabilidade do Prof. Dr. G. Palmerio na faculdade de arquitetura Valle Giulia da “Sapienza”. Desenvolve, ademais, atividades profissionais no campo da conservação e restauro de monumentos.
Apoio / Patrocínio: Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP; Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, Comissão de Pós-Graduação FAUUSP, CPC-USP.
As igrejas de Frank Lloyd Wright
Postado em arquitetura com as tags arquitetura moderna, arquitetura norteamericana, Frank Lloyd Wright em Outubro 19, 2009 por Cecilia Lucchese“Why not, then, build a temple, not to GOD in that way – more sentimental than sense – but build a temple to man, appropriate to his uses as a meeting place, in which to study man himself for his God’s sake? A modern meeting-house and good-time place.” (F. L. Wright, sobre o Templo Unity, no livro An Autobiography – 1932)
No meio dos muitos espaços que Frank Lloyd Wright concebeu em sua carreira, os espaços religiosos, para templos protestantes, judaicos e cristãos, são importantes edifícios de sua arquitetura. O mais conhecidos entre eles são o Templo Unity, construído entre 1905/08, em Oak Park, Illinois e a Sinangoga Beth Sholon, construído entre 1953/59 em Elkins Park, Pennsylvania. Mas estes dois edifícios são somente uma parte de vários edifícios construídos para a reunião de pessoas, em todo Estados Unidos.
A convivência de Wright com edifícios religiosos começou em sua infância. Seu pai era o Reverendo William Cary Wright. Os primeiros trabalhos de arquitetura religiosa em que Wright se envolveu foram a Capela Unity (1885/86), feita para a família de sua mãe em Spring Green, Wisconsin e a Igreja Todas as Almas (All Souls Church) (1885/86), feita para seu tio, o Reverendo Jenkin Lloyd Jones em Oakwood, um distrito ao lado sul de Chicago. O arquiteto desses dois templos foi Joseph Lyman Sislbee, o primeiro patrão de Wright. Eram templos pequenos, em escala residencial, e Unitários, em sua forma simples e não eclesiástica. Foi depois de seu trabalho no escritório de Louis Sullivan, em Chicago, que ele começou a fazer auditórios mais elaborados.
Foto de Jose Maurice
O projeto do Templo Unity, em Oak Park, para uma congregação Universalista Unitária, tem reconhecidamente inspiração num projeto que Wright desenvolveu sobre a inspiração dos ensinamentos de Sullivan, o Abraham Lincoln Center de Chicago. O projeto do Templo Unity começou no verão de 1905, e não tinha a pretensão de ser realizado como uma igreja cristã, com uma nave em cruz grega. Ao invés disso, projetou um edifício com um auditório retangular, com galerias nas laterais e nos fundos, voltadas para um púlpito frontal. É mais a expressão de um auditório de conferências, do que de uma igreja.
Unity Temple – vista do púlpito e galerias laterais
Foto de David Heald
No templo existem 450 assentos, localizados em filas no piso em frente ao púlpito, e nas galerias – duas em cada lateral e fundos. O órgão faz o fundo da parede do púlpito.
Foto de Snurks
Já o exterior do templo, em linhas retas e uso do concreto, lembra mais os templos da antiguidade, como templos maias e japoneses, do que as igrejas medievais, que eram então a clássica arquitetura das igrejas protestantes. O templo é assim uma estrutura que faz da fé uma unidade, unindo crenças antigas e novas, e expressando segundo alguns estudiosos a própria crença religiosa do arquiteto. O templo Unity é um cubo, na proporção 1:1:1, que é a expressão da Unidade/Unity.
Foto de gerglemag
Foto de Dimitri 76
Foto de mcya 1
Entre 1939/42 foi construída outra igreja de Frank Lloyd Wright, essa em Kansas City, Missouri, a Igreja Community Christian. Nas igrejas deste período, Wright usou de forma mais clara sua concepção de um auditório, e isto é muito claro nesta igreja. Nela, dizem que Wright apoiou o espírito democrático que era central para o Reverendo Burris Jenkins, seu idealizador, que havia se separado do grupo mais fechado “Discipulos de Cristo” para adotar uma política mais aberta de aceitação de novos membros. Jenkins recebia membros de todas as outras igrejas numa base de inteira igualdade, e sua igreja tornou-se de fato uma igreja comunitária. Esta política fez dela a maior congregação da cidade de Kansas. Quando o primitivo templo pegou fogo em 1939, Wright foi convidado para fazer um novo projeto, onde o auditório deveria ter uso múltiplo, como teatro ou cinema e como santuário, uma vez que a igreja querendo ser o centro da comunidade, promovia espetáculos teatrais e musicais e exibia filmes populares.
Igreja Community Christian – Kansas City
Entre 1953/59 foi construída a Sinagoga Beth Sholon, em Elkins Park, um subúrbio ao norte de Philadelphia. Esse templo foi encomendado pelo rabino Mortimer J. Cohen, que era grande conhecedor de arquitetura religiosa, e queria um edifício que exprimisse sua visão moderna da função da religião.
Desenho de F. L. Wright para a Sinagoga Beth Sholon
Fundada na Philadelphia em 1918, e denominada Casa da Paz em homenagem ao armistício que terminou a 2ª Guerra Mundial, Beth Sholon era uma congregação conservadora judaica. Seu rabino, Cohen, fundou uma escola e um centro social em Elkins Park, e convenceu sua congregação a construir lá uma sinagoga. Elkins era admirador do trabalho de Wright, e levou a ele alguns desenhos que fizera para o novo templo, que foram a origem dos estudos de Wright. Segundo Cohen a nova sinagoga devia combinar o espírito moderno americano com o espírito antigo de Israel. O projeto de Wright é ao mesmo tempo futurista e medieval.
Sinagoga Beth Sholon – Philadelphia – vista da frente
Foto de lykantrop
A Sinagoga foi projetada numa forma simbólica. Ele procurou com a forma desta sinagoga fazer uma alusão ao Monte Sinai, que o rabino recomendara, ao mesmo tempo que as formas do telhado de vidro lembram o Torá, o livro sagrado dos judeus.
“Os Torás” no telhado da sinagoga
Foto de Fantasy Amazing
Vista do santuário, com o púlpito à esquerda
Foto de Balthazar Korab
Foto de lykantrop
Tão simbólica quanto esta sinagoga é o projeto para uma igreja católica ortodoxa grega, a Igreja da Anunciação, construída entre 1959 e 1961, em Wauwatosa, Wisconsin. Terminada depois da morte do arquiteto, o projeto contudo estava terminado antes disso. O projeto de Wright mostrava um edifício circular, inscrito num elemento como uma cruz grega, com quatro pilares estruturais, segurando a nave em forma de um vaso. O conjunto era fechado por um domo baixo, uma simples concha de concreto armado. Seu formato dialoga com a Igreja de Hagia Sophia, em Istambul, e que foi sugerida como elemento de inspiração para Wright.
Foto de Gerglemag
Vista da porta de entrada
Foto de Willzerbillz
interior da Igreja da Anunciação
Foto da Fundação Frank Lloyd Wright
(fonte: Frank Lloyd Wright – from Whitin Outward – Ed. Guggenheim Museum)
As ruas do Porto
Postado em Fotografia, imagem de cidade com as tags João Paulo Andrade, ruas do porto em Outubro 18, 2009 por Cecilia LuccheseFotos de João Paulo Andrade, que fotografa sua cidade, a Cidade do Porto, em Portugal
Para ver mais fotos clique aqui
O trem suspenso de Wuppertal – Alemanha
Postado em Fim de semana, Transporte Público, transporte urbano com as tags trem alemanha, trem em Wuppertal, trem suspenso em Outubro 17, 2009 por Cecilia Lucchese
Vista do trem saindo da rua e entrando sobre o rio
A cidade de Wuppertal na Alemanha, próxima a Dusseldorf, na região do Ruhr, tem um transporte público local suspenso, cujo modelo é único no mundo, e é também sua maior atração turítica. O trem suspenso é o orgulho de Wuppertal e figura no patrimônio de monumentos históricos desde 1997. Esta via, projetada por Eugen Langen, foi construída entre 1898 e 1901 e inaugurada pelo imperador Guilherme 2º, tem comprimento de 13,3 quilômetros, de Ritterhausen/Oberbarmen até Vohwinkel, e segue praticamente todo o curso do rio Wupper. O conjunto dos vagões foi reconstruído entre 1972 e 1974, à exceção de um, o chamado “vagão do imperador”.
uma vista da cidade de Wuppertal
Mas nem tudo são flores, em 1999, um trem caiu dentro do rio Wupper, e 5 pessoas morreram. Mas esse foi o único acidente sério do trem. Durante a Guerra ele foi bem destruído, mas voltou a operar em 1946. Em 1950 houve um outro tipo de acidente, Tuffi, um elefante, pulou do trem para dentro do rio, mas sobreviveu a queda. De lá prá cá nenhum novo acidente aconteceu.
o trajeto do trem com suas 20 paradas
O nome oficial do trem em alemão é Einschienige Hangebahn System Eugen Langen. O trem para na principal estação de trem da cidade, a Hauptbahnhof, e a viagem toda leva serca de 1/2 hora, havendo 20 paradas no caminho. O trem anda a cerca de 8 metros acima das ruas e entre 10 e 12m acima do rio, e por isso é mais impressionante de ver do que a vista a partir dele. Cada vagão/trem tem 24 metros e 4 portas e a linha é operada pela Wuppertaler Stadtwerke (WSW). As estações são muito variadas, existem antigas e novas, de vários estilos arquitetônicos.
Foto de Carsten
Esse ano, a Prefeitura de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, fez um estudo para colocar um trem semelhante na cidade, sobre o rio Benagalas, mas desistiu depois de saber quanto custaria: a bagatela de 315 milhões de reais.
(as fotos sem crédito me foram enviadas por email, num power-point – obrigada Amilton)
Veja um video sobre o trem e Wuppertal
Patrimônio Histórico – a cidade de Corumbá – MS – Brasil
Postado em Patrimônio, imagem de cidade com as tags casa Vasquez & Irmãos, casa Wanderley & Baís, casario Corumbá, Corumbá, fabrica de gelo corumba em Outubro 16, 2009 por Cecilia LuccheseAs disputas por território entre portugueses e espanhóis estão na origem da cidade de Corumbá, cujo primeiro vilarejo surgiu em 1.778, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque.
Localizada às margens do Rio Paraguai, na divisa com a Bolívia, a cidade sempre foi estratégica para a entrada no “sertão” das mercadorias européias, e sua localização, após a serra de Albuquerque – que “fecha” o Pantanal ao sul, no último trecho facilmente navegável do Rio Paraguai para embarcações de maior calado, e a beira do Pantanal, lhe garantiu um rápido e rico crescimentos no final do século 19, começo do 20, quando a borracha da Amazônia passou também a ser exportada por ali. E nessa época só se chegava a Corumbá pelo rio!
Foto de satélite do Google Earth – vendo a cidade e o Rio Paraguai
Mas antes disso, em 1868/69, ela foi totalmente reconstruída, porque a Guerra do Paraguai a tinha arrasado. Seu traçado ortogonal, pré-existente foi mantido e ampliado, mas as construções foram todas refeitas, e são do final do século 19, início do 20, as construções mais importantes, tanto as da “cidade baixa” -ao longo do rio barranca abaixo, quanto às da cidade alta.
desenho do livro Atlas de Centros Históricos do Brasil
Mas o que chama atenção é realmente o casario do cais do Porto, erguido pelos comerciantes em estilo neo-clássico e art-nouveau, casarões com estrutura metálica e paredes de pedra, alguns dispondo no começo do século de elevadores hidráulicos e banheiras nos pavimentos superiores, banheira que eram enchidas com água trazida do rio ali na frente.
Uma foto do casario do cais do porto (cidade baixa) do Rio Paraguai — veja o disnível entre a beira do rio e a rua da área mais plana barranco acima
foto de Fabio Shiroma
aqui uma foto antiga da cidade vista do Rio Paraguai
talvez anos 50
Rua Manuel Cavassa – ou rua do porto – no início dos anos 80
Foto: Cecilia Lucchese
Rua Manoel Cavassa – rua do porto – veja o casario neo-clássico
foto de Otávio Neto
Outra vista da Manuel Cavassa – 1982
Foto Cecilia Lucchese
Escadaria que liga a Avenida Marechal Rondon à Ladeira José Bonifácio
foto Cecilia Lucchese
Rua que faz a ligação entre a cidade baixa e a alta
Foto Cecilia Lucchese
Vista do Porto a partir da cidade alta
Foto Cecilia Lucchese
No final da Rua Cruz e Souza havia esse muro à esquerda, que falavam ser resto do muro que cercou a cidade durante a Guerra do Paraguai.
Nunca pesquisei sobre isso, mas para mim parecia mais ruina de uma casa que ali estivera em algum momento.
Foto: Cecilia Lucchese – 1982
Três casas são para mim especiais e mereciam ser integramente preservadas. A primeira delas, no meio da Manuel Cavassa, de frente para o porto, foi a Casa Comercial Wanderley & Baís.
foto de Fernando Pereira
Como vocês podem ver a Casa Wanderley & Baís está agora restaurada (Programa Monumenta – IPHAN) e linda. Agora é o Museu da História do Pantanal. Mas eu a conheci nos anos 80, quando era um cortiço, suas paredes estavam ficando enegrecidas pelo carvão que queimava nos fogareiros dos moradores.
A Casa Wanderley & Baís, uma das casas comerciais mais ricas da cidade no início do século XX, foi anos mais tarde desapropriada pelo Governo do Estado, e lá funcionou a sede da Comissão Mista Brasil Paraguai, que pretendia construir uma ferrovia que ligaria o Atlântico ao Pacífico. Depois disso ela ficou abandonada, e foi ocupada por pescadores e ribeirinhos, sem que o governo impedisse, e por muitos anos ficou abandonada, numa vizinhança que nos anos 80 era muito degradado. Nessa época realizei uma pesquisa sobre essas casas, e fico feliz em vê-la tão bem conservada, mas não sei o que aconteceu nos anos seguintes, faz mais de 20 anos que não vou à Corumbá.
Veja as fotos da casa nos anos 80!
Nessa montagem de fotos, você vê a casa como eu a conheci, com varal para roupas na sacada
Foto Cecilia Lucchese
A casa tem 3 andares na frente e mais um andar na parte de trás, ocupando só a 1/2 do fundo da construção.
No térro funcionava a casa comercial, havia uma linda divisória de ferro fundido que dividia o salão da escada reta que levava ao 1º andar. Essa divisória ficava entre a última porta da esquerda e a seguinte.
divisória de ferro fundido – ao fundo a escada de ferro
Foto Cecilia Lucchese – 1982
Veja detalhes de como era essa escada!
A escada como eu a conheci, faltando peças e muito mal conservada
Foto Cecilia Lucchese
Detalhe do espelho dessa escada
Foto Cecilia Lucchese
Nesse andar térreo ainda tinha um elevador hidráulico (desmontado quando estive lá) que levava ao 2º andar, onde morava o proprietário.
No 2º andar havia um salão central – a sala de visitas – para a qual se abriam portas das laterais, que levavam ao quartos/alcovas que ocupavam as laterais do 2º andar do edifício.
No fundo um pateo coberto com telhas de um material translúcido, e para ele no fundo ficavam os banheiros, uns comôdos menores e uma escada em caracol, tambem art nouveau em ferro fundido, que levava ao terceiro andar.
vista do pateo interno do 2º andar – veja o ladrilho hidráulico que primor!
Foto Cecilia Lucchese – 1982
O balde no fundo mostra que em 82 esse páteo era usado como tanque
Foto Cecilia Lucchese – 1982
Na sala principal, nessa época, havia numa parede lateral pintado o mapa da estrada de ferro que ligaria o Brasil ao Pacífico. A foto que mostro abaixo está muito ruim, porque o salão estava dividido com madeira, cada cômodo moradia de uma família, e não consegui focar bem o estudo da ferrovia. Mas dá para ter uma idéia.
desenho da ferrovia Brasil-Bolívia
Foto Cecilia Lucchese
Do 2º para o terceiro andar, tinha outra escada de ferro fundido, art-nouveau, essa em caracol.
Foto Cecilia Lucchese
Outra casa que merecia ser preservada, ficava no final da Rua José Bonifácio, á direita de quem olha a cidade do rio, ela foi construída pelo arquiteto italiano Martino Santa Lucci e foi restaurada pelo Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, e possui muitos elementos art-nouveau. É a Casa Vasquez & Irmãos. Nela está programada a instalação do Museu Memória do Pantaneiro.
Casa Vasquez em 2005 – desapropriada pelo Programa Monumenta
foto de Tiago L. Ramires
Uma foto impressionista da Casa Vasquez a noite – restaurada pelo Programa Monumenta?
foto de 2007 de Bolivar Porto
Quando a conheci a casa estava fechada há anos. Morava lá só o zelador com sua família, que me deixou entrar na casa para fotografá-la.
Rua Manoel Cavassa a frente, no fundo a Rua José Bonifácio e no largo dessa rua a Casa Vasquez e Irmãos
Foto Cecilia Lucchese: 1982
Uma vista mais próxima da fachada – 1982
Foto: Cecilia Lucchese
A Casa Vasquez, no andar térreo era um grande salão aberto, de pé-direito duplo, com um mesanino em uma das laterais, uma escada de madeira, que levava ao 2º andar, e uma divisória de madeira art-nouveu, provavelmente onde funcionava o Caixa da Casa Comissária. Os pilares são metálicos, estrutura independente, e fechamento com tijolo, elemento de construção não existente na região à época.
Porta lateral na fachada – com trabalho art-nouveau
Foto: Cecilia Lucchese
Foto: Cecilia Lucchese
detalhe do entalhe de madeira da porta de 4 folhas
Foto Cecilia Lucchese
Foto Cecilia Lucchese
Foto de 1984 de Cecília Lucchese
balaustre do fechamento da escada no 2º andar, no salão principal
Foto Cecilia Lucchese
Divisória em madeira no andar térreo – casa Comissária
Foto Cecilia Lucchese
detalhe da laje – 1º piso – vigas metálicas e fechamento com tijolos
Foto Cecilia Lucchese
detalhe construtivo dos entrepisos encontrados no casario de Corumbá – o da esquerda corresponde ao da Casa Vasquez
Desenho Cecilia Lucchese
Foto Cecilia Lucchese
No pavimento superior havia um salão central com portas dando para as laterais, onde ficavam os cômodos, possívelmente quartos. No fundo uma área de serviço e uma sala de banhos.
Vista da sacada a partir do salão central
Foto Cecilia Lucchese
detalhe externo da bandeira da porta janela da sacada
Foto Cecilia Lucchese
Detalhe da fachada da casa Vasquez a partir da sacada do 2º piso
Foto Cecilia Lucchese
Foto Cecilia Lucchese
Outro ladrilho hidráulico da casa Vasquez
Foto Cecilia Lucchese
Pintura na parede, no entorno de porta interna no salão
Foto Cecilia Lucchese
Pintura no teto de um dos “quartos” do 2º andar
Foto Cecilia Lucchese
Vista da alvenaria de tijolo – parede externa – 2º andar
Foto Cecilia Lucchese
Sala de Banho – Veja não havia encanamento interno
Foto Cecilia Lucchese
Parede de pedra na sala de banho o que sinaliza que este comôdo não faz parte do projeto original
Foto Cecilia Lucchese
A laje de cobertura do 2º andar (só a parte da frente chega ao 3º piso) era reta, sem telhado e impermeabilizada com betume. Veja abaixo o corte dessa laje.
Veja o vídeo da proposta arquitetônica para o Memorial do Pantaneiro
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A outra casa que eu acho que deveria ser preservada era onde funcionava a Fábrica de Gelo, no Beco da Candelária. Mas pelo que soube ela está em completa ruina.
Veja a foto que encontrei no Panoramio do estado atual da Fábrica
A Fábrica de Gelo é um edificio construído numa encosta em patamares. Com estrutura metálica e alvenaria de pedra, é o único edifício no Brasil que conheço que agrega esse método comstrutivo. Quando o conheci em 82, o edifício já estava abandonado e meio em ruinas, e sua beleza, de villa italiana, me entusiasmou. Veja as fotos:
Vista do Beco da Candelária, na sua parte mais alta
Foto Cecilia Lucchese
Outra vista do Beco da Candelária, agora olhando de baixo para cima
Foto Cecilia Lucchese
A Fábrica de gelo é o edifício argamassado, do meio, mas na época não dava para saber até onde ele ia, pois a partir dele até a parte mais alta tudo estava em ruinas. A entrada principal me lembrou uma villa italiana.
Montage de fotos mostrando a entrada principal da Fábrica de Gelo
Foto Cecilia Lucchese 1984
Veja a situação do edifício naquela época
Foto Cecilia Lucchese
interior da Fábrica de Gelo em 1984
Foto Cecília Lucchese
Mas o casario do cais do porto de Corumbá é todo ele muito bonito, merece ser preservado, ter suas fachadas limpas com restrições para colocação de anúncios, etc. Abaixo mais algumas fotos dos anos 80
foto Cecilia Lucchese
Foto Cecilia Lucchese
Foto Cecilia Lucchese
Foto de Cecilia Lucchese
De uma forma geral as outras casas são muito semelhantes. As de 2 pavimentos, tinham a loja no térreo e moradia no andar de cima. Veja a planta de uma delas.
Desenho Cecilia Lucchese
As casas de 1 pavimento eram somente comerciais. Veja a planta de uma delas.
Este levantamento foi feito nos anos 80 e tinha como objetivo virar uma dissertação de mestrado na FAUUSP. Não foi o que aconteceu, e o material é inédito até hoje, o que é uma pena, pois custou muito trabalho a mim e aos meus queridos alunos do antigo CESUP. Obrigada Eluisa, Neila, Cacá, Katsuren, Paulo, e tantos outros que já não lembro o nome….
A construção da linha azul – linha 1 – do metrô de São Paulo
Postado em Fotografia, Transporte Público, transporte urbano com as tags estações do metrô sp, metrô de sp, metrô sp linha azul em Outubro 11, 2009 por Cecilia Lucchese(As informações abaixo vem do site do metrô de São Paulo, e mais informações ou sobre a história de outras linhas você pode ler clicando aqui.)
Em meados de 1968, o tão sonhado metrô de São Paulo estava pronto para sair do papel. Em março, o consórcio Hochtief-Montreal-Deconsult (HMD), vencedor da concorrência para a elaboração dos estudos econômicos e do pré-projeto de engenharia da rede, já havia concluído seus trabalhos. Em abril, a Companhia do Metrô de São Paulo foi fundada. Bastava decidir por onde começar as obras.
O projeto desenvolvido pelo consórcio HMD havia proposto a construção de quatro linhas, de traçado semelhante ao das atuais linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 4-Amarela.
mapa da proposta da HMD – 1970
foto metrô memória
Foram identificadas como principais prioridades o descongestionamento do trânsito no centro da cidade e a criação de uma alternativa de coletivo ferroviário para os moradores do corredor norte-sul. A linha que atendia especificamente a essas duas necessidades era a Linha 1-Azul, que iria do bairro do Jabaquara ao Tucuruvi, passando pela Praça da Sé. Em 14 de dezembro, ela começou a ser construída.
Meses depois de iniciadas, as obras desaceleraram por causa de dificuldades financeiras da prefeitura. O atraso, porém, acabou sendo positivo: nesse período, os técnicos do Metrô se dedicaram a conhecer os sistemas metroviários mais modernos do mundo e perceberam que a proposta do HMD já estava defasada em muitos pontos. Um dos casos mais exemplares é o da sinalização das vias. O consórcio havia decidido pela operação manual, com semáforos e bandeirinhas, enquanto nos Estados Unidos já se projetavam sistemas computadorizados. Após muita polêmica, os metroviários convenceram a prefeitura de que a tecnologia mais moderna era também a mais segura.
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video de 1970 mostra maquete da linha azul
A decisão levou a outra questão fundamental: importar a tecnologia em pacotes fechados ou absorver o know-how estrangeiro? Novamente se optou pelo caminho mais arrojado. Impulsionada pela política de restrição às importações, em vigor na época, a Linha 1-Azul obteve grau de nacionalização próximo a 70%, inaugurando um novo setor na indústria brasileira.
Nessas áreas, utilizou-se o Shield, uma broca gigante que trabalha sob a terra, logo apelidada de “tatuzão”. Importado, o equipamento foi recebido com alvoroço no Porto de Santos. Graças a ele, foi possível construir os túneis sob prédios históricos, como o mosteiro de São Bento e o Pátio do Colégio, e perfurar os subterrâneos do coração financeiro da cidade, na Rua Boa Vista, com pouquíssimas conseqüências para o patrimônio e o cotidiano da cidade.
foto metrô sp memória
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video do site do metrô sp
A linha foi inaugurada em 1974. No início das operações, o metrô chegava, ao norte, à Estação Santana. A extensão até o Tucuruvi foi realizada entre 1981 e 1998.
treinamento da população – 1974
foto metrô sp – memória
treinamento da população – 1974
foto metrô sp memória
início da operação da linha 1 – 1974
foto metrô sp memória
Ao norte, a linha apresenta um trecho elevado. A Estação Armênia, localizada sobre o Rio Tamanduateí, teve seu projeto premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo, em 1967.
foto metrô sp – memória
Construídas décadas depois, as estações ao norte de Santana apresentam novidades introduzidas no Metrô no decorrer dos anos. São exemplos as obras de arte, o acesso a deficientes físicos e as estruturas de integração com outros meios de transporte. Destaca-se o projeto da Estação Jardim São Paulo, premiado na “II Bienal Iberoamericana de Arquitectura e Ingenieria Civil de Madrid”.
construção da Estação Praça da Árvore – 1970
foto metrô sp – memória
(as fotos sem crédito me foram enviadas por email – obrigada Alfeo Rohm e Valentim Gueller Neto)
























































































