Sala de Leitura – o edifício São Vito/São Vito block – São Paulo/Brazil


Alguns dias atrás os jornais voltaram a comentar o destino que a Prefeitura do Município de São Paulo quer dar a dois edifícios do centro da capital, o São Vito e o Mercúrio.
A administração atual do Prefeito Gilberto Kassab volta a falar em demolir os edifícios, melhor solução, segundo ela, para resolver o problema da deterioração dessas construções.

Some days ago the news published a report about a decision from the São Paulo City Hall related to two block buildings in the inner of São Paulo city, the São Vito and Mercúrio. The present mayor, Gilberto Kassab, have said again that the better solution is broke down the spoiled buildings.

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Para entendermos melhor esse assunto é necessário fazermos algumas perguntas.

A mais importante:

O que significa eliminar 738 moradias, num local da cidade onde a moradia é permitida pela legislação, onde não há risco a vida humana, onde há transporte e emprego em abundância?

Os dois edifícios foram construídos no final da década de 1950, em terreno com frente para a Avenida do Estado, na hoje conhecida zona cerealista.O São Vito é um edifício de 27 andares, com 25 andares residenciais, cada andar tendo 24 apartamentos, todos quitinetes. No projeto
original na sobreloja foram construídas 13 salas comerciais, e no térreo outras 15. E na cobertura havia um salão e um auditório. Ele tem um total de 21.000 m² de área construída.

Understanding better this subject makes necessary to ask some questions.

The most important one:

What means to destroy 738 dwellings in a place into the city where this kind of land use is allowed, where there aren’t life risks and where the public transportation and jobs are plentiful?

The blocks were built in the later 50s, in a plot with access by the Estado Avenue, in a neighborhood where nowadays the mainly land use is both stocked up and wholesale shops of seeds.

São Vito is a 27th floor building, with 25th apartment floor, each one with 24 flat lets. Formerly there were 13th offices room in the first floor and 15th ones in the ground. And in the rooftop there were a big meeting room and an audience one, in a total of 21.000 square meters of built area.

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À direita o São Vito e ao centro o Rio Tamanduateí
São Vito in the right and in the middle the Tamanduateí River
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São Vito – condição atual da fachada/present facade conditions

Em 2004 a administração Marta Suplicy decidiu reformar o edifício, como forma de melhorar as condições de segurança dos moradores e estancar seu processo de deterioração. O edifício foi desapropriado e os moradores receberam uma bolsa aluguel, para que pudessem arrumar uma moradia até que a reforma fosse concluída.

Foi feito um projeto para reforma do edifício pelo escritório de Roberto Loeb e Luis Capote, com assessoria da arquiteta Helena Saia especialista em restauração de edifícios.

O projeto o divide em dois condomínios menores e alterou o número de apartamentos. Ao invés dos 600 iniciais teríamos 375, sendo 50 quitinetes, 275 apartamentos de 1 dormitório e 50 apartamentos de 2 dormitórios. O térreo e a sobreloja deveriam ser ocupados por serviços públicos e comunitários, como telecentro e centro de capacitação e treinamento.

In 2004, the outgoing São Paulo’s mayor Marta Suplicy decided rebuilt the building, to give better living conditions for the dwellers and stopped the deterioration process. A building compulsory purchase was done and the dwellers got a monthly rent from the City Hall to rend other dwelling until the end of the work. Nowadays, the building is not occupied.

A rebuilt design was made by Roberto Loeb and Luis Capote Office, with the advice of the architect Helena Saia, who is a heritage rebuilt expert.

The design splits the block in two smaller condominiums and the number of dwellings was changed. Instead of the formerly 600 it will be 375, with 50 flat led, 275 one-bedroom and 50 two-bedroom apartments. In the ground and 1st floor the architects designed rooms for community and public services.

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The design

O edifício Mercúrio tem 25 pavimentos, com unidades comerciais no térreo e na sobreloja, e cada pavimento residencial tem 6 apartamentos, sendo 2 quitinetes e 4 apartamentos de 1 dormitório. Como o Mercúrio apresentava melhores condições, e a administração anterior não viu necessidade de intervir.

Para viabilizar a permanência dos moradores no centro, reivindicação deles inclusive, a administração anterior entrou em contato com a Caixa Econômica federal, visando utilizar os recursos financeiros do PAR – Programa de Arrendamento Residencial do Ministério das Cidades voltado para construção e reforma de habitações em áreas centrais. Por esse programa a CEF compra moradias cujo valor não seja superior à R$ 40.000 e as aluga aos moradores, que também têm opção de compra.

A reforma do São Vito atendia esses padrões. Com isso o custo da reforma para a Prefeitura ficava restrito ao valor da desapropriação e da bolsa aluguel paga aos moradores, enquanto as moradias estivessem sendo reformadas, e ao custo da construção de novas moradias para aqueles que não continuariam no edifício.

Optando por demolir é necessário também derrubar o Edifício Mercúrio, já que os edifícios formam um único bloco. O custo da demolição do São Vito e do Mercúrio, incluindo desapropriação dos edifícios e moradia para os moradores, foi calculado e a Prefeitura chegou à conclusão que acabaria gastando mais.

Havia outro problema. Análises técnicas não recomendavam a demolição pelo método de implosão. Haveria a possibilidade de afetar construções do entorno, inclusive o Mercado Municipal, situado do outro lado da Avenida. A alternativa era fazer a demolição de forma manual, o que representaria riscos e sérios transtornos aos que passam pelo local.

Demolir também significaria menos 738 moradias no centro e maiores gastos do poder público. E mais do que isso, são famílias sendo transferidas para locais longe do centro e do local de trabalho, significaria mais dinheiro e tempo gasto com alimentação e transporte e menos qualidade de vida para esses moradores, e mais trânsito e poluição para a cidade.

A segunda pergunta, também bastante importante:

O que significa conter a degradação do centro de São Paulo, revitalizá-lo?

Significa expulsar a população pobre moradora para outros locais da cidade? Significa encher o centro de museus, salas de espetáculos, repartições públicas e sedes de empresas privadas? Significa ter um centro que às 7 horas da noite é abandonado, que só tem uso 12 horas por dia?

São todas perguntas retóricas. Todos hoje temos clareza de que é necessário ter moradia em todos os locais da cidade (assim como empregos em todos os locais da cidade), porque é a moradia que garante que se use um bairro 24 horas.

A mistura de usos melhora a segurança dos bairros, existe sempre alguém vigiando a rua, como já nos disse muitos anos atrás Jane Jacobs. E a mistura de usos torna a cidade mais eficiente, mais econômica, pois água, luz, esgoto, telefonia são usados em sua capacidade máxima, sem ociosidade. E também diminuímos o trânsito e a poluição.

Para nós paulistanos, o que é o centro, qual é seu caráter? São edifícios? Ou são lugares?

O que é mais importante, o belíssimo edifício do Mercado Municipal ou podermos ir a um local onde se vendem produtos típicos de culinárias tradicionais em São Paulo, como a portuguesa, espanhola ou italiana. Os dois são igualmente importantes, mas a cidade não é só feita de edifícios e avenidas, ela é principalmente feita de gente. Afinal, o que é a 25 de Março sem suas lojas de comércio popular? Sem os empórios árabes? O que é a João Paulino sem as confecções? Sem os judeus e os coreanos? O que é o Largo da Concórdia, sem as lojas de produtos da culinária nordestina? Sem os nordestinos?

O centro de São Paulo é essa mistura de usos, tradições e costumes, e é isso que lhe dá a identidade de metrópole. Mudar isso é construir outro centro, desenraizado, sem rosto.

Permitir que moradores tradicionais do centro, de menor renda, continuem ali morando, é manter viva a cidade. Possibilita a todos nós que moramos nessa metrópole, dita insana caótica selva, termos referências humanas, urbanas e culturais.

E fica ainda uma pergunta. O que é, afinal, que a Prefeitura de São Paulo vai construir onde hoje estão o Mercúrio e o São Vito, além da passarela que já estava prevista na proposta da administração anterior?

The other building, Mercúrio, is a 25th floor block, with shops located both on the 1st floor and on the ground. Each dwelling floor has 6 apartments, i e, two flat let and 4 one-bedroom apartments. In 2004 it was in good conditions, and the City Hall didn’t think it had to intervene.

The São Vito’s dwellers wanted to keep living in the inner city Center, and to make that possible, the outgoing administration asked for resources from Brazilian Ministry of the Cities, that has a built and rebuilt social dwellings Program. If it was used this Program the bank that operates the federal resource would had bought the apartments.

Doing that the City Hall rebuilt cost would be short but the negotiation didn’t finish until the end of Marta Suplicy’s administration. The plan was that City Hall will invest only the compulsory purchase resource, the dwellers month rent and, of course, have to build other dwellings for people who have to be removed.

If the option is to break down the São Vito block, it is necessary doing the same with Mercúrio block, because the two buildings are linking. The demolition of them, with compulsory purchase of Mercúrio and São Vito plus to build new dwellings for all who lived there, was calculated and outgoing Marta Suplicy’s administration concluded it will be more expensive.

There was another problem. Technician analyze didn’t recommend the demolition by implosion method. It would be possible there be damages in the buildings around, inclusively in the grocery Municipal Market – a heritage historic building, placed in the other side of the Avenue. Alternately it will be possible to do a manual demolition, but this will means probably risks and hard inconvenience to people who walk and drive around.

Demolishing also will mean less 738 dwellings in the city center and larger expenses of Public money. And it will have families going live further, far from center and from jobs. It also means more money and time expended on alimentation and transport and, of course, less quality of life for this people and more traffic jam and air pollution to the city.

The second question is really important too:

What means stopping inner city depreciation, i. e, doing its renewal?

Does it mean to remove poor people who live there to other places in the city? Does it mean placed there a lot of museums, auditoriums, concert rooms, public offices and private company offices? Does it means having a city center that at seven p.m. is deserted, that only works 12 hours a day?

Well, these are rhetoric questions. All of us nowadays are sure that is necessary to have dwellings in the whole city (also jobs in the whole city), because dwellings are what to do a neighborhood living 24 hours a day.

The mix of land uses makes better the neighborhood security since somebody always is taking care of the street, as said many years ago Jane Jacobs. And that mix makes the city more efficient, more economic, because water, energy, sewage, phone lines are used in theirs maximum capacity, without inactivity.

For us São Paulo citizen what is the center, what is its character? Are the buildings or are the places?

What is more important, the wonderful Market Municipal building or the fact we can go to a place where is selling spices and goods for several São Paulo citizen traditional dishes, like Portuguese dishes, Spanish dishes, or Italian dishes. From my standpoint the two of them are important the same, but what’s important to notice is that the city is not only buildings and roads, it is mainly people. By the way, what is the 25 of March Street without its popular retail shopping? Without the Arabic food shops? Or what is the José Paulino Street without its ready-made clothing shops? Without the Jewish and Korean people? And more, what is Concordia Square without the goods for the northwest Brazilian dishes? Without the people who came from northwest of Brazil?

São Paulo center is this mix of land uses, traditions and cultural ways of life. And this is, in fact, our metropolis identity. Changing that is like to build another center, without roots and without face.

Lets traditional center inhabitants, low income, keeping living there is to permit that São Paulo lives. Make possible to all of us who live in this Metropolis, called mad chaotic wild, having human, urban and cultural references.

But rest more one question. After all what City Hall intends to build in the site where today we have Mercúrio and São Vito buildings besides the overpass designed in the last administration proposal?

(I ask your pardon for my bad English. I’m not a competent user of the English language yet. I’m only trying to make easy to all visitors to understand my blog. Thanks, Cecilia)

(Agradeço informações gentilmente fornecidas pelo Gabinete do Deputado Federal Paulo Teixeira – PT/SP, ex-Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano no Governo Marta Suplicy)
(Parte das fotos foram retiradas do caderno “Programa Morar no Centro”, publicação da Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano da PMSP de 2004)

9 pensamentos sobre “Sala de Leitura – o edifício São Vito/São Vito block – São Paulo/Brazil

  1. The city administration decided some months ago. They broke the building down!

  2. Great information. I lived in Tokyo and travelled to Sao Paulo many times. I grew to love the city of Sao Paulo, the people and all that comes with life in a urban center. I will pray for a good decision.

  3. Sou de movimento de moradia e já morei no Centro – pagava aluguel – e hoje moro na Cohab Raposo e, eu e meus filhos, meus vizinhos e todos que moram na região da Raposo Tavares levamos em média de 2 a 3 horas para chegar em casa. Como a discussão em torno de moradias entre os governantes e movimentos está em torno de ociosidade dos prédios para serem transformados em moradias, etc., etc.. Quando perguntei ao movimento se alguém gostaria de morar no Centro quase todos levantaram a mão. Porque? perguntei. Responderam e foram quase todos unânimes. Fica perto do meu trabalho, tem escola, lojas, cinema, teatro… Perguntei: quem já foi ao teatro já que disseram teatro. Somente uma (de 123) respondeu que foi junto com a escola da filha.
    Devolver o São Vito aos proprietários e aos moradores não é só justiça é cidadania é direito.

  4. Sou estudante de Arquitetura e concordo plenamente com a revitalização dos Edfs. São Vito e Mercúrio, mas infelizmente esta não é a posição daqueles que detém o poder e o dinheiro em nossa cidade. Uma vez num congresso sobre Patrimônio, ouvi de uma fotógrafa enquanto passávamos pelo São Vito:”Por que não demolir, isto ai acaba com a imagem da cidade”, após a inicial raiva que senti refleti, qual imagem temos e queremos passar de São Paulo? e do Brasil? Lugares sem história e dominados pela ganância financeira ou uma cidade, um país, justos, e sobretudo, dotados do que mais importa, vida?

  5. Social care is not all that we have to consider when deciding what to do with urban spaces.

    Besides being terribly ugly for most “tastings” those buildings have nothing to do with the Sao Paulo’s downtown. Putting down the previous buildings there to build those monsters was actually a crime.
    There isn’t much we can do to make those buildings anyway attractive to a region that is supposed to attract tourists and to receive more people with better financial conditions, considering that you cannot revitalize a neighborhood filling it with poor people.
    Why do so many people have to pay to live in downtown as they wish while some (or many) of the ones who live in those buildings have not even paid for them as we know?????????

  6. O Edificio São Vito deve ser reformado e devolvido aos seus proprietários conforme prometido, independende de faixa salarial, sendo que os moradores paguem a reforma de forma justa.

  7. Ola Cecilia.Respondendo a sua pergunta “O que é, afinal, que a Prefeitura de São Paulo vai construir onde hoje estão o Mercúrio e o São Vito, além da passarela que já estava prevista na proposta da administração anterior?” Segundo Sueli Batista, da Coordenaçao dos Movimentos de Moradia, a prefeitura pretende construir, abaixo da tal praça anunciada, um estacionamento subterraneo que atenterá ao mercado municipal. Isso faz parte do plano de esvaziamento de gente pobre do centro de Sao Paulo, agregado ao plano de ‘revitalizaçao’ da area, que prevê uma estrutura mais limpa para a gente rica que, de uns anos para cá, vem frequentando o Mercadao e a zona cerealista que, por sua vez, vem se tornando cada vez mais chique, menos atacadista e mais varejista.
    Nao é preciso ter muita perspicácia para entender que toda essa movimentação atende aos interesses de gente rica e poderosa, Gilberto Kassab, Andrea Matarazzo e seus amigos, construtores, grandes comerciantes da região, especuladores imobiliarios, e outros mafiosos menos dignos de menção. Tudo isso em detrimento das reinvidicações de justiça das 20 famílias que, sem ter para onde ir, ainda resistem dentro do Mercúrio. Para se ter uma idéia da força coersiva da prefeitura, até o dia 1 de Dezembro de 2008, 90 família habitavamo prédio. Em pouco menos de 20 dias 70 famílias foram retiradas do edifício, sob a pressão diária de assistentes sociais terceirizadas (?), guarda civil e oficiais de justiça sem ordem judicial. Desde então, os encanamentos foram criminosamente quebrados, deixando as pessoas sem água, janelas e portas foram arrancadas e tudo está sendo criteriosamente sucateado para forçar a retirada dos que ainda resistem. Existem graves denúncias de desvios de indenizações e corrupção. Mas pouco disso tudo é comentado, já que imprensa anda mais preocupada com a nova decoração de natal da Avenida Paulista.

  8. Olá , estou vendo agora um programa da Rede Record falando sobre estes dois edifícios e estava achando correta a implosão deles .São feios demais e perigosos para quem mora e para quem anda embaixo também . Como sou muito curiosa entrei na internet para ver mais coisas sobre estes prédios e fiquei suprpresa com esta matéria e o comentário da Rosangela …. mudei de opinião ! muito esclarecedora esta matéria ! realmente a melhor opção seria a revitalização da área sim , mas com a reforma dos dois prédios , para que seus moradores pudessem continuar morando no centro , perto de seus trabalhos , com dignidade e respeito ! boa sorte Rosangela ! tomara que voce consiga receber sua indenização e continuar morando aí tá ?

  9. que barbaro, isto que acabo de ler,finalmente um balsamo para a alma,sou ex moradora do edificio são vito e proprietaria tambem.ate hoje não recebi aindenização.recebi um ano de aluguel comprei um barraco de prefeitura em francisco morato municipio,sem agua quase passei fome,trabalhei no predio eu e meu marido 3 anos não recebemos nada, fomos completamentes injustissados.e as autoridades não se deram conta disto.eles querem praças cidades bonitas e esquesçem de cuidar da população carente afinal de contas e pra isso que votamos para sermos massacrados pelos os politicos protetores dos pobres.num pais que o salari e 400 reais 2 pessoas pagarem,15 reais por dia de passagens, os empregadores so contrata quem mora na região, e quem mora longe vive como.hoje moro no edificio mercurio.prefiro pagar aluguel e ter um pouco de comforto.estou acostumada a morar no centro e tudo mais facil.agradeço a autora dessa obra maravilhosa por pensar em nos. em um pais que fala de moradia o tempo todo. os que se dizem governantes. toma as moradias do povo e manda demolir,parece ate piada. francamente, isto e brasil

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