2 anos de The Urban Earth

Postado em about The Urban Earth com as tags em 01/02/2010 por Cecilia Lucchese

Hoje faz 2 anos que esse blog surgiu. Fico feliz por poder comemorar isso com todos vocês :-)

Agradeço a visita de todos, agora já estamos chegando nas 500 mil visitas êêêbaaaaa!!!!!, e espero que vocês continuem por aqui no próximo ano, e tragam os amigos, conhecidos, parentes e amores para curtir o blog. Beijos a todos e muito obrigada pela presença e comentários!

10 ruas que o mundo adora

Postado em urbanismo com as tags , em 30/01/2010 por Cecilia Lucchese

Fui buscar no site Great Public Spaces ruas que são consideradas como bons espaços públicos pela maioria de seus frequentadores. Tem muitas lá (se quiser conferir clique aqui) e eu escolhi essas 10 para a gente pensar um pouco na importância da rua para nossas cidades. Como vocês poderão ver nessa seleção que fiz, temos espaços que são fruto de uma intervenção urbanística para se tornarem lugares favoráveis aos pedestres, mas também existem ruas que são extremamente usadas, sem que tenha havido qualquer intervenção, no meio do tráfego, da multidão e de centenas de lojas, algumas artérias mostram que “rua viva” é mais do que um bom projeto. Vou esperar contribuições de vocês, indicando qual ruas vocês acham especiais, se possível enviando uma foto para meu email, eu depois publico aqui. Mas vamos aquelas que eu selecionei.

1. A praia de Paris: Via Expressa Pompidou – margem direita do Sena – Paris França

Julho em Paris

Os carros são proibidos de circularem no local durante 1 mês todo verão, e então o local se torna um paraíso para os pedestres.

Porque ela funciona: Por um mês, todo verão, a Via Expressa Georges Pompidou, que corre ao longo da margem direita do Sena, é transformada num refugio repleto de areia de praia. Uma série de eventos então acontecem por lá, que vão desde de atividades como lições de dança, escaladas de paredes, jogos e natação (em piscinas flutuantes, não no Sena, é claro) até possibilidade de descanso, como cadeiras de praia, cafés, fontes para você se refrescar, e algumas palmeiras bem tropicais também são lá colocadas.

A enorme popularidade desse local é conseguida com uma gestão cuidadosa e uma programação criativa, que mantém o local cheio até a noite, quando acontecem shows e apresentações de teatro. Financiada parcialmente pela iniciativa privada, esta contudo não lucra muito com isso em publicidade, uma vez que não existem logotipos nos equipamentos, nem cartazes, e o experimento nunca é comercializado. A praia de Paris é de fato um fantástico espaço público e faz bem a todos os moradores e turistas.

2. Istiklal Caddesi – Bairro Beyoglu – Istambul – Turquia

Istiklal Caddesi (Avenida da Independencia) é uma rua de pedestres em Istambul, mas que também serve de leito a um tram, o ônibus elétrico sobre trilhos.

Porque ela funciona: Delineada por cafés, lojas de roupas, livrarias, restaurantes e moradias nos pavimentos superiores, ela é um cenário vivo, sempre em mudança. É possível ver estudantes em uniforme, turistas consultando seus mapas ou protestos de feministas nesta rua, que mistura a cultura européia com a turca. Se a rua por si mesma não for atraente o suficiente, o pedestre pode também andar pelas vielas perpendiculares que contém galerias com lojas, mercados (com bancas de vegetais, peixe fresco e um variado conjunto de coisas) ou simplesmente com seus belos jardins.

Foto de KIZILSUNGUR

O que a torna um lugar especial é sua acessibilidade: por ônibus a partir da Praça Taksin próxima dali, ou a pé, a partir de vários bairros vizinhos. É raro um carro atrapalhar o caminho do pedestre. Ela também é segura, há homens e mulheres nos cafés, e ela está sempre limpa. E seu ar europeu também a faz atrativa. Ela é de fato um local de encontro. No verão, o número de turistas que são encontrados aí é muito grande, mas esta rua possui atrações que trazem moradores da cidade, e ela é predominante usada por eles.

3. Devon Street – Chicago – Estados Unidos

Uma clássica rua de um bairro residencial, onde cada esquina é uma sala de estar

Porque ela funciona: Toda tarde pessoas podem ser encontradas nas esquinas da Rua Devon, e cada grupo é quase como se uma comunidade estivesse definindo seu espaço nesse bairro, que é um bairro onde moram pessoas que em sua maioria vieram do sul da Ásia.

Os moradores de Chicago vem de longe para comer nos restaurantes do bairro, mas as ruas ainda mantém suas características originais, identidade e forte coesão social que vem fazendo com que esse local consiga vencer as pressões da gentrificação.

4. Kungsportsavenyn, Göteborg, Suécia

Uma rua que muda de cara a cada duas quadras, mas que cada mudança serve a propósitos diferentes.

Porque ela funciona: Um largo boulevard com lojas de características locais, um corredor de trams, ciclovias, áreas de estacionamento, bancas ocupando metade das calçadas, racks para estacionamento de bicicletas, bancos, vegetação, um bom calçamento, árvores, obras de arte nas calçadas… toda grande cidade deveria ter uma rua que funcionasse dessa maneira, com muitos elementos, como a Kungsportsavenyn.

É particularmente notável a forma como os diversos elementos da Kungsportsavenyn foram sendo adaptados ao longo do tempo. As fachadas antigas foram reformadas para chegar até a rua utilizando-se ampliações em vidro ou toldos. Os possíveis impactos negativos das fachadas modernas foram atenuadas com a criação de cafés com mesas nas calçadas. As calçadas foram protegidas dos trams pela colocação de bancos, racks para estacionamento de bicicletas e árvores.

As características da rua mudam a cada 2 quadras, e cada transição serve a um diferente propósito. Ela começa no alto do morro cercda por edifícios cívicos e instituições de arte. Em seguida ela se transforma num boulevard com uma ciclovia e ilha verde no meio, com edifícios de tamanho mediano, pequenos comércios e serviços numa escala residencial. Duas quadras depois ela se transforma principalmente numa rua de tráfego de veículos. E no ponto mais baixo do morro, ela abre-se num boulevard monumental, tendo de um lado a entrada de um jardim público e do outro fazendo frente para o rio.

5. Rua Sainte-Catherine, Montreal, Canada

Uma longa rua de comércio.

Porque ela funciona: Ela é sem dúvida a principal rua comercial de Montreal. Seu trecho mais importante, a partir da Rua Atwater a oeste até a Rua Papineau a leste, é ladeado por bairros residenciais de alta densidade, pelo bairro de comércio varejista, pelo bairro do festival burguês, por uma ex-zona do meretrício, pelo Latin Quartier e pelo bairro gay. Em todo esse percurso ela é constantemente utilizada por uma multidão de pedestres de toda Montreal. Ela é uma rua 24 horas, em constante atividade.

O que a torna um lugar interessante? A Rua Ste-Catherine é uma rua com duas mãos de tráfego e estacionamento dos dois lados da via. O metrô (subterraneo) corre paralelo a ela e 6 estações estão localizadas nesta rua, incluindo as 2 mais concorridas estações de metrô de Montreal. Uma linha de ônibus passa na rua, e ainda 12 outras linhas que correm nas ruas transversais são conectadas a ela. E próxima a ela ainda existe um terminal de trem e de ônibus intermunicipal, bem como dois terminais de trens de suburbio. Sendo a principal rua do centro da cidade, é muito fácil também pegar um taxi, que estão sempre passando.

Ste-Catherine atrai um grande número de pessoas. Aproximadamente 100.000 pessoas vivem a alguns minutos a pé dela, além dos milhares que por ali trabalham. Turistas e lojistas frequentam a rua durante a semana e nos finais de semana. E o mais importante, 3 universidades – com um total de 90.000 alunos estão localizadas na via ou ao lado dela.

Ela tem usos diversos ao seu longo. A oeste da Rua Guy ela tem muitos prédios altos, com moradias para estudantes ou imigrantes. Entre a Guy e University, a rua passa a ser o local de destino da vida noturna. Clubes de stripetease, normalmente localizados no térreo ou mezzanino dos edifícios, coexistem com lojas de marca, como a Gap e a HMV. Mais a leste a rua pode ficar as vezes meio “grungie”, mas nunca insegura tendo em vista o número de pedestres. E na extremidade leste fica o Village, um bairro gay agradável e gentrificado, que atrai turistas e montrealenses.

A calçada da rua é relativamente larga, mas normalmente ela tem pedestres demais para ela, principalmente nos meses de verão. Há poucos bancos ao longo da rua, mas várias praças, criando locais onde as pessoas podem relaxar e conviver. O tráfego frequentemente congestionado, combinado com o grande número de pedestres, pode as vezes criar um clima barulhento e de certa forma opressivo.

Ste-Catherine mistura residência, negócios e vida cultural o que cria um local muito agradável. Existem muitas praças na rua, que são muito frequentadas. A oeste a Praça Cabot é o local de término de muitas linhas de ônibus. Ainda que o comércio de rua seja ilegal em Montreal, existem várias pessoas vendendo flores e frutas ao longo da rua. Tudo isso faz dela um dos locais mais agradáveis de Montreal.

6. Boulevard da Paz – Bairro Central – Hiroshima – Japão

Porque ela funciona: o Boulevard da Paz é um importante símbolo de Hiroshima, que foi aberto com base no Plano de Reconstrução da cidade (Hiroshima Peace Memorial) de 1952. Os elementos definidores da rua são 4 pistas de tráfego ao centro e 2 cinturões verdes de cada lado da via. Os cinturões verdes tem cerca de 4 km. A maioria das árvores que estão plantadas nele foram presenteadas pelas pessoas que moravam no entorno de Hiroshima, entre 1957 e 58.

O Boulevard da Paz é também chamado da “via dos 100 metros”, por causa de sua largura. Duas pontes fazem da via um local especial. Os balaústres e terminações da ponte foram projetados pelo escultor Isamu Noguchi, que é mundialmente famoso.

O que faz  desta via um bom lugar? Porque a maior parte da via está localizada na parte central da cidade de Hiroshima, ela é acessível a pé ou por veículos. Muitos moradores e trabalhadores usam essa rua como seu principal caminho. Os cinturões verdes são espaços onde as pessoas podem descansar. Os trabalhadores das ruas próximas e os turistas normalmente descansam um pouco sob as árvores do cinturão verde. Este é cuidadosamente mantido e sempre parece verde e limpo.

Sua porção leste abriga o bairro comercial, e é usada mais por trabalhadores e turistas. A porção central ladeia o Parque Peace Memorial, e é principalmente usado pelas pessoas que visitam o parque. A porção oeste fica numa região residencial e é utilizada principalmente para o lazer dos moradores e pelas crianças.

Mas a rua também abriga grandes eventos, e quando isso acontece ela atrai gente de toda a cidade. Todo domingo, durante o período da manhã, ali acontece uma feira que vende produtos agrícolas dos produtores locais. No começo de maio, por 3 dias, a via fica interrompida ao tráfego, para o Festival das Flores. Durante esse festival o boulevard é decorado com vários tipos de flores. E nos cinturões verdes acontecem vários shows de música e exposições.

A cada ano, o número de pessoas que vem para o festival, gira em torno de 1,5 milhão.

7. Calle de La Ronda – Quito – Equador

Este local é uma típica rua colonial da cidade. É parte do centro histórico de Quito, uma cidade que foi declarada Patrimônio da Humanidade. Nela, você se sente parte desse passado colonial, só por andar nas ruas e apreciar as casas. A rua foi assentada em pedra, e o clima todo é de uma cidade do tempo colonial.

O que faz da rua um bom lugar? O acesso é fácil, porque ela está localizada no centro de Quito. A rua está sempre limpa e recebe muita manutenção da administração da cidade. Atualmente essa área de Quito é muito segura, por causa do policiamento, destacado para proteger os locais frequentados pelos turistas.

para ver uma propaganda do Governo de Quito sobre a Calle de La Ronda clique aqui

As pessoas ainda moram nessa área, e levam uma vida normal, como o restante da cidade, e o cotidiano da cidade é uma das maiores atrações de Quito. Assim a rua permite que você veja como os moradores da cidade vivem.

8 – Seven Dials, Neal’s Yard, Londres, Inglaterra

Este não é uma rua, mas uma série de ruas que fazem um lugar especial na agitada Londres.

Porque ele funciona: o bairro no extremo norte do Covent Garden é muito confortável – confortável demais para Londres. Ele é realmente especial, em uma escala que mostra um gentil e agrádavel lado de Londres, que você nunca pensou que existisse. Pequenos edifícios, ruas estreitas, e pequenos becos revelam maravilhosos tesouros de pequenos jardins, como o Neal’s Yard, que parecem mais com um pequeno paraíso. E também é muito histórico, cercado por um clima muito contemporâneo, que vai muito bem ao local. Nova York tem Greenwich Village e Paris tem o Marais, mas esta área é um pouco mais encantadora. É um daqueles lugares que faz você sonhar, e faz com que você queira voltar sempre.

9. Avinguda de Gaudi – Barcelona – Espanha

Nós amamos a maravilhosa tranquilidade e qualidade dessas Ramblas. É um local que imediamente o faz diminuir o passo, permitindo que você observe centenas de pessoas simplesmente relaxando e se divertindo. E também é cercado por uma gloriosa arquitetura: a Sagrada Família e o Hospital da Santa Creu i de Sant Pau.

10. Times Square – Nova York – Estados Unidos

Ela já foi chamada de o coração de Nova York, a praça americana típica e o cruzamento do mundo. Times Square é tudo isso mesmo. Em nenhum outros lugar você vai ver uma tal variedade de pessoas como ali ao longo da Broadway. As dúzias de peças da Broadway, hotéis, inúmeros restaurantes e lojas, além das notícias minuto a minuto em seus painéis gigantescos, faz dela um constante lugar de muita atividade. Mas ela ainda é uma atração por si mesma. Com seus edifícios imensos e enormes painéis publicitários com luzes brilhantes, muitas pessoas vem até aqui somente para testemunhar essa imensa extravagância.

Foto de Cecilia Lucchese

O que faz dela um grande lugar? 30 linhas diferentes de metrô podem ser acessadas a partir da Times Square. Um número imenso de linhas de ônibus cruzam a área. E localizada na facilmente caminhável Manhattan, a praça é provavelmente o lugar de Nova York mais fácil de chegar e explorar.

Foto de Cecilia Lucchese

Ainda que seja conhecida por sua estonteante imagem, até há alguns anos Times Square era vista somente como uma grande ilha viária. Na passagem do século ela foi reformada, transformando-se num lugar mais seguro e mais limpo do que tinha sido por décadas. Ela é um lugar de extrema excitação, projetada para exacerbar emoções. Mas agora ela vem sendo fechada, para se tornar também um lugar de contemplação e relaxamento.

São colocadas cadeiras na rua nos finais de semana, que fica fechada ao tráfego

Foto Cecilia Lucchese

Times Square nunca fica vazia. Com aproximadamente 26 milhões de turistas a visitando anualmente, como poderia?

Todas as fotos, excluindo-se as com crédito, foram baixadas do site Great Public Spaces.

São Paulo faz 456 anos – parabéns querida cidade!

Postado em arquitetura, paisagismo com as tags , , , em 25/01/2010 por Cecilia Lucchese

Vista do Parque do Ibirapuera

foto de André Bonacin no Panoramio

O ano passado comemorei o aniversário da cidade de São Paulo com um post sobre a Avenida Paulista, um dos cartões postais da cidade. Hoje escolhi outro cartão postal, para homenagear São Paulo vamos falar um pouco do parque mais querido dos paulistanos, o Ibirapuera, que recebe cerca de 20 mil visitantes de segunda a sexta, 70 mil aos sábados e 130 mil aos domingos.

foto de Joilton Obom no Panoramio

área onde seria implantado o Parque do Ibirapuera em 1890

foto do website saopaulominhasmenorias.blogspot.com

Ali, antes de 1954, quando a cidade comemorou 400 anos, era uma grande várzea com pouca vegetação, e no ano anterior, com a criação da Comissão do IV Centenário, grupo de pessoas – cidadãos e funcionários públicos – que coordenaram os trabalhos de organização dos festejos do aniversário da cidade, resolveu-se que naquele local seria implantado um grande parque público, idéia que já vinha sendo discutida pela Câmara Municipal desde o final do século 19, e Francisco Matarazzo Sobrinho – o Ciccillo – presidente da Comissão,

“encomendou ao arquiteto Oscar Niemeyer os projetos dos edifícios que deveriam compor o Parque do Ibirapuera. Niemeyer convidou para integrar sua equipe os arquitetos Hélio Uchoa, Zenon Lotufo, Eduardo Kneese de Melo, Ícaro de Castro Melo e, como colaboradores, Gauss Estelita e Carlos Lemos. Para a concepção paisagística, Roberto Burle Marx seria o responsável, no entanto, “seu projeto não foi levado adiante” , tornando-se responsável pelo desenho o engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes, membro da Comissão do IV Centenário” (Wesley Macedo e Miriam Escobar em texto no portal Vitruvius – para ler o artigo na íntegra clique aqui)

Maquete do projeto original – 1951

imagens acima e abaixo do website saopaulominhasmemorias.blogspot.com

Maquete do projeto aprovado – 1953

Veja da esquerda para a direita o Prédio do Detran, o Prédio da Bienal, a marquise do MAM, a Oca, o Auditório, o Prédio que era da Prodam e o Prédio do Museu Afro-Brasileiro

mapa do Parque – O prédio do ex-Detran, que será incorporado ao Parque, ficou fora desse mapa

Wesley Macedo e Miriam Escobar, que estudaram o traçado do Parque Ibirapuera, fazem menção a sua semelhança com o parque inglês, em especial com o Hyde Park, por seu traçado sinuoso, pelas extensas áreas gramadas e pelo plantio da vegetação em maciços paralelos ao sistema viário interno.

Mas o parque não ficou pronto para a comemoração do aniversário da cidade.

“Apesar de todos os esforços visando inaugurar o parque em 25 de janeiro de 1954, data do IV Centenário de São Paulo, isto somente viria acontecer em 21 de agosto de 1954 (Aniversário do Parque do Ibirapuera, data em que foi entregue à população). Na ocasião, 13 Estados e 19 países estiveram presentes na festividade montando 640 estandes. Um dos participantes, o Japão, chegou a construir uma réplica do Palácio Katura, com material importado e que é uma das atrações hoje do Parque, hoje chamado de Pavilhão Japonês.” (website SampaArt)

Os edifícios do Parque foram projetados por Oscar Niemeyer, e fazem o maior conjunto de edifícios do arquiteto no mesmo espaço urbano. Com uma área de quase 1,6 milhão de m², o parque tem quadras esportivas, trilhas e pistas para caminhadas e corridas, um viveiro municipal – o Manequinho Lopes, uma grande área gramada – a Praça da Paz – onde acontecem eventos como os shows de domingo, e o conjunto de prédios de Niemeyer.

O Prédio do Detran, fazendo frente para a Avenida 23 de Maio, liga-se ao Parque por uma passarela de pedestres, e lá será instalado em breve o Museu de Arte Contemporânea – MAC, que hoje encontra-se na USP.  O prédio será reformado para abrigar o Museu, e um projeto de adaptação de Oscar Niemeyer acabou gerando muita polêmica, e não foi aprovado pelo CONPRESP, o Conselho de Preservação do Patrimônio do Município.  A idéia de Niemeyer era que os vidros da fachada dariam lugar a uma superfície branca, adornada por uma rampa externa vermelha e uma escultura, também em vermelho. Na parte de trás do edifício, Niemeyer projetou uma extensão em meia lua, como se engravidasse o prédio. Esta extensão circular de 30 metros quadrados com um enorme pé direito, de 20 metros de altura, seria usada para abrigar exposições temporárias, grandes instalações ou performances.

Prédio do Detran ao fundo e passarela que liga o prédio ao Parque do Ibirapuera

foto de thealex87 no Panoramio

prédio do Detran

foto de Marcio Fernandes – agência Estado

Projeto de Niemeyer para a reforma do edifício

O Conpresp recomendou a reconstituição e recomposição do fechamento externo de esquadrias do prédio, conforme a construção dos anos 50, a redução do volume dos blocos de circulação vertical e a adoção de soluções que dêem transparência ao trecho do bloco situado entre o nível do solo e a laje do primeiro pavimento. O Conselho também adotou diversas diretrizes para o projeto, como a permanência do fechamento dos caixilhos na posição atual, a inversão dos blocos de circulação da posição de elevadores e escadas para obter-se um maior afastamento das empenas cegas.

O Pavilhão Ciccillo Matarazzo foi construído em 1957, abriga o prédio da Bienal de São Paulo, local onde acontecem vários eventos, além da Bienal de Arte de São Paulo. O Pavilhão da Bienal é um espaço que sedia alguns dos acontecimentos mais importantes de São Paulo.

O primeiro grande evento que abre o calendário anual da capital paulista acontece lá. É o São Paulo Fashion Week, que reúne os nomes mais quentes da atual moda brasileira e traz para a cidade uma verdadeira constelação de modelos e está incluído no calendário oficial e mundial de moda. Também no espaço alternam-se, ano pós ano, outros dois eventos de peso: nos anos pares, a Bienal de Artes, e nos ímpares, a de Arquitetura. O prédio tem um pé direito de mais de 7 metros de altura, e foi construído em concreto, ferro e vidro.

Prédio da Bienal visto da arena

esta foto e as duas seguintes são de Pedro Kok e estão na sua página no Flickr

parte do prédio fica sobre pilotis e uma de suas fachadas tem brises-soleil numa solução que segue o 5 pontos da arquitetura de Le Corbusier

a entrada principal do edifício e a marquise, que o liga aos outros edifícios do Parque

2º andar do prédio da Bienal

foto (essa e a seguinte) de Dominique Paini

No meio do edifício um grande vão que permite uma visão dos 3 andares

a rampa e os andares e suas formas escultóricas, tão caras a Niemeyer

foto de Stablito na wikipedia

a fantástica rampa de acesso aos andares – agência Estado

O pavilhão Lucas Nogueira Garcez, ou Oca, já abrigou o Museu da Aeronáutica, o Museu do Folclore , foi reformado há alguns anos e hoje é um espaço de exposições temporárias. O espaço de rampas sinuosas e pisos subterrâneos é usado para receber megaexposições. Por lá já foram vistas obras de Pablo Picasso e a antológica exposição Brasil 500, que comemorou no ano 2000 o quinto centenário do descobrimento do país. além da exposição 5.000 anos de civilização chinesa, que trouxe vários tesouros artísticos do país, inclusive os Guerreiros de Xi’an. É um dos edifícios mais emblemáticos do Parque.

A Oca cercada pelos caminhos em curva e pela marquise

a Oca – foto de Dornicke de 2008 na Wikipedia

Exposição de Frans Krajcberg na Oca

foto de Emerson R Zamprogno no Panoramio

uma vista do interior do edifício

A Marquise e sob ela o Museu de Arte Moderna de São Paulo, também são duas construções simbólicas, muito presentes no cotidiano da cidade. O Museu da Arte Moderna foi fundado em 1948 por Francisco Matarazzo. O MAM inscreve-se na história cultural da América Latina como um dos primeiros espaços de arte moderna do continente. Seu acervo tem cerca de 4 mil obras de arte contemporânea brasileira, entre elas pinturas, esculturas e gravuras.

Museu de Arte Moderna – 2008 – foto de Dornicke na Wikipedia

Foto de Juliana Reis no seu site

A marquise – muito usada pelo pessoal do skate – Foto de Caio Pimenta

O pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira, antiga seda da Companhia de Processamento de Dados do Município – Prodam, agora está vazio, mas deve em breve abrigar mais um museu da cidade.

o antigo prédio da Prodam

foto do site www.mustabr.com.br

O pavilhão Manoel da Nóbrega, que abrigou uma repartição da Prefeitura Municipal de São Paulo, hoje é o Museu Afro Brasil. Entre 1990 e 2000 o prédio foi uma extensão da Pinacoteca do Estado, sendo que o Museu Afro só foi inaugurado em 2004.

Museu Afro-Brasil – foto de 2008 de Dornicke na Wikipedia

O edifício mais recente, construído em 2005, é o Auditório, também projeto de Oscar Niemeyer e previsto no plano inicial. Como projeto novo do arquiteto, traz uma outra linguagem, e também se destaca na paisagem, com seu contraste do branco com o vermelho.

vista da lateral do edifício com a porta de acesso aberta

foto de Akihito Morita no Panoramio

vista noturna do edifício com sua porta de entrada aberta

foto de ligs no Flickr

O Pavilhão Japonês é um espaço destinado à difusão da cultura do oriente e sua comunidade residente no Brasil. Abriga obras de arte, carpas coloridas e um imenso jardim japonês.

O Jardim Japonês do Ibirapuera – foto de Stella Dauer

O Viveiro Manequinho Lopes consiste num local para lazer diferenciado. Anualmente seus arbustos e mudas são utilizados pela administração pública em jardins e arborização de ruas e avenidas. Entre as espécies encontradas no espaço estão Pau-brasil, Ipê e Tipuana, entre outrasespécies.

Papirus no Manequinho Lopes

foto de Emerson R. Zamprogno no Panoramio

Além disso, faz parte do conjunto, apesar de não estar no interior do Parque o Ginásio do Ibirapuera, local onde acontecem competições esportivas e muitos shows de rock.

De trás para frente os prédios da cidade, o Ginásio e o lago

foto de Emiliano Homrich no Panoramio

E além disso temos a imensa área verde, os lagos, as fontes, todo esse conjunto de lazer e cultura que o Parque do Ibirapuera se tornou nesses 56 anos de existência.

Panoramica do Parque

Foto de Alberto R. Ocroche no site Scrapercity

foto de André Bonacin no Panoramio

foto de Emerson R. Zamprogno no Panoramio

Foto de Fausto Ivan no SampaArt

As árvores

Foto de Fausto Ivan no SampaArt

Foto de Fausto Ivan no SampaArt

Foto de Fausto Ivan no SampaArt

Fonte Milão – foto de Chico Saragiotto no Panoramio

Um Ipê rosa – Foto de André Bonacin no Panoramio

A pista de corrida – foto de Joannis Mihail Mouda no Panoramio

Jogando bola – foto de Emerson R. Zamprogno no Panoramio

O obelisco ao fundo – Foto de Dornicke no Wikipedia

Foto de Caio Pimenta

Foto de Jefferson Pancieri no Panoramio

Foto de Rosa Maria F. S. Farias no Panoramio

Foto de Emiliano Homrich

A fonte do lago – foto de Joannis Mihail Mouda

outra vista da fonte

O parque e as luzes do Natal de 2009 em 2 fotos de Fábio Barros no Panoramio

São Luiz do Paraitinga – São Paulo – Brasil

Postado em Patrimônio, imagem de cidade, urbanismo com as tags em 21/01/2010 por Cecilia Lucchese

Vista geral da cidade – foto de Nilson Kabuki no Panoramio

(minha homenagem aos moradores dessa cidadezinha tão querida aos paulistas que em 1º de janeiro de 2010 foi inundada pelo Rio Paraitinga, por causa das pesadas chuvas que caíram no Estado na passagem do ano)

vista aérea de São Luis do Paraitinga – imagem Google Earth

vista de São Luiz do Paraitinga – foto antes da enchente de Erasmo Arrivabene no Panoramio

A história de São Luiz do Paraitinga começou a ser delineada em 1688 com a concessão das primeiras sesmarias nos sertões do rio Paraitinga. No século 17, quando os bandeirantes se dirigiam ao sertão atrás de indios, depois atrás de pedras preciosas e ouro, o vale do Rio Paraíba se constituiu como importante área de penetração para o interior. Por causa disso foram surgindo na região alguns núcleos de povoamento, como Taubaté, Jacareí ou Mogi das Cruzes, que serviam como pontos de abastecimento das bandeiras. As tropas de burro levavam o ouro para o litoral e traziam de volta ferramentas, alguns tipos de alimentos e mercadorias que não havia no interior. Com a entrada da cana de açúcar no vale do Paraíba, esses núcleos foram adquirindo maior importância.

A fundação do povoado de São Luiz do Paraitinga ocorreu no século 18. Em 2 de maio de 1769, foi criada a freguesia de São Luiz do Paraitinga na vila de Taubaté, juntamente com outros 30 povoados autorizados pelo governador Morgado de Mateus.Foi justamente a necessidade de tornar mais racional a ocupação das terras, para permitir o aumento da produção agrícola, que levou o governador da capitania a autorizar a fundação desses povoados. Além de Paraitinga, foram fundados nessa época São José dos Campos, Caraguatatuba, Paraíbuna, Campinas e Piracicaba, entre outros. Em 1769 foi nomeado o sesmeiro Manoel Antônio de Carvalho como fundador de Paraitinga.

São Luiz do Paraitinga deve seu nome ao padroeiro, São Luiz, e ao rio Paraitinga, onde ficava o entreposto utilizado pelos Bandeirantes. A localização geográfica facilitava o comércio e logo uma parte da produção agrícola começou a ser vendida nos núcleos próximos, fazendo com que a cidade se desenvolvesse e em 9 de janeiro de 1773 fosse elevada à vila, com a instalação de um pelourinho. Possuía então 52 casas e muitas outras em construção, e em 1774 um censo informava que ela já tinha 800 pessoas.

Vista aérea da praça e entorno, infelizmente coberta nessa imagem por algumas nuvens

Imagem Google Earth

Planta do centro histórico de São Luiz do Paraitinga – clique para ampliar

Desenho em publicação da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo

Desde sua fundação os moradores tinham devoção à Nossa Senhora das Mercês, e para abrigar a imagem da santa construiram uma capela no final do século 18, que foi inaugurada em 1814.

Capela Nossa Senhora das Mercês – destruída pelas águas

foto do blog Meu Observatório – para ver mais fotos dessa igreja clique aqui

A substituição da cana de açúcar pelo café no século 19, permitiu ao Vale do Paraíba enriquecer, e a partir daí surgiram as grandes fazendas com centenas de escravos.  São Luiz do Paraitinga não foi um local onde o café prosperou, de fato houve uma diversificação na produção de produtos agrícolas que eram consumidos em outros locais, e sua localização geográfica, entre o vale e o porto de São Sebastião, fizeram com a cidade fosse um local onde passavam as tropas de burros, usadas para levar o café para o porto, e isso acabou atraindo população para lá, levando a cidade a ter em 1870 cerca de 9.000 habitantes, entre escravos e cidadãos livres. Nessa época ela já tinha sido elevada a cidade, o que ocorreu em 30 de abril de 1857.

Seu centro urbano, formado durante essa fase, constitui o patrimônio cultural da cidade. Encravada no meio da Serra da Mar, entre as cidade de Taubaté e Ubatuba, a cidade de São Luiz do Paraitinga abriga o maior conjunto arquitetônico tombado do estado de São Paulo. Esse inestimável patrimônico histórico/cultural é a herança desse período de riqueza vivido no século XIX, quando a cidade ficou conhecida como “celeiro do Vale do Paraíba” por ter se dedicado à agricultura de feijão, milho e mandioca, enquanto o resto do estado priorizava a cultura do café.

Vista do casario do centro histórico com destaque para a Igreja Matriz, também destruída pelas águas

Foto de Erasmo Arrivabene no Panoramio

Construções do período colonial, predominante no século XIX, resistem ao lado de edificações com estilos do eclético do início do século XX. A preocupação das autoridades do século 19 com obras públicas ainda é visível em alguns trechos de ruas calçadas com pedras, nos muros de taipa que margeiam a antiga “trilha dos Tamoios”, que era o principal caminho das tropas, e hoje é a Rua Floresta. Também o chafariz da Praça do Rosário é exemplo dessas obras.

Chafariz da Praça do Rosário – foto de Erasmo Arrivabene no Panoramio

A cidade do século 18 foi construída em taipa, técnica de construção tipicamente paulista no Brasil, uma vez que não havia pedra em abundância para as construções, e o barro, misturado com estrume e sangue de animais para dar a liga, era socado entre pranchas de madeira – a taipa de pilão, ou mesmo a chamada taipa de mão – ou pau-a-pique, como é conhecido, uma trançado de madeira e cipós, preenchido com barro. em sopapo. Essas paredes de taipa eram assentadas sobre alicerces também de terra, e cobertas com telhados de telhas de barros, de 2 ou 4 águas, mas sempre com grandes beirais, para proteger as paredes das águas da chuva, porque a água é a maior inimiga da taipa, como vimos em São Luiz do Paraitinga.

A ilustração mostra como era montado o taipal, no interior das pranchas de madeira o barro era socado

Desenho do Dicionário de Arquitetura Brasileira de Corona & Lemos

Os casarões de taipa, com sacadas, janelas tipo “guilhotina” e portas com bandeiras de ferro trabalhado representam o modo de vida dos moradores mais ricos de São Luiz do século 19, que reproduziam os modelos do Rio de Janeiro, da corte, adaptando-os as possibilidades do local. Localizados principalmente no entorno da Praça Oswaldo Cruz e ruas adjacentes, os casarões contrastam com as casas térreas da Rua do Carvalho e da Praça do Rosário, onde viviam as famílias menos abastadas e eram feitas de pau-a-pique.

Casarões da Praça da Matriz – foto de Ismar Francisco Ribeiro no Panoramio

veja os detalhes ecléticos das bandeiras das portas e dos guarda-corpos das sacadas

foto de Murilo S Romeiro no Panoramio

Casas das famílias menos abastadas – Praça do Rosário

foto de Agnaldo Bastos no Panoramio

A mais antiga construção da cidade – A Centro Cultural Oswaldo Cruz, foi construída em 1834, e era uma antiga casa de fazenda, onde nasceu Oswaldo Cruz. Foi tombada pelo SPHAN, órgão de patrimônio histórico federal, e transformada em museu. A igreja matriz, dedicada a São Luiz de Tolosa, e que desabou com a enchente, foi construída no século 19 e é um elemento que demonstra a importância da religião na vida da cidade, onde o povo ainda se reúne para celebrar a festa de Reis e a festa do Divino (Pentecostes), que viraram atração turística da cidade. Estes festejos já eram realizados no tempo da Colônia de do Império.

Antiga casa de Oswaldo Cruz, hoje Centro Cultural

foto de Murilo S. Romeiro no Panoramio

Igreja Matriz São Luis de Tolosa – destruída pelas águas

foto de Eric Mancinelli no Panoramio

detalhe do frontão da Igreja Matriz, enfeitada para a festa do Divino

foto de Erasmo Arrivabene

O Mercado Municipal foi construído em 1902, e mostra em linhas gerais o feitio das construções públicas do início do século 20.

Música no mercado municipal de Paraitinga – Fabiana Cozza se apresenta em foto do Estadão on line

A transferência gradual dos cafezais para a região oeste do Estado de São Paulo, no século 19, a abolição da escravatura e o esgotamento das terras do Vale do Paraíba, mudaram totalmente a vida de São Luiz do Paraitinga, que parou no tempo. Restou o orgulho da população, dessa história e de seu patrimônio cultural e arquitetônico, grande parte dele arrasado pelas águas de janeiro, mas que com a determinação de seus moradores e com a ajuda de todos os paulistas e brasileiros, haverá de ser reconstruído. Salve São Luis do Paraitinga!!!!

Uma rua da cidade enfeitada para o Carnaval

foto de Marcelo Parise Petaz no Panoramio

Foto do Casario da Praça da Matriz também enfeitada para o Carnaval

foto de Nilson Kabuki no Panoramio

casa colorida de São Luis do Paraitinga

foto de Clair Souza no Panoramio

A Festa do Divino e o Pau de Sebo

foto de Erasmo Arrivabene no Panoramio

Outra vista da cidade

foto de Erasmo Arrivabene no Panoramio

O Rio Paraitinga, no trecho em que margeia o centro histórico

foto de Marcelo Parise Petaz no Panoramio

Rua Barão – foto de Ronaldo Dalton Fernandes no Panoramio

Lojinhas com o artesanato local – foto de CzHenrique no Panoramio

Veja o beiral da casa, protegendo a taipa – foto de Chico Costa no Panoramio

Festa do Divino – foto de Erasmo Arrivabene no Panoramio

Festa do Divino – Erasmo Arrivabene no Panoramio

Bonecos Gigantes do Carnaval de São Luis de Paraitinga

foto de Alexandre Medeiros no Panoramio

Foto de Alexandre Medeiros no Panoramio

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) divulgou parecer técnico sobre edificações em São Luiz do Paraitinga, atingidas por enchentes no dia 1ª de janeiro. Segundo a análise, cerca de 300 edificações foram afetadas pela enchente.  Das 80 construções já avaliadas que pertenciam ao patrimônio histórico, cerca de metade precisará passar por obras de restauração, incluindo 28 casas que ficavam na área de entorno do coreto da cidade. A igreja Matriz e a Capela das Mercês, ambas do século19,  foram destruídas.

Além disso, o prédio da Prefeitura terá que ser restaurado em cerca de 50% da edificação. A construção que abrigava a biblioteca da cidade também ruiu completamente.

De acordo com a avaliação dos técnicos, o nível do rio Paraitinga chegou a subir 10 metros com os 160 milímetros de chuvas que caíram no intervalo de 24 horas. Com a inundação do Fórum e do cartório da cidade, os registros históricos de São Luiz do Paraitinga correm o risco de serem perdidos. No momento, a prioridade é com a segurança estrutural das construções remanescentes e das encostas e taludes nas áreas urbana e rural.

Você tem fotos de São Luis do Paraitinga e quer colaborar com a reconstrução da cidade? Uma idéia é postar suas fotos no Google Earth, assim restauradores e órgãos do patrimônio poderão usá-las na reconstrução dos imóveis que foram destruídos pelas águas. Coloque lá, suas fotos ficarão fazendo parte do site Panoramio, onde fui buscar essa belas fotos dessa matéria. ;-)

(se você quer ver como era a cidade e como a enchente a deixou clique aqui)

Evento da semana – Curso de especialização na UFMG

Postado em Eventos com as tags , em 20/01/2010 por Cecilia Lucchese

Mobiliário Urbano – Telefones públicos

Postado em mobiliário urbano com as tags , , em 19/01/2010 por Cecilia Lucchese

Estão caindo em desuso, com a disseminação dos telefones celulares, mas ainda existem – e precisam continuar existindo – em todas as cidades do planeta. Aqui alguns exemplos de designs simpáticos.

Cape Town – África do Sul

foto do site www.capetowndailyphoto.com

Ilha de Creta – Grécia

foto do site www.west-crete.com

a tradicional cabine telefônica de Londres – Inglaterra

foto de website Eric’s cross-country drive

e aqui uma versão moderna da mesma cabine – Londres – Inglaterra

foto do site pgoh13.free.fr

Copenhagen, Dinamarca

foto do site www.navicache.com

Estocolmo – Suécia

foto do wikimedia por Tiseb

Esse fica no Japão e é propaganda de uma marca de cerveja

foto do website whereverdesign.wordpress.com

Telefone público em Madri – Espanha

foto do website madriduno.wordpress.com

Parece os nossos orelhões, não é?! Mas este está em Pequim, na China. Se alguém souber algo sobre a semelhança dos projetos, explique aqui para a gente

foto no website geography.about.com

Agora, aí abaixo, alguns que podem ser encontrados no Japão

todas as fotos são de website Spluch – clique aqui para ver as outras cabines telefonicas do Japão

esse fica na Bélgica

foto do website www.edupics.com

Esses são os nossos! – São Paulo – Brasil

foto wikimedia de Morio

Esse é da ICT – fica em Lebanon – Iowa – Estados Unidos

foto do website www.payphone-project.com

este eu não sei onde está

foto de Simon Tagish

Indiana – Estados Unidos

Telefone público num parque florestal na Austrália

esse fica na Suécia

foto de Hubert Meisinger e Ulf Görman

E agora algumas invenções brasileiras… o orelhão para todos os gostos – bonitinhos mas ordinários – na verdade todos eles com péssima acústica

Dourados – Mato Grosso do Sul – Brasil

Birigui – São Paulo – Brasil

Minas Gerais – Brasil

Mato Grosso – Brasil

Desenhando São Paulo

Postado em imagem de cidade com as tags , , em 17/01/2010 por Cecilia Lucchese

Avenida Paulista

Marcelo Senna é um desenhista autodidata, nascido em São Paulo, no Brás em 1974. Ele é conhecido por seus desenhos de São Paulo, principalmente de locais famosos como o centro da cidade e a Avenida Paulista, pela sua riqueza de detalhes e pela reconstrução em papel e crayon dessa São Paulo tão comentada.

Viaduto Santa Efigênia

Veja o video do artista falando de seu trabalho.

Marcelo_Senna

Marcelo_Senna

Este vídeo requer o Adobe Flash.

IPHAN – PROGRAMA DE ESPECIALIZAÇÃO EM PATRIMÔNIO

Postado em Eventos com as tags , em 05/01/2010 por Cecilia Lucchese

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional está lançando o 5º Edital de Seleção do Programa de Especialização em Patrimônio (PEP), para selecionar candidatos à turma 2010. Este Programa de bolsas destina-se aos profissionais recém-graduados em diversas áreas do conhecimento, para sua especialização no campo da preservação do patrimônio cultural durante um ano, renovável por igual período. Os candidatos selecionados serão especializados por meio de sua integração nas unidades do Iphan, distribuídos conforme tabela do 5º Edital do PEP, disponível no Portal do Iphan: www.iphan.gov.br. As inscrições estão abertas até o dia 4 de março de 2010 e as atividades do Programa terão início em 2 de agosto de 2010.

Balanço de final de ano

Postado em about The Urban Earth com as tags , , em 30/12/2009 por Cecilia Lucchese

Mais um ano que chega ao fim! Este ano The Urban Earth consolidou-se como um site bastante procurado por estudantes de arquitetura e urbanismo, profissionais de várias áreas do design e do urbanismo, graffiteiros, amantes e curiosos sobre cidades em geral. Muitos comentários, muitos posts bombando, muito contentamento dessa Cecilia aqui que tenta publicar um bom número de posts todo mês.

Mas este ano meus compromissos profissionais me afastaram um pouco do blog, tive pouco tempo para pesquisa e acabei trazendo para cá o que caiu na minha rede de internauta esse ano. Portanto agradeço a todos os amigos e colaboradores informais que me propiciaram publicar tantas coisas interessantes.

Vamos ver como rola 2010!!! Se depender de minha vontade com muito mais posts por mês e com muita coisa interessante. Aproveito e agradeço a todos os leitores as visitas e os comentários, as estrelas dos posts e por estarem aqui comigo quase todos os dias. E desejo um 2010 cheio de boas conquistas para todos, com muitos objetivos na mira e muita vontade de alcançá-los… e que todos consigam.

E fiquem com os 20 posts mais lidos nestes quase 2 anos de blog, aproveitem para relê-los ou lê-los quem ainda não leu. Para acessá-los é só clicar no nome do Post. Abraços a todos! ;-)

1º – Le Corbusier – Le Grand – (4º colocado em 2008)

2º – 15 Cidades “Verdes” (3º colocado em 2008)

3º – O Jardim de Monet de Giverny

4º – Prêmio Pritzer 2008 – Jean Nouvel (2º colocado em 2008)

5º – Parabéns São Paulo 455 anos

6º – Casas Verdes ainda não construídas  – 1ª Parte

7º – A sopa de plástico do Oceano Pacífico ( 8º colocado em 2008)

8º – Arquitetura Contemporânea – Aeroporto de Pequim – China (1º colocado em 2008)

9º – O trem bala japonês (5º colocado em 2008)

10º – Graffiti em São Paulo – Os Gemeos

11º – Cidades Vistas do Céu por Yann Arthus Bertrand

12º – O “retrofit” de containers usados

13º – Paisagismo – Central Park em Nova York

14º – Paisagismo – Versalles (6º colocado em 2008)

15º – Casas Verdes ainda não construídas – 2ª Parte

16º – Conjuntos Habitacionais são parte do Patrimônio Mundial 2

17º – 10 Cidades Abandonadas

18º – Construíndo Nova York nos anos 30

19º – O edifício Martinelli – São Paulo

20º – Design – reciclando objetos do cotidiano

Arquitetura Contemporânea – O conjunto habitacional Abode, em Harlow, Inglaterra

Postado em arquitetura com as tags , , , , em 12/12/2009 por Cecilia Lucchese

Harlow é uma cidade nova inglesa, projetada nos anos 50 dentro dos canônes modernistas ingleses, uma mistura da cidade jardim com a cidade funcional.Um novo bairro foi criado em Harlow – New Hall, um assentamento planejado para receber 6.000 pessoas, com diversos usos: moradias, escritórios, lojas, escolas, equipamentos comunitários e de lazer. O partido para o projeto urbano considerou que deveria ser criado uma pequena reprodução de uma cidade, usando muitos aspectos do plano diretor original de Harlow. O centro do projeto foi a crença que um bom projeto é vital para se chegar a um bom ambiente urbano, no que isso significa de cidadania e civilidade.

uma vista de New Hall, com suas soluções variadas

Foto de chris p bacon no panoramio

Com 110 hectares, o plano de massas destinou 40% do terreno para habitação e usos de recreação, e isso levou a necessidade de que o empreendimento trabalhasse com densidades superiores a média usada na Inglaterra. Então o projeto das edificações teve que ser muito cuidadoso, para que se garantisse a qualidade do ambiente. O terreno foi dividido em parcelas que tinham capacidade para abrigar 100 moradias construídas em lotes individuais, e diferentes arquitetos foram contratados para projetar cada parcela.

trecho do empreendimento ainda em construção em Maio de 2009

foto de chris p. bacon no panoramio

Foi numa dessas parcelas que os arquitetos do escritório inglês Proctor e Mattheus, propôs em 2003 um conjunto de edifícios de 3 andares, um projeto como veremos, muito preocupado com o ambiente urbano, com o entorno de casas isoladas de New Hall. Mesclando excepcional projeto de edificação e de urbanismo com uma abordagem de sustentabilidade ambiental, foi descrito por John Prescott (ex-primeiro ministro trabalhista do País de Gales) como “um modelo de comunidade que precisamos construir”, e combina bom senso com um volume enxuto de edifício residencial.

O conjunto Abode

outra vista da fachada do conjunto Abode

foto de Tim Crocker

vejam a preocupação com o ambiente urbano, neste projeto da calçada

As novas moradias, com uma fachada extremamente modulada, com varandas, telas e balcões, reconstrói a idéia da moradia coletiva num país, onde a variedade, a surpresa, o pinturesco são levados muito a sério. São 82 moradias, desde moradias de 1 quarto de 57m², até casas de 5 quartos com 101m². Elas foram comercializadas por valores que foram de 180 mil a 430 mil libras esterlinas em 2003. (292 mil a 698 mil dólares)

inserção do conjunto Abode nas quadras

um apartamento de 2 dormitórios – planta baixa

um apartamento de três dormitórios – plantas baixas

mais 2 tipos de apartamentos – à direita o de 1 dormitório – esse conjunto você pode ver na foto abaixo

veja o detalhe da caixa de escada com janelas irregulares

Elas são uma 2ª fase de um empreendimento que pretende construir 2.800 moradias. O desenho urbano procurou fazer com que as moradias ficassem bem próximas umas das outras, tentando representar a alta densidade de um centro urbano de uma vila. As casas rodeiam espaços comunitários abertos. O sentimento de se estar numa zona residencial é criado pelas ruas e calçadas, que unem todas esses espaços num mesmo nível.

Projetado para ser repleto de soluções variadas, os edifícios usam formas, detalhes, materiais e cores bem diferentes. A forma é contudo simples, com ênfase na qualidade, na luz e no espaço.

duas vistas do fundo do conjunto – veja o contraste de materiais, cores, volumes

outra vista da área dos fundos

detalhe dos telhados

O conjunto é realmente um exemplo de um ótimo projeto. Esse projeto foi premiado pelo RIBA – Royal Institute of British Architects. Para ler o catálogo do projeto escrito pelos arquitetos, baixe o arquivo em pdf clicando aqui