Cidades Sustentáveis/Green Cities – transporte alternativo /alternative transportation


Ken Livingstone, o prefeito trabalhista de Londres, um ativista em prol do meio ambiente e com convicções socialistas, o que levou a imprensa britânica a chamá-lo de “Red Ken”, vem implantando na cidade um programa de boas iniciativas ambientais, com o objetivo de transformá-la em uma cidade sustentável. Ele faz parte do grupo envolvido com a campanha das 40 cidades líderes na luta contra as mudanças climáticas (C40 Large Cities Climate Leadership) e se notabilizou por ter criado uma espécie de pedágio para veículos trafegarem na cidade, mas com um foco crescente no aquecimento global e na redução de emissão de gás carbônico.

Ken Livingstine, the London Labour Mayor, a environmental activist with socialistic convictions, what did the press called him “Red Ken”, is carrying on some good environmental initiatives to make London the first one Green City in the World. He is one of some civic leaders who fight against the climate change ( C40 Large Cities Climate Leadership) and is famous by the congestion charge, but with increasing focus on global warming and carbon emissions.

Ele adotou uma série de medidas com o objetivo de reduzir em 60% a emissão de gás carbônico na cidade até 2025. Uma parceria com as companhias de energia elétrica permitiu o isolamento das moradias contra a perda de calor, sem custos para os desempregados e com descontos para os outros moradores. Também foram trocadas lâmpadas com alto gasto de energia por outras mais econômicas, foi feito um esforço no sentido de reformar edifícios públicos para que estes gastem menos energia, o uso de hidrogênio como combustivel nos ônibus urbanos vem sendo testado, e está se incentivando o desenvolvimento de projetos habitacionais com baixa emissão de gás carbônico e a produção de veículos menos poluidores. Não são medidas novas, mas a escala em que estão sendo realizadas fazem de sua atuação um exemplo internacional.

He set an ambitious 60% reduction target by 2025 program. Partnerships with energy companies give away house insulation to the unwaged and at discount to others. There has been an amnesty on energy-profligate light bulbs, with cleaner versions handed out in exchange, a new drive to retrofit the city’s public buildings to save energy, a trial of hydrogen-fuelled buses, low-carbon housing projects and a push on cleaner vehicles. There aren’t new proposals but the capital’s scale lets it play on an international stage.

Muitas cidades vem falando agora em cobrar pedágios urbanos, como Nova York ou São Paulo, mas o que se observa em Londres é que os congestionamentos urbanos estão aumentando novamente.

Several cities in the world, like New York or São Paulo, are nowadays thinking about adopted congestion charge, but researches shows that in London the traffic jam is creeping up again.

Londres vem agora lançando um novo programa inspirado numa experiência francêsa, que visa incentivar o uso da bicicleta como transporte urbano. Na França, ao invés da cobrança de pedágio, foi implantado um sistema de fornecimento de bicicletas custando 1,5 dolares por dia, para garantir um transporte barato, saudável e limpo, denominado “Allo Vélib“. Outras cidades européias também fizeram isso, como Estocolmo, Viena, Bruxelas e Barcelona.

The massive success of the Paris urban bike sharing program inspired a London similar program. In France, instead of the congestion charge, was carried on a low-cost supplement of bikes to try to make cheaper, healthy and clean the public transport. It is called “Allo Vélib“. Other European cities also did that, like Stockholm, Vienna, Brussels and Barcelona.

Em Londres, o programa começou com 6.000 bicicletas, distribuídas na área metropolitana, cujo uso será em grande parte subsidiado pelo governo, sendo que os primeiros 30 minutos de uso são gratuitos e após esse tempo é pago 1 libra a cada 1/2 hora. As estações estão sendo instaladas a cada 300 metros na City e no West End.

In London the program has begun with 6,000 bikes, distributed across the city in and around London. There is a cost for the rental, with the first 30 minutes free to everyone, and 1 pound for every half. Paris provides the bikes by a lower cost, US$ 1,5 by day. The stations are taking up existing parking spaces and are being installed every 300 meters in the City and West End.

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Uma estação de aluguel de bicicletas comunitárias/a sharing bikes station

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Abaixo a bicicleta parisiense/below the Paris’ bike

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As bicicletas foram especialmente desenhadas para esse uso, são bastante fortes, e foram projetadas para um uso intensivo e de forma a não serem desejáveis e incentivadoras de apropriação pelos usuários. Segundo Jenny Jones, uma das organizadoras do programa, elas tem algo de “bicicletas da mamãe”, com seus cestos para mercadorias e a proteção contra machucados nas rodas. O objetivo é que elas sejam vistas como uma ferramenta e não como um acessório da moda.

The so-called ‘granny bikes’ are super sturdy, and have been designed and assembled for high-traffic use, and for low theft appeal. As Jenny Jones, one of the organizers of the program, explains: “They are a little bit grannyish, with a basket and mudguards, and a strong frame, so they are not very attractive to steal. We want to encourage the view of bicycles as a tool rather than a fashion accessory”.

Mas o uso seguro da bicicleta como meio de transporte urbano necessita de ciclovias seguras. O plano desenvolvido para Londres promete implantar várias ciclovias ligando a região periférica ao centro da cidade. Onde elas serão implantadas, numa metrópole extremamente urbanizada? Essa é uma indagação importante, que muito nos interessa, porque hoje o trânsito de São Paulo além de congestionado, promove uma guerra surda entre os vários meios de transporte, como ônibus, carros e motos. E a bicicleta já começa a se fazer presente nessa disputa pela via pública.

But safe bikes need safe routes. In London there is a promise to implement 12 km of bike paths linking the suburban to the inner city. But when they would implement them, in a overcrowded metropolis like Great London?

This is an important question, that interest ourselves the most, because the São Paulo congestion nowadays promotes a hard war between several types of transportation, like bus, car and motorcycles. And the bike has already become one more fighter in this dispute by the road space.

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Veja uma reportagem da TV canadense sobre o programa de Paris no video/ Watch a Canadian TV broadcast about the Paris bike Program

2 pensamentos sobre “Cidades Sustentáveis/Green Cities – transporte alternativo /alternative transportation

  1. Aline não me lembro mais onde encontrei essa reportagem sobre o Velib. Mas se você acessar os links, com certeza vai encontrar a pista.

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