20060228-viradouro_05

Quanto riso… Oh, quanta alegria….


Está terminando o Carnaval… Antes que ele se acabe quero lembrar do desfile da Unidos de Viradouro de 2006, que homenageou a arquitetura brasileira, com o tema “Arquitetando Folias“.

Cenógrafo carioca, atuando na Rede Globo, além de desenvolver cenários para peças de teatro e para o cinema, Mário Monteiro foi o principal carnavalesco responsável.

Um carnavalesco é quase a encarnação daquilo que a escola vai apresentar na avenida. Ele submete um tema à escola de samba, e se ele é aprovado os sambistas da escola têm que compor uma música para narrar e cantar a história do carnavalesco. Ele pode trabalhar com uma equipe, como figurinistas, criadores de adereços, especialistas em efeitos especiais, ou resolver tudo de forma “caseira”, nos galpões onde a escola faz seus ensaios.

O carnavalesco tem que compor o desfile de forma que o público não se canse de ver milhares de pessoas desfilando continuamente, e as alegorias vão num crescendo, tem-se uma abertura, a narrativa da estória com diferentes alegorias, e a apoteose, momento feérico onde acontece a principal coreografia com acompanhamento da bateria da escola.

Em 2006, a escola justificava seu enredo:

O nosso enredo vai contar uma breve história da Arquitetura, enfocando os principais estilos característicos e predominantes em cada época.

As Alas vão ilustrar as folias, modas e costumes predominantes em cada época, enfatizando festejos e manifestações do povo brasileiro, formadores da cultura popular, cuja expressão máxima originou o Carnaval Brasileiro, particularmente, o Carnaval Carioca.

Será interessante verificar que a Arquitetura sempre esteve presente, integrada e participativa, desde as primeiras manifestações do povo brasileiro, com os índios, passando pelos gênios populares, como Aleijadinho, até culminar com a construção do templo máximo de nosso show maior, que é o Sambódromo, obra desse nosso notável Arquiteto, Oscar Niemeyer.”

Resumindo, vamos contar duas histórias paralelas dentro do mesmo enredo; a história da Arquitetura (Alegorias) e a estória das Folias (Fantasias).

Esses são componentes da Comissão de Frente e a pintura facial é trabalho de Clau Pavesi.

A comissão de frente na Avenida
photos on folha on line

homenageando a arquitetura árabe
photo on folha on line
O Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro
photo on folha on line


veja no vídeo:
carro alegórico “Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro”, o “disco voador” de Oscar Niemeyer.

para terminar:
A Viradouro arquitetando na folia
Hoje veste a fantasia
Do Arquiteto brasileiro
Construtor de poesias. Como uma planta que brota no chão
O Arquiteto levanta
Do solo
A construção Forma, função, conteúdo
Casas, edifícios
Modulados
Tem de tudo;
Habitação popular
Pré construídos
Desabados
Demolidos
Sem terras,
Sem tetos (o morro é a sua nação)
Construindo o impossível,
Salpicando de estrelas nosso chão. E o Pedro Pedreiro?
Este humilde brasileiro,
Já falava o poetinha:
“erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além, uma igreja, á frente
Um quartel e uma prisão.
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção”.

Um pensamento sobre “Quanto riso… Oh, quanta alegria….

  1. SEM PALAVRAS LINDA IMAGENS, EU GOSTARIA DE RECEBER, OU VER O PROJETO DO MUSEU METROPOLITAN ART- NOVA YORK, PLANTA BAIXA, TENHO QUE FAZER UM SEMINARIO, E NÃO ECONTRO NADA SOBRE O SEU MATERIAL DE CONSTRUÇÃO PROJETO. SE ESTIVESSE VISTO SEU SITE ANTES TERIA ESCOLHIDO UM DO QUAIS APRESENTA NO SEU BLOG, VISTO QUE DEVE AJUDA MUITOS ALUNOS POR BUSCA DE IMAGENS, rssssss obrigado.

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