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As novas grandes muralhas da China/ The China’s new great walls


(parte de artigo publicado no website da National Geographic em Maio de 2008- clique aqui para ler o artigo original em inglês/part of a news published in the National Geographic website in May, 2008 – hit here to read the original news in English)

China World Trade Center – terminado em 2007/ completed in 2007

projeto do escritório britânico Skidmore, Owings & Merrill/ Skidmore, Owings & Merrill British office’s design

photo by Architectural Record Magazine

Um exército de mão-de-obra não qualificada, mais de 1 milhão de pessoas, está ajudando a transformar Pequim em algo que talvez seja a maior área de construção da história, com centenas de novos prédios sendo erguidos. Anteriormente uma paisagem dominada pela Cidade Proibida, e monumental pelos seus edifícios públicos, Pequim está tomada hoje por uma febre de arranha-céus. Nos últimos 30 anos, a economia chinesa cresceu a uma taxa de 10% ao ano, permitida pela junção entre uma tecnologia de nível mundial com uma mão-de-obra extremamente barata. Esta dinâmica tornou a China um playground de arquitetos, primeiramente em Shangai que nos anos 90 teve seu horizonte coalhado por edifícios suntuosos e imensos, e agora isso ocorre com Pequim, que está num processo maluco de se preparar para os Jogos Olímpicos de Agosto.

Os novos edifícios de Pequim tem qualidades estéticas e tecnológicas, cada um com seu brilho próprio. A maioria dos grandes projetos é trabalho de arquitetos estrangeiros: os clientes chineses querem inovação e vão atrás de estrangeiros para conseguir isso, disse o arquiteto americano Brad Perkins, proprietário do escritório Perkins Eastman em Nova York.

Conjunto Habitacional Looped Hybrid – terminado em 2003/Looped Hybrid Housing – completed in 2003

Projeto do arquiteto americano Steven Holl/ Steven Holl American architect’s design

photo by ARCspace website

são 8 torres para 2.500 moradores/ It is 8 towers for 2,500 residents

photo do livro New China Architecture/ photo from New China Architecture book

photo by ARCspace website

photo by ARCspace website

An army of largely unskilled workers, more than a million strong, that has helped turn Beijing into what is perhaps the largest construction zone in history, with thousands of new projects under way. Once a flat cityscape dominated by the imperial Forbidden City and monumental but drab public buildings, Beijing has been struck by skyscraper fever. Over the past 30 years, China’s economy has averaged nearly 10 percent annual GDP growth, driven by the marriage of world-class technology with a vast low-cost workforce. That same dynamic has turned China into an architects’ playground, first in Shanghai in the 1990s as its skyline filled in with high-rise marvels, and now in Beijing, which is building at a mad pace in preparation for the 2008 Summer Olympic Games in August.

Beijing’s newest buildings push aesthetic and technological bounds, each outshimmering the last. Most major projects have been designed by foreign architects: Chinese clients crave innovation and hunt beyond China to get it, says American architect Brad Perkins, founder of Perkins Eastman in New York.

Shopping de livrarias em Pequim – deverá estar terminado esse ano/ Beijing books building – estimated completion 2008

Projeto de OMA – Rem Koolhaas / OMA – Rem Koolhaas design

foto do livro New China Architecture/ photo from the New China Architecture book

A mão de obra pouco especializada da China permite que os arquitetos estrangeiros projetem estruturas que seriam muito caras de construir em seus países de origem, como telhados decorados, intrincadas treliças e engenharia pesada. A graça linear do China World Trade Center, por exemplo, vem de um inovador sistema de vigas articuladas que garante a força necessária para o edifício resistir aos abalos sísmicos e aos fortes ventos, enquanto que as esquadrias de vidro permitem que se aproveite ao máximo a luz do dia. Mas os arquitetos da torre, Skidmore, Owings & Merrill, também usaram tecnologia que pode ser utilizada por um grupo de homens trabalhando com pressa e de forma descuidada. As paredes de vidro pré-fabricadas podem ser montadas sem que haja necessidade de nenhum ajuste na obra, o que seria feito por uma mão-de-obra mais altamente treinada. Usando grandes equipes que trabalham 24 horas por dia, os arquitetos estrangeiros podem ver seus imensos projetos serem terminados em pouco tempo, freqüêntemente em 3 ou 4 anos.

Centro Nacional de Arte Dramática – terminado em 2007 /National Center for the Performing Arts – completed in 2007

Projeto do arquiteto francês Paul Andreu/ Paul Andreu French architect’s design

Foto do livro New China Architecture/ Photo from New China Architecture book

O complexo possui uma sala de ópera, uma sala de música e uma sala de teatro, com um total de 6200 lugares

The complex houses an opera house, a music house and a drama hall – a total of 6,200 seats

photo by Peter Parks – Agence France-Presse – Getty Images

photo on Paul Andreu website

photo on Paul Andreu website

China’s low-wage workers in turn allow foreign architects to design structures that would be too costly to build at home, with decorative tops, intricate latticework, and bold engineering. The linear grace of the China World Trade Center Tower, for instance, comes from an innovative cross-bracing system that gives it strength against the city’s seismic rumblings and high winds, and from glass louvers engineered to make the most of the city’s sunlight. But the tower’s architects, Skidmore, Owings & Merrill, also used technology that could be handled by crews working at breakneck speed. The building’s prefabricated window walls can be snapped together rather than cut on-site, as they would be with more highly trained workers. Using huge construction crews that work around the clock, foreign architects get to see big projects to completion in China in a remarkably short time, often within three to four years.

Por séculos os comandante da China reformaram sua capital para que esta refletisse seu poder e suas preocupações. A Cidade Proibida foi construída durante o século 15, e é um projeto da Dinastia Ming que a relaciona com o poder divino dos imperadores. Uma série de edifícios ao estilo soviético, estádios e grandes avenidas foram construídos nos anos 1950 e 60, de acordo com as premissas do Partido Comunista, para simbolizar a força dos trabalhadores e o absoluto controle que as leis de Mao exerciam. Hoje Pequim, a cidade emblema nacional, está sendo transformada para que tenha o aspecto de uma cidade global. Quando os novos edifícios são inaugurados, as autoridades gostam de falar como essas estruturas mostram a fácil liderança do país. Os estrangeiros, diz essa mensagem, não precisam temer a China como uma nação agressora ou por seu poder militar.

Essa mensagem está clara no festival de construções de 40 bilhões de dólares ocasionado pelas Olimpiadas. Os edifícios dizem que a China é grande e poderosa, mas também criativa, sofisticada e aberta. Olhe para as três estruturas mais marcantes: um é um estádio que parece um ninho de passáro, outro é um centro aquático que parece um cubo de bolhas azuis e um terceiro é um centro de artes na forma de um ovo tão grande quanto um edifício.

Centro Aquático Nacional/National Aquatics Center – 2008

Projeto dos escritórios PTW da Austrália e CCDI da China/ PTW Australia based office and CCDI China based office’s design

photo by angus mac 123 on Flickr

pensado como uma estrutura de bolhas de sabão, sacos de plástico cheios de ar foram a fachada retangular do complexo

based on the structure of soap bubbles, airfilled pockets of transluced plastic form the rectangular face of the complex

photo by angus mac 123 on Flickr

photo by angus mac 123 on Flickr

photo by Dan Chung

For centuries China’s leaders have reshaped the capital to showcase their power and reflect their preoccupations. The Forbidden City was constructed during the 15th century to project the Ming dynastic rulers’ connection to heaven. A throng of Soviet-style halls, stadiums, and vast boulevards sprang up in the 1950s and ’60s following the Communist Party’s rise to signify the collective strength of workers and the absolute control of Mao’s rule. Today Beijing, the national emblem, is being remade as China’s global city. When new buildings open, officials like to speak of how the structures embody the country’s “soft power.” Outsiders, goes the message, need not fear China as an aggressor nation or military power.

This message is clearest in the 40-billion-dollar building spree occasioned by the Olympics, the nation’s coming-out party. The buildings say that China is big and powerful, but also inventive, sophisticated, and open. Look at three of the most prominent new structures: One is a stadium that looks like a bird’s nest, another an aquatic center that resembles a blue bubbly cube, a third an arts center in the form of an egg as big as a city block.

Um dos problema de Pequim é que esse “boom” de construção está destruindo a maioria dos antigos “hutong” da cidade, bairros com as tradicionais casa com páteos, dos quais os moradores estão sendo transferidos a força, para dar espaço para os projetos e edifícios públicos e privados. Pei Zhu and Tong Wu, os arquitetos chineses que projetaram o centro digital das Olimpíadas, estão entre os poucos arquitetos que tentam preservar e adaptar o que sobrou da cidade antiga. Ao invés de derrubar e construir sobre os bairros históricos, eles usaram uma fábrica construída no período de Mao e reformaram-na criando páteos e paredes de vidro que permitem vistas da cidade antiga. Essa abordagem restaura a cidade de Pequim como uma cidade construída para pedestres. Com tudo isso, essa mistura do novo com o velho, a cidade é uma capital em transição.

Mas após o final das obras os milhões de imigrantes que participaram delas deverão voltar para as suas casas, e quando as luzes das televisões se acenderem, a visão futurista da cidade dará pouco espaço a esses milhões de trabalhadores.

Sede da Televisão Central da China que deverá estar terminada em 2009/China Central Television Headquarters expected completion in 2009

Projeto de OMA – Rem Koolhaas e Ole Scheeren/ OMA‘s design – Rem Koolhaas and Ole Scheeren

foto do livro New China Architecture/ photo from New China Architecture book

photo by Vahid Saberin – august 2007 – on Structural website

One of the public shames of Beijing is that its building boom has destroyed most of the city’s old “hutong” neighborhoods of traditional courtyard houses, whose residents are often forcibly relocated to make way for projects that enrich local officials and developers. Pei Zhu and Tong Wu, the Chinese architects who designed the digital command center for the Olympics, are among the few architects trying to preserve and adapt what remains of the old city. Instead of razing and building over historic neighborhoods, they’ll take a factory constructed during Mao’s time and refashion it with courtyards and glass walls that offer vistas of the old city. The approach restores Beijing as a city for walkers. Above all it balances the old with the new, a fitting combination for an ancient capital in transition.As for Mr. Wang, a construction worker, worhe will likely be among the million or more migrants who will have returned home or moved on to other jobs before the Olympics commence. When the television cameras roll, the city’s futuristic vista will have little place for the workers who built it.

Posts sobre a China / Posts about China

Aeroporto Internacional de Pequim/International Beijing Airport

Estádio Nacional Olímpico/ National Olympic Stadium

As mudanças nos bairros de Pequim/ Beijing’s neighborhood face changes

Sonho de crianças – Ordos/ Children dreams – Ordos

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