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O edíficio Martinelli – São Paulo


O edíficio Martinelli, ou simplesmente Martinelli, é parte da história da cidade de São Paulo. Construído pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli, o Comendador Martinelli, em alvenaria de tijolos e estrutura em concreto, ele foi “crescendo aos poucos”, conforme a Comendador era incentivado a fazê-lo cada vez mais alto.

Iniciado em 1922, projeto do arquiteto húngaro William Fillinger, foi inaugurado em 1929, com os 12 andares previstos no projeto original.

projeto original do edifício com 12 andares

foto via http://www.prediomartinelli.com.br

A partir daí Martinelli resolveu aumentá-lo, e fazer um edifício com 30 andares, o mais alto do Brasil, mas quando chegou a ter 24 andares o prédio foi embargado pela Prefeitura, pois desobedecia às leis municipais. Depois de muita polêmica, uma comissão técnica atestou que o prédio era seguro, e permitiu que ele tivesse 25 andares. Para chegar à altura prometida, o Comendador construiu sua casa sobre o último pavimento do prédio, e com isso o prédio chegou a 130m de altura, tornando-se na década de 30 o maior arranha-céu do Brasil. Foi novamente inaugurado em 1934.

centro de São Paulo na década de 30, vendo-se à direita o Martinelli

foto de Fortal via http://www.skyscrapercity.org

Não foi fácil a construção. Nas escavações do subsolo e alicercer rachou-se a parede do prédio vizinho, e Martinelli teve que indenizar ou comprar. prosseguindo as escavações, achou-se um veio d’água dificilmente estancável que foi bombeado para a Rua Líbero Badaró durante meses, até conseguir-se canalizá-lo para o córrego Anhangabaú, já canalizado também. Ao atingir mais ou menos a altura do andar 22, limite da planta aprovada, Martinelli requer à Prefeitura alvará para elevar mais alguns andares. A Prefeitura opõe-se. Martinelli insiste: – isto é um monumento da cidade! Faz-se vistoria e o alvará é concedido, sob a condição de demolir-se a alvenaria pesada de alguns andares superiores (tijolo maciço) e colocar-se daí para cima alvenaria leve (tijolo perfurado).

Por cima de tudo construi-se uma casa residencial, que Martinelli nunca chegou a ocupar, e alugou para o anúncio luminoso de Cerveja Caracu. (Jorge Americano, São Paulo nesse tempo – 1915-1935)

Para conseguir terminar o prédio Martinelli foi obrigado a vender parte dele ao Governo Italiano,  e o Istituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all’Estero passou a ser o outro dono do prédio. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, os terraços do Martinelli abrigaram a bateria anti-aérea de São Paulo, para defendê-la dos aviões de Getúlio Vargas. Na década de 30 também ficaram famosas as festas que o Comendador dava em sua residência para a elite paulistana, e ter escritórios no prédio garantia grande respeitabilidade às firmas, era como hoje ter escritório na Avenida Paulista ou na Faria Lima.

O edifício Martinelli terminado – década de 30

o desenho das fachadas foram projetados pelos irmãos Lacombe

foto na revista eletrônica diverCIDADE – http://www.centrodametropole.org.br

Quando o Brasil entrou na guerra ao lado dos aliados, o Governo Brasileiro confiscou o prédio, pelo fato desse ser de propriedade do governo italiano, e ele foi rebatizado como Edíficio América, nome com o qual permaneceu até 1975, ainda que continuasse sendo conhecido como edifício Martinelli. O prédio, quando terminou a guerra, foi leiloado, e passou a pertencer a vários proprietários, sendo o primeiro exemplo de propriedade em condomínio no Brasil.

postal aquarelado da cidade de São Paulo nos anos 50

foto na revista eletrônica diverCIDADE – http://www.centrodametropole.org.br

Nos anos 60 o “centro” de prestígio da cidade foi transferido para a avenida Paulista, e o centro “velho” começou a ser abandonado pelas empresas mais importantes e pelas lojas de luxo, que “subiram” a Rua Augusta. Com isso o Martinelli deixou de ser um local de status, e a partir dos anos 60 começou a abrigar comércios e serviços mais populares, e aos poucos alguns de seus salões foram subdivididos e passaram a servir de moradia. Nos anos 70, o prédio tinha má-fama, dentro dele aconteceram vários crimes, o prédio deixou de ser conservado e entrou em processo de deterioração.

O Martinelli nos anos 70

Foto de Meu Bairro Meu Pais no flickr

No início dos anos 70 a revista Realidade fez uma grande reportagem sobre o edifício, e por ela podemos saber o que acontecia lá dentro. Os elevadores continuavam funcionando, mas os botões de chamada não funcionavam mais, e para chamar os elevadores as pessoas gritavam ou batiam com os dedos nas portas, para que o ascensorista soubesse que tinha gente esperando. Circulavam pelo edifício cerca de 25.000 pessoas por dia.

hall de entrada do prédio anos 70 – esperando o elevador

foto revista Realidade abril 1971

Lá dentro funcionavam os mais diversos tipos de serviços e comércios. Ocupando do 2º ao 6º andar, estava o Banco Itaú América. No térreo, na esquina da rua São Bento com a Avenida São João, funcionava o cabaré Jantar Dançante São Bento. Alguns funcionários moravam no edifício: o zelador da casa do Comendador, que pertencia a um senhor do Rio de Janeiro, e o responsável pela manutenção das instalações de água e esgoto, Ludovico Riehm – mais conhecido como Ludovico encanador, que trabalhava no prédio há mais de 30 anos. Ludovico trabalhava nos porões do prédio, no meio do lixo e do cheiro de azedo.

Ludovico encanador

foto revista Realidade abril 1971

No 7º andar funcionava o Sindicato dos Bancários, no 9º andar a Associação dos Inativos da Guarda Civil  e a União dos Servidores Públicos, e o Sindicato dos Panificadores no 13º andar. No 11º a Federação das Escolas de Samba.

o jogo de sinuca na Associação dos Inativos da Guarda Civil

foto revista Realidade abril 1971

O prédio também abrigava vários bares e clubes, como o Bar 16 no 16º andar, o Bar 13 no 13º andar. No 11º funcionava o Clube 220. No 10º andar ficava o Venâncio, local onde músicos iam tocar. No 8º andar funcionava uma escola profissional – A Vigésima Escola Americana, com mais de 1.500 alunos, no 25º andar a Escola de Dança do Professor Patrizi e a Academia de Judô do Professor Oso. A Escola Americana tinha cursos técnicos para torneiro mecânico, técnicos de rádio, mecânicos de automóveis, eletricistas.

Os alunos da Vigésima Escola Americana

foto revista Realidade abril 1971

No 11º andar funcionava o Hotel São Bento, que tinha quartos espalhados pelo edifício, do 11º ao 25º andar. Os moradores ficavam nos andares mais altos. No 24º morava o Índio, assim conhecido pois tinha feito papel de índio no cinema e na televisão. No 25º, o Ludovico encanador, o Arlindo e sua família – zelador da casa do Comendador, a Sra Elza Gregório com seus 5 filhos e o Sr José Basílio com seus 4 filhos. As crianças brincavam nos corredores e na salas vazias, correndo por todo o edifício.

José Carlos, o garoto do 24º andar

foto revista Realidade abril 1971

No 15º, várias prostitutas tinham quartos alugados, para onde levavam seus clientes. No 14º funcionava uma distribuidora de livros e a administradora do prédio. Foi lá que o repórter da revista encontrou o cego Bento e seu guia Venhuí, que circulavam todo dia pelo prédio vendendo vassouras, espanadores e escovas.

O cego Bento e suas vassouras

foto revista Realidade abril 1971

No 12º andar morava o Pedrinho Barra Limpa, assim conhecido por ser de toda confiança e guardar dinheiro para os outros moradores e trabalhadores do prédio. Nesse andar também morava Alexandre Natalino Montesanni, conhecido lapidador de São Paulo, que alí trabalhava e dava cursos de lapidação. No 17º andar funcionava a Igreja do Deus Vivo, uma igreja que a missionária Elza Cagliari, junto com seu marido, o pastor Sinésio Cagliari, fundara.

A Igreja de Deus Vivo

foto revista Realidade abril 1971

Com o passar dos anos o edíficio foi piorando de freqüência e tornando-se cada vez um lugar mais perigoso. Em 1975 a Prefeitura desapropriou o imóvel, retirou todos os moradores e fez uma reforma completa. Lá instalou repartições públicas.

foto atual do edifício

Foto em http://www.arrakeen.ch

Hoje funcionam no prédio a Secretaria Municipal de Habitação, a Secretaria Municipal de Planejamento, a SP-Urbanismo – antiga EMURB – Empresa Municipal de Urbanização e a COHAB-SP – Empresa Metropolitana de Habitação. O prédio pode ser visitado, e para isso agende a visita no site http://www.prediomartinelli.com.br

foto de cacobianchi em http://www.skyscrapercity.org

os terraços da Casa do Comendador

foto de fotosedm em Wikipedia

foto da casa do Comendador

foto de Kiko Correia em Wikipedia

Vista da Zona Norte da cidade de São Paulo do terraço do Martinelli

ao fundo a Serra da Cantareira

foto em http://www.piratininga.org

Saguão de entrada do Martinelli  foto de Cecilia Lucchese

Saguão de entrada do Martinelli
foto de Cecilia Lucchese

Casa do Comendado Martinelli último anda do edifício Foto de Cecília Lucchese

Casa do Comendado Martinelli último andar do edifício
Foto de Cecília Lucchese

Outra vista da Casa do Comendador Foto Cecília Lucchese

Outra vista da Casa do Comendador
Foto Cecília Lucchese

Rua São Bento vista do Terraço do Martinelli - foto Cecilia Lucchese

Rua São Bento vista do Terraço do Martinelli – foto Cecilia Lucchese

Um bom livro sobre o Martinelli, com essas estórias e outras é “O prédio Martinelli: a ascensão do imigrante e a verticalização de São Paulo” de Maria Cecília Naclério Homem.

21 pensamentos sobre “O edíficio Martinelli – São Paulo

  1. Caro anônimo da Cooperativa de Consumo dos Bancários. Li somente hoje (20/03/15) e espero que você retorne em breve

  2. Pessoal: Apesar de ter morado no Sampa durante meados dos anos 70, nunca tinha prestado muita atenção a este belissimo edifício. Entrei pela primeira vez no mesmo em 2009 e fiquei simplesmente fascinado. Eu gostaria de voltar a viver nesta metrópole pra, entre outras coisas, ter a oportunidade de conhecer o Martinelli ainda mais detalhadamente e imaginar que uma hipotética máquina do tempo já transportou-me para um momento de grandes e importantes mudanças na maior e mais variada cidade da América do Sul. Grato por me dar a oportunidade de deixar estas palavras.

  3. Gi, as informações que coloquei aqui eu tirei de uma reportagem sobre o Martinelli da Revista Realidade. Ela está disponível para consulta na Biblioteca da ECA-USP. Acho que eles falavam num hotel, mas ficava no 1º ou no 2º andar do edifício.

  4. RESGATAR AS COISAS BOAS DO PASSADO, É SENTIR-SE BEM NO PRESENTE, PARA VIVER ALEGRE NO FUTURO.
    MEUS PARABENS AOS RESGATADORES E AOS ESCRITORES(AS)ARQUEOLOGICOS, E A ESTE BLOG. POR NOS PROPORCIONAR A ALEGRIA DAS LEMBRANÇAS PASSADAS.
    carlos bombeiro (carlão colatina)

  5. Os meus pais contavam que ficaram hospedados durante a lua de mel num hotel no Martinelli. Isso foi em 1.941. É o Hotel São Bento? Vc tem informações a respeito?

  6. Lembro-me de quando tinha meus 12 anos, vi pela primeira vez o Martinelli e sua imponência, hoje tenho 71. Na época já existiam ao seu lado os edifício do Banespa e do Banco do Brasil. Nos anos 60 fui uma ou duas vezes à bailes domingueiros no Sindicato dos Bancários ali instalado. Em 1977, pouco antes de mudar-me para Curitiba, quando o Martinelli estava sendo restaurado pela Prefeitura da cidade, tive a oportunidade de subir pelo elevador da obra, do lado externo do edifício. Era um tipo de “gaiola” metálica que dava um “frio na barriga”. Nessa época forneci as ferragens para o mesmo.
    Lembrei-me agora de uma piada que dizia o seguinte: Um português adentrou um dos elevadores do Martinelli, juntamente com outros passageiros que estavam descendo. Um deles disse ao ascensorista: “Rua São Bento”. O outro falou: “Rua Líbero Badaró”. O terceiro disse: “Av. São João”. O português lascou: “Praça da Sé”.

  7. O que dizer do Edifício Martinelli? Durante minha moradia em Sao Paulo (1975 a 1977) ingressei no edifício apenas 4 ou 5 vezes e visitei alguns andares procurando escritórios e coisas assim, mas
    sem prestar muita atençao, porém, uma pitada de seu charme ficou comigo. Em 2009, com a companhia duma velha amiga que trabalha no edifício, consegui visitá-lo com mais tempo e dedica çao, fiquei realmente extasiado com o belissimo Martinelli e sei que gostaria de continuar visitando-o tantas vezes quantas eu puder viajar a meu amado Sampa… garanto…

    Carlos
    Córdoba, Argentina

  8. Eu gostaria de contactar com alguem que tenha trabalhado na Cooperativa de consumo dos bancários entre as décadas de 1950 a 1960.

  9. Estivemos com a turma de arquitetura da Uniban, fomos muito bem atendidos e as esplicações foram maravilhosas fora a vista que é sem comparação, nos dias atuais ele impreciona imagine como era então na decada de 70…

  10. Já é uma “dica”, Matheus. Muito obrigado. Mas qual é o autor do livro, editora, etc.
    Preciso de uma biografia do comendador José Martinelli.”
    Contam-se algumas histórias dele aqui na minha cidade. Afinal ele foi Presidente de uma Carbonífera onde meu pai e eu trabalhamos.

  11. Prezado sr., tenho uma história. Sou neto de Roldão Vieira, que residia em Angatuba-SP. Na década de 40 ele indo a São Paulo, aí se hospedava num hotel existente no Martinelli… Assim, a nobre cidadã angatubense dona Floriza Manfredini contou que:
    “Meu pai queria muito conhecer o prédio Martinelli em São Paulo, porque ele tinha sido feito onde antes era uma lagoa. E ele foi até lá com Sr. Roldão, que o convidara para essa viagem. Lembro que então tinha uma música muito conhecida e com as seguinte letra: “-Este prédio Martinelli me diz, ele sossegado é orgulho nesta terra deste S. Paulo abençoado, por causa dos engenheiros quase que foi embargado mas o dono apalavrou-se e teve o caso liquidado. Depois de tanto ver estas coisas de nada mais quis saber, voltei para o meu… a gente la do sertão agora eu possa dizer que a cidade igual a S.Paulo no mundo não há de haver…” (Depoimento de Floriza Manfredini em 2000). Dizem que então para provar que o prédio era seguro o proprietario Giuseppe Martinelli instalou-se na cobertura. Muito obrigado e um abraço

  12. Estudei quando criança numa escola em Criciuma-SC, cujo patrono era o comendador José Martinelli.
    Estou escrevendo umas memórias e gostaria de saber mais a respeito da vida do comendador. Vocês teriam com me informar alguma fonte de pesquisa.

  13. gostaria de saber a onde eu posso encontrar alguém que trabalhou na vigesssima ecola americana? professores seja quem for preciso encontrar meu pai? Ele trabalhava como professor da vigessima escola Americana por favor me ajudem?

  14. olha voces estao de parabens com o belo e magnifico trabalho historico do predio mais lindo ou mais eminente de sp
    com sua historia poder glamour
    se voces pudessem atualizar hoje o predio
    uma visita tipo on line onde se começa na portaria se mostra os elevadores o chao lustres e algumas salas portas
    belo trabalho
    e muitas gracias
    sempre
    seu amigo

  15. Janete a foto não é minha, é da revista realidade da década de 70. Como a revista não existe mais acho que você pode usar a foto sem susto.

  16. Boa noite Cecilia!
    Muito legal o seu trabalho.
    Esta reportagem sobre o Edificio Martinelli, em especial.
    Eu sou filha deste casal do 17° andar aqui registrado. Meus pais, Pts Elza e Sinésio, sempre nos contaram desta igreja, que foi a primeira no centro de São Paulo. Eu não tinha lembrança alguma pois na época eu tinha apenas 4 anos de idade. Então foi emocionante ver esta foto, que registrou este tempo da vida de meus pais.
    Será que posso usa-la no documentário da Igreja, que estamos fazendo?
    Aguardo resposta!
    Obrigada!

  17. Muito interessante o Edifício Martinelli. Imponente ,belo nos seus 70 anos e transmite em sua arquitetura a coragem de seu construtor, é como se êle o prédio desafiasse o tempo ,é como se uma casa pudesse crescer em direção ao céu e não tivesse medo dos seus concorrentes ao lado, os mega edifícios de São Paulo.
    Muito belo mesmo.
    Tenho um blog que inicialmente falei de Deus e dos textos bíblicos ligados a engenharia.
    Depois me despertou falar dos prédios que marcaram suas épocas , aí começei no Rio de Janeiro.
    Fiz alguma pesquisa na Internet e falei de alguns prédios.
    Quando começasse em São Paulo falaria do Martinelli e interessante que gosto de mostrar a parte histórica no contexto do prédio da mesma maneira que você escreveu do Martinelli.
    Veja meu blog.
    A sua opinião é muito boa.
    anfermam.blogspot.com/2008/10/fundao-de-uma-casa.html – 74k –

  18. Olá Cecilia,
    Agradeço a gentileza pela resposta. Tive a informação de que a pintura feita pelo meu avô foi mesmo a do Fernet branca. Talvez ele tenha feito parte da equipe do tal Bruno Sercelli. Se souber como posso ter acesso a alguma foto, por favor me avise.
    Att
    Alexandre Reider

  19. Alexandre o livro que cito ” o prédio martinelli – ascensão do imigrante…” tem uma foto do Martinelli com propagandas na fachada, e tem uma grande imagem de uma garrafa de fernet-branca, do vermouth cinzano só tem um outdoor em cima. No livro a autora fala que a publicidade era explorada pela Patrizi Publicidade e que o pintor era Bruno Sercelli. Talvez aí tenha alguma pista para a sua pesquisa.
    Abç,
    Cecilia

  20. Olá Cecilia.
    Parabéns pela pesquisa e pelo blog. Estou procurando uma foto ou imagem de uma grande pintura realizada numa das paredes externas do Edificio Martinelli com uma garrafa do Vermouth Cinzano feita no início da década de trinta. Talvez você possa me ajudar. A tal pintura foi executada por meu avô, JORGE REIDER.
    Atenciosamente,
    Alexandre Reider

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