Balanço de final de ano

Postado em about The Urban Earth com as tags , , em 30/12/2009 por Cecilia Lucchese

Mais um ano que chega ao fim! Este ano The Urban Earth consolidou-se como um site bastante procurado por estudantes de arquitetura e urbanismo, profissionais de várias áreas do design e do urbanismo, graffiteiros, amantes e curiosos sobre cidades em geral. Muitos comentários, muitos posts bombando, muito contentamento dessa Cecilia aqui que tenta publicar um bom número de posts todo mês.

Mas este ano meus compromissos profissionais me afastaram um pouco do blog, tive pouco tempo para pesquisa e acabei trazendo para cá o que caiu na minha rede de internauta esse ano. Portanto agradeço a todos os amigos e colaboradores informais que me propiciaram publicar tantas coisas interessantes.

Vamos ver como rola 2010!!! Se depender de minha vontade com muito mais posts por mês e com muita coisa interessante. Aproveito e agradeço a todos os leitores as visitas e os comentários, as estrelas dos posts e por estarem aqui comigo quase todos os dias. E desejo um 2010 cheio de boas conquistas para todos, com muitos objetivos na mira e muita vontade de alcançá-los… e que todos consigam.

E fiquem com os 20 posts mais lidos nestes quase 2 anos de blog, aproveitem para relê-los ou lê-los quem ainda não leu. Para acessá-los é só clicar no nome do Post. Abraços a todos! ;-)

1º – Le Corbusier – Le Grand – (4º colocado em 2008)

2º – 15 Cidades “Verdes” (3º colocado em 2008)

3º – O Jardim de Monet de Giverny

4º – Prêmio Pritzer 2008 – Jean Nouvel (2º colocado em 2008)

5º – Parabéns São Paulo 455 anos

6º – Casas Verdes ainda não construídas  – 1ª Parte

7º – A sopa de plástico do Oceano Pacífico ( 8º colocado em 2008)

8º – Arquitetura Contemporânea – Aeroporto de Pequim – China (1º colocado em 2008)

9º – O trem bala japonês (5º colocado em 2008)

10º – Graffiti em São Paulo – Os Gemeos

11º – Cidades Vistas do Céu por Yann Arthus Bertrand

12º – O “retrofit” de containers usados

13º – Paisagismo – Central Park em Nova York

14º – Paisagismo – Versalles (6º colocado em 2008)

15º – Casas Verdes ainda não construídas – 2ª Parte

16º – Conjuntos Habitacionais são parte do Patrimônio Mundial 2

17º – 10 Cidades Abandonadas

18º – Construíndo Nova York nos anos 30

19º – O edifício Martinelli – São Paulo

20º – Design – reciclando objetos do cotidiano

Arquitetura Contemporânea – O conjunto habitacional Abode, em Harlow, Inglaterra

Postado em arquitetura com as tags , , , , em 12/12/2009 por Cecilia Lucchese

Harlow é uma cidade nova inglesa, projetada nos anos 50 dentro dos canônes modernistas ingleses, uma mistura da cidade jardim com a cidade funcional.Um novo bairro foi criado em Harlow – New Hall, um assentamento planejado para receber 6.000 pessoas, com diversos usos: moradias, escritórios, lojas, escolas, equipamentos comunitários e de lazer. O partido para o projeto urbano considerou que deveria ser criado uma pequena reprodução de uma cidade, usando muitos aspectos do plano diretor original de Harlow. O centro do projeto foi a crença que um bom projeto é vital para se chegar a um bom ambiente urbano, no que isso significa de cidadania e civilidade.

uma vista de New Hall, com suas soluções variadas

Foto de chris p bacon no panoramio

Com 110 hectares, o plano de massas destinou 40% do terreno para habitação e usos de recreação, e isso levou a necessidade de que o empreendimento trabalhasse com densidades superiores a média usada na Inglaterra. Então o projeto das edificações teve que ser muito cuidadoso, para que se garantisse a qualidade do ambiente. O terreno foi dividido em parcelas que tinham capacidade para abrigar 100 moradias construídas em lotes individuais, e diferentes arquitetos foram contratados para projetar cada parcela.

trecho do empreendimento ainda em construção em Maio de 2009

foto de chris p. bacon no panoramio

Foi numa dessas parcelas que os arquitetos do escritório inglês Proctor e Mattheus, propôs em 2003 um conjunto de edifícios de 3 andares, um projeto como veremos, muito preocupado com o ambiente urbano, com o entorno de casas isoladas de New Hall. Mesclando excepcional projeto de edificação e de urbanismo com uma abordagem de sustentabilidade ambiental, foi descrito por John Prescott (ex-primeiro ministro trabalhista do País de Gales) como “um modelo de comunidade que precisamos construir”, e combina bom senso com um volume enxuto de edifício residencial.

O conjunto Abode

outra vista da fachada do conjunto Abode

foto de Tim Crocker

vejam a preocupação com o ambiente urbano, neste projeto da calçada

As novas moradias, com uma fachada extremamente modulada, com varandas, telas e balcões, reconstrói a idéia da moradia coletiva num país, onde a variedade, a surpresa, o pinturesco são levados muito a sério. São 82 moradias, desde moradias de 1 quarto de 57m², até casas de 5 quartos com 101m². Elas foram comercializadas por valores que foram de 180 mil a 430 mil libras esterlinas em 2003. (292 mil a 698 mil dólares)

inserção do conjunto Abode nas quadras

um apartamento de 2 dormitórios – planta baixa

um apartamento de três dormitórios – plantas baixas

mais 2 tipos de apartamentos – à direita o de 1 dormitório – esse conjunto você pode ver na foto abaixo

veja o detalhe da caixa de escada com janelas irregulares

Elas são uma 2ª fase de um empreendimento que pretende construir 2.800 moradias. O desenho urbano procurou fazer com que as moradias ficassem bem próximas umas das outras, tentando representar a alta densidade de um centro urbano de uma vila. As casas rodeiam espaços comunitários abertos. O sentimento de se estar numa zona residencial é criado pelas ruas e calçadas, que unem todas esses espaços num mesmo nível.

Projetado para ser repleto de soluções variadas, os edifícios usam formas, detalhes, materiais e cores bem diferentes. A forma é contudo simples, com ênfase na qualidade, na luz e no espaço.

duas vistas do fundo do conjunto – veja o contraste de materiais, cores, volumes

outra vista da área dos fundos

detalhe dos telhados

O conjunto é realmente um exemplo de um ótimo projeto. Esse projeto foi premiado pelo RIBA – Royal Institute of British Architects. Para ler o catálogo do projeto escrito pelos arquitetos, baixe o arquivo em pdf clicando aqui

Mudança Climática – sintonizando Copenhague

Postado em Fotografia, meio ambiente com as tags , , , em 08/12/2009 por Cecilia Lucchese

Lá em Copenhague estão decidindo com o que os países vão se comprometer, em termos de corte de emissões de carbono nos próximos anos. Enquanto eles discutem, a população mundial faz manifestações, se mobiliza, publica artigos, fotos, etc, discute na web e até reza. Vou trazer aqui esta semana algumas coisas que rolam na web sobre meio ambiente.

Achei no site do The Guardian essas fotos do fotógrafo inglês Martin Parr, sobre as constantes inundações e tufões que tem acontecido no Vietnã, cuja freqüência vem sendo associada à mudança do clima.  São fotos das pessoas que vem sofrendo essas catástrofes. As fotos foram tiradas para a Oxfam, na provícia de Quang Tri, onde as pessoas estão se endividando para refazer suas plantações, consertar suas casas e conseguir enviar seus filhos para a escola.

Nguyen Thi Diu, 58, segura sua identidade, que ela conseguiu salvar da inundação que destruiu sua vila – Hung Nhon, na comunidade de Hai Hoa.

“Eu perdi tudo nas 99 inundações e agora tudo que eu tenho é minha identidade. Meu marido morreu em 1973, meus dois filhos mudaram-se daqui mas estão desempregados. Eu preciso dessa identidade para receber o dinheiro que eles me mandam, que é muito pouco.”

picture of martin parr

Nguyen Thi Hoa (28), com sua mãe e seus filhos, incluindo o bebê Vo Phuong Thuy, mostra a cama suspensa em que eles vivem durante as inundações na vila Hoi Dien, na comunidade Hai Hoa.

” Durante as inundações eu mantive a comida, duas panelas, vegetais, combustível nesta cama… Mas nada é muito precioso, eu sou muito pobre.”

Após as inundações destruirem sua casa e plantação de arroz, a família fez um empréstimo para reconstruir a vida. O marido de Hoa foi obrigado a procurar um emprego em Hanoi.

“Eu não sei como vou pagar a dívida – eu só tenho o dinheiro que meu marido ganha. Eu senti muito ele ter ido atrás de emprego em Hanói. Ele pode ficar lá por muito tempo e eu não vou conseguir vê-lo.”

Picture of Martin Parr

A família de  Ba Hoang Kha (72) e sua filha Hoang Thi Lieu (37) olham de cima do alto tablado em sua casa, onde eles vivem nos dias em que as inundações acontecem em Trung Don,  na comunidade de Hai Thanh. Kha:

“Quando as inundações chegam eu pego tudo – arroz, roupas, panelas – e coloco na plataforma, e não há muito espaço, nós não podemos deitas, somente ficar sentados. Nós ficamos aqui por 5 dias nas últimas inundações e nós não temos eletricidade.”

Picture of Martin Parr

Barcos de pesca na praia, na vila My Thuy, comunidade de  Hai An.

Picture of Martin Parr

Phan Thai Hung (46) tira carangueijos de sua rede de pesca, na vila de My Thuy, comunidade de Hai An. Os pescadores dizem que as tempestades e os tufões estão ficando mais fortes e mais frequentes, tornando difícil sobreviver da pesca.

“A pesca não consegue prover recursos suficientes para minha família viver, portanto eu estou tendo que viver com pouco dinheiro. As tempestades acontecem cada vez mais frequentemente – no passado havia uma cada 5 ou 7 anos, mas agora elas acontecem todos os anos. Minha esposa está cultivando vegetais e criando galinhas e patos em casa, para que nós possamos aumentar nossa renda.”

Picture of Martin Parr

Le Hoai Thuong (56) com seu detector de metal, na vila Con Tau, na comunidade de Hai Son. Como as plantações de arroz foram repetidamente arrasadas pelas inundações, as pessoas buscaram outras alternativas para ganhar dinheiro. Thuong procura por minas não explodidas na selva, arriscando sua vida por granadas e bombas que ele pode vender como refugo de metal.

Moradores tomam um drink no almoço, em Hai Lang.

Para ver mais fotos clique aqui

Belterra – a company town de Henry Ford na Amazônia

Postado em Patrimônio, cidade, urbanismo com as tags , , em 06/12/2009 por Cecilia Lucchese

vista geral de belterra

google earth

Com a expansão do comércio da borracha, por volta de 1840, iniciou-se uma nova fase de ocupação da Amazônia. Por causa da grande procura pelas seringueiras quase toda a região foi explorada. A origem do município de Belterra está intimamente ligada a essa época.  Henry Ford, dono da Ford Motors, queria transformar mais um dos seus sonhos em realidade. O objetivo do dono da Companhia Ford, líder na indústria automobilística nos Estados Unidos, era implantar um cultivo racional de seringueiras na Amazônia, transformando-a na maior produtora de borracha natural do mundo. Para isso ele criou no Estado do Pará, uma company town.

vista do núcleo 5

google earth

Técnicos da Holanda e EUA iniciaram intensas investigações para encontrar uma área que fosse ideal para o projeto. O local escolhido foi  uma planície elevada às margens do Rio Tapajós, coberta por densa floresta. A essa área Ford chamou de ‘Bela Terra’, que depois passou a ser chamada de ‘Belterra’. A partir daí, o projeto começava a se tornar realidade, e Belterra ficou conhecida como “a cidade americana no coração da Amazônia”.

Casa no Núcleo 1 – as casas são de diferentes tipologias e se relacionavam ao cargo do empregado

Foto Cecilia Lucchese

Outra casa do Núcleo 1 – à esquerda um jambeiro

Foto Cecilia Lucchese

Conjunto de casas do núcleo 1

O projeto teve início e foi implantada uma estrutura urbana completa: hospital, escolas, casas no estilo americano, mercearias, portos próximos à praia foram construídos para abrigar as famílias de todos os empregados que estavam trabalhando no projeto. Grande parte dos trabalhadores braçais vinha do sertão nordestino, fugindo da seca. A construção de toda uma estrutura urbana como essa, de propriedade de uma única empresa para abrigar seus empregados, é o que é denominado hoje em urbanismo de “company town”.

escola em antiga casa de administrador ao redor da Praça do núcleo 1

Foto Cecilia Lucchese

Praça do núcleo 1

Foto Cecilia Lucchese

Igreja Católica do núcleo 1

Foto Cecilia Lucchese

Foto Cecília Lucchese

Belterra – outra casa no núcleo 1

Foto Cecilia Lucchese

Em cinco anos, o projeto ganhou dimensões incomuns para a região naquela época: campos de atletismo, lojas, prédios de recreação, clube de sinuca, cinema. De 1938 a 1940, Belterra viveu o seu período áureo e foi considerado o maior produtor individual de seringa do mundo. No entanto, o final da 2ª Guerra Mundial, a morte do filho de Henry Ford, a grande incidência de doenças nos seringais e, principalmente, a descoberta da borracha sintética na Malásia foram fulminantes para a decadência do projeto em Belterra. A partir daí, a área foi negociada com o Governo Brasileiro e Ford abandonou a cidade.

Belterra – antigo armazém – Núcleo 2

Foto Cecília Lucchese

casas geminadas do núcleo 2

Foto Cecilia Lucchese

outra casa do Núcleo 2

Foto Cecilia Lucchese

Durante 39 anos, Belterra foi esquecida e a “cidade americana” foi transformada, entre outras denominações, em Estabelecimento Rural do Tapajós (ERT), ficando sob jurisdição do Ministério da Agricultura. Somente em 1997, os moradores de Belterra conseguiram a emancipação do município. Hoje a cidade vive da agricultura e é local de moradia dos antigos funcionários da empresa, transformados em funcionários públicos quando o Governo comprou a cidade, e aposentados, vivem ainda no local. A cidade acabou de aprovar seu plano diretor, e as casas maiores, antigas residências das chefias, transformaram-se em sedes das secretarias municipais.

algumas seringueiras que ainda restam em Belterra

Foto Cecilia Lucchese

Conjunto de casas do Núcleo 5

Foto Cecilia Lucchese

Belterra – casa do núcleo 5

Foto Cecília Lucchese

Outra casa geminada, essa do núcleo 5

Foto Cecília Lucchese

Edifício da antiga administração – hoje fechado

Foto Cecília Lucchese

A cidade é dividida em vários núcleos, como o objetivo era explorar a seringa, pequenos agrupamentos de casas ficavam cercadas pelos seringais, e o núcleo maior, hoje centro da cidade, é o núcleo 5, que concentra o pequenos comércio da cidade, e onde estão as casas melhor conservadas. Visitei a cidade numa tarde de verão e calor, poucas pessoas eram vistas nas ruas, talvez por esse motivo, talvez pela cidade ser de aposentados. Hoje as seringueiras praticamente desapareceram, substituídas por árvores frutíferas (como os maravilhosos jambeiros) e jardins floridos e bem cuidados.

área comercial do núcleo 5

Foto Cecília Lucchese

Igreja Batista, que fica de um dos lados da praça do núcleo 5

Foto Cecília Lucchese

Praça do Núcleo 5 – com seringueiras

Foto Cecília Lucchese

Igreja Matriz, do outro lado da praça – núcleo 5

Foto Cecília Lucchese

Casa do núcleo 5

Foto Cecilia Lucchese

Casa do núcleo 5 – a casa tinha originalmente uma sala, 2 quartos com banheiro e uma cozinha

Foto Cecília Lucchese

Casa núcleo 5

Foto Cecília Lucchese

a cidade dispunha de sistema de proteção contra incêndios

Foto Cecilia Lucchese

veja os bancos de madeira para as conversas ao entardecer

Foto Cecilia Lucchese

Casa dos administradores hoje ocupada pela Prefeitura

Foto Cecília Lucchese

outra casa dos administradores americanos da empresa

Foto Cecília Lucchese

Rio de Janeiro – City of Splendour

Postado em Fim de semana, imagem de cidade com as tags , , em 05/12/2009 por Cecilia Lucchese

Esse video, da Metro Goldwyn-Mayer, de 1936, faz parte da série Travel Talks – the voice of the globe, documentários sobre locais turísticos do mundo da MGM, filmes que começaram a ser feitos em 1930 e eram dirigidos por James A. FitzPatrick (1894-1980). O filme é em Technicolor, apresenta belas vistas do centro do Rio de Janeiro, como o Palácio Monroe (já derrubado) e o Teatro Municipal, vistas da Marina da Glória e da Praia do Flamengo, além de vistas dos sempre presentes Pão de Açúcar e cristo redentor. A narração é inglês, é clara e concisa, fácil de entender. Você encontra DVDs, com as viagens de FitzPatrick, a venda na internet, e também outras viagens estão disponíveis na Internet. veja esses links: Picturesque Portugal (1940) e  Night Life in Chicago (1948), Chicago The Beautiful (1948), A Wee Bit of Scotland (1949) e Colouful Bombay (1937). Tem mais no Youtube, pessoal.

Rio de Janeiro 1936

Rio de Janeiro 1936

This movie requires Adobe Flash for playback.

Graffiti na Vila Madalena – São Paulo

Postado em Eventos, graffiti com as tags em 03/12/2009 por Cecilia Lucchese

Devido às condições climáticas o evento foi transferido para o próximo sábado, 11/12

Venha participar da 3ª Galeria ao Ar Livre da Vila Madalena: Memórias do Mangue

Histórias sobre o Mangue, contadas por pessoas que moram na Comunidade do Mangue e outros moradores da Vila Madalena, retratadas em GRAFFITIS.

O artista plástico Gustavo Freiberg e a Casa da Cidade, em parceria com moradores da Comunidade do Mangue e da Rua Fidalga, na Vila Madalena, o fórum de Autoformação Local, o Museu da Pessoa, a Unidade Básica de Saúde Dr. Manoel Joaquim Pera, alunos da Fundação Vanzolini e um grupo de graffiteiros, convida a participar do processo de arte pública MEMÓRIAS DO MANGUE que vem sendo organizado coletivamente.

A intervenção será feita em forma de vários graffitis nos muros, que conterão a representação do conjunto de memórias, ao mesmo tempo individuais e coletivas, surgidas numa roda de discussão entre moradores da região.

Data: sábado, 5 de dezembro

Horário: das 10h às 17h

Local: Casa da Cidade e arredores

Endereço: Rua Rodésia, 398 – Vila Madalena

(Caso as condições climáticas não sejam propícias para a realização do graffiti, o evento será realizado no dia 12/12/2009)

Mais um evento na área de patrimônio

Postado em Eventos com as tags em 18/11/2009 por Cecilia Lucchese

E está recebendo os artigos para seleção. Veja o cartaz!

Evento da semana – Plano Agache no Rio de Janeiro

Postado em Eventos com as tags em 15/11/2009 por Cecilia Lucchese

plano agache

A construção do metrô de Paris – França

Postado em Fim de semana, Transporte Público, transporte urbano com as tags , , em 14/11/2009 por Cecilia Lucchese

Essas fotos vieram num power-point que recebi (obrigada, Celinha) montado por YL em dezembro de 2008. As fotos são da sociedade de economia mista SAEML Parisienne de Photographie, criada em 2005, e que em 2006 começou a disponibilizar a iconografia da cidade de Paris, que está em vários acervos: museus, bibliotecas e instituições culturais municipais, além da coleção da Agencia Fotográfica Roger-Viollet, da qual estas fotos pertencem. As fotos são de J. Boyer e R. Viollet.

A construção do metrô de Paris se iniciou para a Exposição Universal de 1900 em Paris, tendo seu inicio portanto ainda no século 19. A construção foi precedida por meio século de projetos, e a inauguração da 1ª linha, em 19 de Julho de 1900, foi um sucesso e aumentou o trabalho do engenheiro Fulgence Bienvenüe, diretor dos trabalhos, que esteve à frente da construção de 14 linhas, com 159 km de comprimento e 332 estações, trabalho realizado até as vésperas da 2ª Grande Guerra. Depois disso, durante duas décadas, nada mais foi construído, até que em 1948, com a criação da RATP – Régie Autonome des Transports Parisiens, iniciou-se uma modernização das linhas parisienses e seu prolongamento para as regiões mais periféricas de Paris. As fotos a seguir são do período inicial, com algumas fotos de 1948, quando inovações aconteceram.

planta12 de Abril de 1895 1º Plano para o metrô

12 avril 1895 Premier plan, prévisionnel, du Métro

projeto linha 11890-1898 projeto da linha 1

1890-1898 étude de projet ligne n° 1

boulevard sebastopol1890-1898 Estudo para o Boulevard Sébastopol

1890-1898  Etude pour le Boulevard Sébastopol

estação etolie1899 – Estudo para a Estação Etoile

1899 – Etude pour la station Etoile

rue de rivoli1899 – Estudo para a passagem sob a Rua Rivoli

1899 – Etude pour le passage sous la rue de Rivoli

place de la concorde1899 o fechamento da Praça da Concorde

1899  le bouclier place de la Concorde

faubourg st etoinne1900 Estudo para a passagem sob a rua do Faubourg Saint-Antoine

1900  Etude pour le passage sous la rue du Faubourg Saint-Antoine

congelamento do sena1899 Congelamento artificial do Sena para escavação e entravamento de uma caixote (espaço fechado para passagem do metrô)
1899 Congélation artificielle de la Seine pour creusement et enfouissement d’un caisson

construção tunel atravessa o sena1900 – Construção de um caixote para a travessia do Sena

1900 – Construction d’un caisson pour traverser la Seine

construção do tunel concorde1900 Construção da linha norte-sul sobre a Praça da Concorde

1900  Construction de la voûte nord-sud sous la place de la Concorde

estação saint michel1900 Montagem de um caixote para a estação Saint-Michel

1900  Montage du caisson pour la station Saint-Michel

linha 1 19001900 inauguração da Linha 1 entrada na Praça do Palais-Royal

1900 Ligne n° 1 Place du Palais-Royal

gare de lyon1900 Estação Gare de Lyon

1900  Station Gare de Lyon

vagões 19011901 Vagões

1901Wagons

interior de um vagão 19011901 interior de um vagão

1901  intérieur d’un wagon

quai san bernard1901  Cais Saint Bernard, linha Porta d’Orléans

1901  Quai Saint Bernard, ligne Porte d’Orléans

metro auterlitz1900 Fim da construção da cobertura do metro d’Austerlitz

1900  Fin de la construction du tablier métro d’Austerlitz

Station Cambronne1900 Estação Cambronne

1900 Station Cambronne

gare de auterlitz1900 Estação Gare d’Austerlitz

1900 station Gare d’Austerlitz

estação anversMarço 1902 Escavação Estação Anvers

Mars 1902  Chantier station Anvers

boulevard rochechouart1900 Boulevard Rochechouart

Chantier place de la NationFevereiro 1902 escavação da Praça da Nation

Février 1902  Chantier place de la Nation

station barbés1905 Estação Barbès

1905  station Barbès

boulevard de la chapelle1900 Boulevard de la Chapelle

Boulevard Saint-Jacques1900 Boulevard Saint-Jacques

Chantier sous les Batignolles1900 escavação sob Batignolles

1900 Chantier sous les Batignolles

Viaduc de Passy1900  Viaduc de Passy

Station Passy1900 Estação Passy

1900 Station Passy

rue de romeMarço 1902 Escavação Rua de Rome

Mars 1902  Chantier rue de Rome

rotonde de la villette1900-1905 Rotatória da Villette

1900-1905  Rotonde de la Villette

chantier saintmichelJulho de 1906 escavação Praça Saint-Michel

Juillet 1906 chantier place Saint-Michel

assemblage final place st michel1900-1905 Montagem final do caixote destinado a ser enterrado na Praça St-Michel

1900 – 1905 Assemblage final du caisson destiné à être enfoui  place St-Michel

dentro de um tunel1900-1905 trabalho dentro de um tunel

1900-1905 Travaux dans un tunnel

Clignancourt – Porte d’Orléans1905 – travessia do porto de l’Arsenal pela linha Clignancourt – Porta d’Orléans

1905 – traversée du port de l’Arsenal par la ligne Clignancourt – Porte d’Orléans

Passerelle de PassyJulho 1906 Passarela de Passy

Juillet 1906  Passerelle de Passy

Por enquanto é só. Prometo ainda publicar mais adiante outras fotos da construção do metrô de Paris.

Evento da semana no Recife

Postado em Eventos com as tags , em 09/11/2009 por Cecilia Lucchese

evento recife