Orelhao tucano

Mobiliário Urbano – Telefones públicos


Estão caindo em desuso, com a disseminação dos telefones celulares, mas ainda existem – e precisam continuar existindo – em todas as cidades do planeta. Aqui alguns exemplos de designs simpáticos.

Cape Town – África do Sul

foto do site http://www.capetowndailyphoto.com

Ilha de Creta – Grécia

foto do site http://www.west-crete.com

a tradicional cabine telefônica de Londres – Inglaterra

foto de website Eric’s cross-country drive

e aqui uma versão moderna da mesma cabine – Londres – Inglaterra

foto do site pgoh13.free.fr

Copenhagen, Dinamarca

foto do site http://www.navicache.com

Estocolmo – Suécia

foto do wikimedia por Tiseb

Esse fica no Japão e é propaganda de uma marca de cerveja

foto do website whereverdesign.wordpress.com

Telefone público em Madri – Espanha

foto do website madriduno.wordpress.com

Parece os nossos orelhões, não é?! Mas este está em Pequim, na China. Se alguém souber algo sobre a semelhança dos projetos, explique aqui para a gente

foto no website geography.about.com

Agora, aí abaixo, alguns que podem ser encontrados no Japão

todas as fotos são de website Spluch – clique aqui para ver as outras cabines telefonicas do Japão

esse fica na Bélgica

foto do website http://www.edupics.com

Esses são os nossos! – São Paulo – Brasil

foto wikimedia de Morio

Esse é da ICT – fica em Lebanon – Iowa – Estados Unidos

foto do website http://www.payphone-project.com

este eu não sei onde está

foto de Simon Tagish

Indiana – Estados Unidos

Telefone público num parque florestal na Austrália

esse fica na Suécia

foto de Hubert Meisinger e Ulf Görman

E agora algumas invenções brasileiras… o orelhão para todos os gostos – bonitinhos mas ordinários – na verdade todos eles com péssima acústica

Dourados – Mato Grosso do Sul – Brasil

Birigui – São Paulo – Brasil

Minas Gerais – Brasil

Mato Grosso – Brasil

6 pensamentos sobre “Mobiliário Urbano – Telefones públicos

  1. Brontops obrigada pela aula sobre os orelhões e pelos elogios. Espero te ver mais por aqui. Bjs.

  2. Oi Cecilia.

    Grande blog.

    Realmente os orelhões estão morrendo. Soube de alguém que foi à Holanda e precisou usar um orelhão. Depois de muito procurar, perguntou a um passante que fez uma careta diante da pergunta, absurda como se ele tivesse perguntado onde se compra um “Mata-borrão” ou onde ele poderia esquentar a chaleira pro seu calhambeque.

    -Não existe mais orelhão. Hoje todos têm celulares… Parece que ainda resta um no aeroporto.

    Sobre a semelhança entre os orelhões chineses e os nossos, vou fazer um comentário de memória que li faz muito tempo na revista Trip. Parece que o design original do Orelhão é brasileiro e foi criado por um descendente de chineses. O modelo dele teria dado tão certo que foi exportado a outros países… Achei referências a esta história aqui:

    http://www.redetec.org.br/inventabrasil/orelhao.htm

    De onde extraí o trecho abaixo:

    “Clovis Silveira, esposo da inventora falecida em 1997, informa que os filhos elaboraram um site sobre a invenção em http://www.orelhao.arq.br e detalha em matéira no Jornal do Brasil: “A criadora foi a conhecida arquiteta paulista Chu Ming Silveira, nascida em Shangai, naturalizada brasileira, formada em Arquitetura na Faculdade Mackenzie em São Paulo, em 1964. Ela era Chefe da Engenharia de prédios da CTB – Companhia Telefônica Brasileira em São Paulo, em 1971, quando criou o projeto do orelhão, o que foi amplamente publicado pelos jornais da época, em especial por O Estado de Sao Paulo. Sua criação foi espontânea, oferecida à empresa e ao público e muito bem aceita, tanto pela CTB quanto pelo público. De fato, foi no Rio em 20 de Janeiro e em São Paulo em 25 de Janeiro (respectivas datas de fundação) que, em 1972, foi iniciada pela CTB a implantação dos novos protetores para telefones públicos.

    Os modelos externos, de fibra de vidro, naquela ocasião eram chamados simultaneamente de CHU-2, de Tulipa, de Capacete de Astronauta e de Orelhão. Os modelos internos, transparentes, já haviam sido instalados experimentalmente na CTB, à Rua Sete de Abril em São Paulo, e levavam, carinhosamente, o nome de CHU-1. Além desses modelos, a arquiteta Chu desenvolvera também outros modelos, que foram instalados em postos de gasolina e outros locais. O Estado de 1/2/1972 noticiou, por exemplo, na matéria “CTB ensina a usar o orelhão”: “A arquiteta Chu Ming Silveira, que o criou, partiu da forma acústica mais perfeita – o ovo – que foi ao mesmo tempo a mais econômica”. A citação dos “orelhões”, um sucesso internacional, foi saudada pela imprensa, “sponte sua” ou mediante matérias pagas pela própria CTB, tendo sido inúmeras as matérias publicadas sobre esse tema. Em meu arquivo, possuo tudo o que eu mesmo consegui reunir, na ocasião e também posteriormente, sobre esse fenômeno que foi, e continua sendo, o orelhão. Alguns marcos interessantes, para citar resumidamente, foram os seguintes.

    A CTB depositou no INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, em 12 de Maio de 1972, sob números 2966/72 e 2967/72, dois pedidos de patente de modelo industrial dos referidos protetores de telefones públicos, o externo e o interno, indicando como inventora a arquiteta Chu Ming Silveira. Esses pedidos se converteram em patentes (hoje já perderam suas vigências, passando a integrar o domínio público). Na I Bienal de Arquitetura, ocorrida em São Paulo, de 8 a 30 de junho de 1973, no Parque do Ibirapuera, mostra promovida pela Fundação Bienal de São Paulo, Instituto dos Arquitetos do Brasil e Banco Nacional da Habitação, a arquiteta expôs os projetos de sua autoria relativos aos protetores para telefones públicos – os orelhões. Também em 1973 o jornal ARQUITETO n.9, do Instituto dos Arquitetos do Brasil e Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, publicou extensa matéria na seção DESIGN com entrevista da arquiteta, entitulada “Chu Ming, autora do projeto orelhão, conta como encontrou no desenho a solução para o problema do telefone público no Brasil” , tendo exibido, nessa matéria, os desenhos originais da autora.

    O mesmo projeto, objeto de inúmeras reportagens no Brasil e no exterior, inclusive na China, foi também exposto na mostra “Design e Comunidade”, ocorrida de 6 a 25 de maio de 1980, no prédio da Fiesp-Ciesp, em exposição promovida pelo NDI – Núcleo de Desenho Industrial, para a qual a arquiteta Chu Ming Silveira foi convidada a expor seu projeto “Cabina Telefônica – o Orelhão”. Em 1983 foi publicada, pelo Instituto Walther Moreira Salles e Fundação Djalma Guimarães, em dois volumes com 1100 páginas, a HISTÓRIA GERAL DA ARTE NO BRASIL, sob coordenação de Walter Zanini. Um compêndio da criação intelectual nos diversos campos da criação artística brasileira, cujo capítulo sobre Desenho Industrial, elaborado por Júlio Roberto Katinsky, apresenta, à página 940, em Equipamentos Urbanos, foto do orelhão em frente à Faculdade de Arquitetuta da USP e o desenho original do projeto assinado pela arquiteta, com as indicações “Implantação urbana e elevação do orelhão, projeto de Chu Ming Silveira”. O livro “O DESIGN NO BRASIL – História e Realidade” organizado pelo MASP Museu de Arte Moderna Assis Chateaubriand em colaboração com o NDI Núcleo de Desenho Industrial teve que corrigir, através da errata “autoria de Chu Ming Silveira, arquiteta” a página que, equivocadamente, indicava como autor um fabricante dos ditos orelhões.

    Em 1997, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Mackenzie, na Exposição Comemorativa de 50 anos, ocorrida no Museu da Casa Brasileira, selecionou diversos arquitetos que foram homenageados por seus relevantes trabalhos. A Arquiteta Chu Ming Silveira foi convidada, em vida, e foi homenageada (postumamente)e por seu mais famoso projeto – o Orelhão – apresentado por seu filho. A autoria do projeto do orelhão, pela arquiteta Chu Ming Silveira, é fato inquestionável e virou história, não podendo ser esquecida ou desvirtuada.”

    Bjk e parabéns pelo blog: muito bem feito.

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