Eventos da semana

Postado em Eventos com as tags , em 31/07/2011 por Cecilia Lucchese

 

Evento da Semana

Postado em Eventos com as tags , em 26/06/2011 por Cecilia Lucchese

 

Coleta de lixo automatizada

Postado em cidades sustentáveis, lixo urbano com as tags , em 14/05/2011 por Cecilia Lucchese

E vejam, que o que sobra, que não pode ser reciclado, é queimado, solução que vem ainda gerando muita polêmica.

Entre Rios

Postado em cidade, meio ambiente, urbanismo com as tags , , em 07/05/2011 por Cecilia Lucchese

Um video de Caio Ferraz, Entre Rios conta um pouco da história do crescimento da cidade de São Paulo, e o que aconteceu com as várzeas dos seus rios a partir do final do século 19. O documentário foi o trabalho de conclusão de curso, em 2009, de Caio, que se formou em Audiovisual no Senac – SP. Vale a pena assistí-lo.

entre rios

entre rios

Este vídeo requer o Adobe Flash para reprodução.

Bjarke Ingels dá uma entrevista para Guto Requena

Postado em arquitetura com as tags , , em 19/04/2011 por Cecilia Lucchese

Já apresentei um projeto do escritório dinamarquês BIG (Bjarke Ingels Group) aqui. Vejam essa entrevista do arquiteto que lidera o escritório. (legendas em português)

BIG entrevista

BIG entrevista

Este vídeo requer o Adobe Flash para reprodução.

Arquitetura Contemporânea em San Francisco, California, EUA

Postado em arquitetura com as tags , , em 03/04/2011 por Cecilia Lucchese

Yerba Buena Loft – Foto de Tim Griffith

Projetado pelo escritório Natoma Architects, sob a direção do arquiteto Stanley Saitowitz, o Yerba Buena Lofts é um projeto de 2002  localizado numa área em processo de revitalização, a poucas quadras do Museu de Arte Moderna de San Francisco.

O projeto já recebeu vários prêmios, o Prêmio por Excelência de Projeto, do Instituto Americano de Arquitetos, em 2003.  O terreno faz frente para as ruas Polsom e Shipley, no meio da quadra entre as Ruas 4 e 5. O edifício possui 200 apartamentos tipo loft, área de estacionamento e área comercial no térreo.

vista das sacadas e das bay-windows

Com uma casca de concreto, e bay-windows alternadas com sacadas, o edifício recria em sua fachada uma tipologia familiar de São Francisco, combinando de forma inusitada as características das áreas comerciais da São Francisco Sul com o uso residencial.

As janelas e as sacadas cortam a fachada por dois pavimentos, mostrando o arranjo da planta com mezanino, chamado também de loft. A longa fachada para a Rua Folson é dividida em três zonas por duas reentrâncias, sendo que a colocada a leste dá acesso ao hall de entrada. 4 andares de estacionamento são flanqueadas em ambas as ruas por 2 andares (duplos) de lofts criam a idéia de que o edifício possui 4 andares, tornando-o semelhante aos edifícios antigos galpões industriais existentes nessa área de São Francisco.

Já mais acima, na Folson, pelo caimento do terreno, existem 6 andares de lofts de dois pavimentos e neste trecho, na fachada da Shipley, a fachada cria uma espécie de muro com um andar de lofts ao fundo.

Vista para a Rua Shipley – observe o “quintal” dos lofts

Todas as unidades tem pé-direito duplo e um espaço externo privativo, o que garante uma solução espacial interessante. Cozinhas, banheiros escadas e áreas para depósito compactos aumentam o espaço livre desses lofts, convidando os moradores a personalizar suas moradias. Numa área urbana tão densa, o pequeno espaço da residência acaba sendo ampliado por seu volume generoso. O Yerba Buena Building segue a tradição dos edifícios industriais que eram transformados em lofts nos Estados Unidos.

vista do bairro com o conjunto ao fundo

outra vista do conjunto – veja as reentrâncias, que na verdade são os andares de garagem

a maquete do edifício

uma vista da fachada

Foto de George Canciani

vista da fachada – entrada do conjunto

observe o espaço comercial no térreo

vista da sala a partir da cozinha

Foto de George Canciani

detalhe da escada de acesso ao mezanino

Foto de George Canciani

detalhe da janela – vista interna

Foto de George Canciani

vista do “quintal”

 

 

457 anos…. 25 de Janeiro – parabéns São Paulo

Postado em imagem de cidade com as tags , , , , , , , em 23/01/2011 por Cecilia Lucchese

“Há um século a Imperial Cidade de São Paulo guardava ainda sua feição colonial. Todas as principais funções se concentravam num triângulo cujos vértices eram balizados pelos conventos de São Francisco, São Bento e Carmo.

A genêse do quadro viário dentro desse triângulo ainda está por ser estabelecida com segurança. A existência de muros defensivos, no primeiro século, poderia ter condicionado o traçado de algumas ruas, inexplicavelmente irregular. Essa pequena colina triangular é quase plana, com altitudes variando de 750 a 760 metros, mas cercada por um forte desnível, de cerca de 30 metros em relação aos cursos dágua que a delimitam. É uma acrópole que abrigou a cidade em seus três primeiros séculos de existência.

Dentro dessa colina três ruas formavam o triângulo, a saber: a Rua Direita de Santo Antônio (hoje Direita), a Rua do Rosário (depois da Imperatriz e, desde o início da República, 15 de Novembro) e a Rua Direita de São Bento (hoje São Bento). As duas ruas “direitas” (a de São Bento e a de Santo Antônio) eram planas, retas e cruzavam-se em ângulo reto, fato único na cidade, razão por que esse ponto era conhecido como “quatro cantos”.

Apesar de “melhoramentos” em algumas das vias, as ruas estreitas e irregulares, as ladeiras ingrímes e mal articuladas com acanhados “largos”, constituem, talvez, a única herança colonial, porque edifícios de séculos anteriores só sobraram alguns e severamente reformados. Até a Segunda Grande Guerra, os escritórios, consultórios, bancos, hotéis, restaurantes, cinema, comércio praticamente não saíram dessa área. essa colina era centro de convergência de caminhos de tropeiros ao longo dos quais surgiam pequenos sítios e chácaras….” (Benedito Lima de Toledo, em São Paulo: três cidades em um século. )

Esse ano para comemorar seu aniversário publico cartões postais antigos da cidade, que mostram cenas desse pequeno triângulo, no final do século 19 e começo do 20.

 

Largo do Palácio – início do século 20 provavelmente – hoje é ao lado do atual Páteo do Colégio

a antiga Sé…..à direita… e ao fundo a Igreja de São Pedro – essas igrejas foram demolidas e toda a praça remodelada

Vê-se os fundos da Igreja do Rosário que foi demolida em 1904. Isso aconteceu na administração de Antônio Prado, quando o largo foi ampliado e deu lugar à Praça Antônio Prado – onde hoje você encontra a Bolsa de Mercadorias & Futuros e um coreto

Largo São Bento e a Rua São Bento ao fundo

O antigo viaduto do Chá, inaugurado em 1892…. o novo e atual  só surgiu em 1938

Foto de 1890 – localizava-se na baixada do Açú, nas proximidades da Rua São João. Com a abertura da Avenida São João foi desmontado e transportado para baixo do viaduto Santa Efigênia, até que com as obras do Vale do Anhangabaú na década de 30, acabou por ser demolido

leia mais aqui

A rua 15 de Novembro (antes Rua do Rosário) era o lugar dos escritórios, consultórios, comércio, antes de transformar numa rua de bancos. Ligava a Igreja do Rosário ao Largo da Sé

Essa rua teve várias denominações ao longo do tempo. “À época colonial era o caminho de Nossa Senhora da Luz, ou Caminho do Guaré. Em 1786, a Câmara regularizou-o, transformando-o em rua que passou a ser designada por Rua Miguel Carlos, do Povo, da Figueira, de São Bento, da Constituição e Florêncio de Abreu.” (Benedito Lima de Toledo – São Paulo: 3 cidades em um século)

É a rua que sai “atrás” do Largo de São Bento

Rua General Carneiro, antiga João Alfredo. Esta rua também já recebeu diversas denominações: Ladeira do Colégio, Rua Municipal, Ladeira João Alfredo e Ladeira do Mercado. Agora é conhecida apenas com Ladeira General Carneiro.

essa deve ser a subida para o antigo largo do Rosário, hoje Praça Antônio Prado

 

São Paulo: três cidades em um século – Benedito Lima de Toledo – leia em google books clicando aqui

 

Fim de semana: como se vestir, pensar e agir como um arquiteto!

Postado em bizarro, Fim de semana em 09/01/2011 por Cecilia Lucchese

foto do website bdonline.co.uk

Vestir-se de preto? Ou então um blaser descolado com uma gravata estranha?? Óculos sempre. Uma careca pode pegar bem. Carregue um caderninho (de capa preta) para os desenhos e rascunhos….. e sempre muitas lapiseiras e canetas de ponta macia.

10 coisas que você nunca vai ouvir um arquiteto dizer…. ;-) ” eu sou rico (a)”…. “projetar uma casa é muito fácil”… “meus clientes são ótimos” …

falando sério… o que o trabalho de um arquiteto realmente é!

Azulejos portugueses nos edifícios do Norte e Nordeste do Brasil

Postado em arquitetura com as tags , , , , , , em 03/01/2011 por Cecilia Lucchese

Algumas paixões em revestimento que tenho são os azulejos, os mosaicos e os ladrilhos hidráulicos. Por que não uma matéria sobre azulejos no Brasil? Ei-la, mas é somente algumas considerações! Impossível falar da arte da azulejaria em tão poucas palavras…. mas vamos aos poucos… quem sabe um dia teremos nesse blog muitas informações e fotos sobre esse assunto. Abraços a todos e um feliz 2011, Cecilia (e para quem não viu e quer ver, aqui algumas imagens da exposição sobre azulejos portugueses que teve em São Paulo, em 2008)

Azulejo da fonte da Praça El-Hedine, em Mekhnes, Marrocos

Foto de Fabos – wikipedia

O azulejo tem origem árabe, e foi utilizado por longos séculos somente como uma peça decorativa. Com motivos estilizados e florais, a arquitetura mourisca utilizou em larga escala o mosaico de cerâmica ou mosaico de azulejos. No século 16 o azulejo chegou na península ibérica, e a primeira indústria européia de azulejos surgiu nesse período em Sevilha, Espanha.

A partir do sul da Espanha chegaram em Portugal, onde a técnica se difundiu, e onde surgiram várias fábricas de azulejo.

O uso em Portugal da cerâmica esmaltada na forma de azulejos, inicialmente decorando palácios, igrejas, monastérios, etc, e posteriormente, em residências e comércio, — internamente e depois nas fachadas —, foi decorrente da influência da cultura oriental que os empregava desde há muito. Levados pelos Mouros chegaram primeiro à Península Ibérica em meados do século 12 e posteriormente tiveram o uso disseminado em toda a Europa. Portugal recebia produtos cerâmicos esmaltados feitos na Espanha, Itália e Holanda. Posteriormente, no final do século 16, já confeccionava azulejos em suas próprias olarias.

Até o século 17 os azulejos produzidos em Portugal tinham influência árabe, e é a partir desse século, com a criação da Real Junta de Comércio, que os azulejos portugueses começam a se diferenciar dos padrões árabes.

São criados então outros padrões de azulejos, como os “tapetes”, junção de azulejos de padrão e cercaduras ou barras que fecham o motivo retangular,. As cores utilizadas são o branco, o amarelo, o azul e o verde. O azulejo de padrão, é constituído de no mínimo 4 azulejos, que vão se repetindo, formando uma composição normalmente de folhas estilizadas, de forma simétrica. Também surgiam desenhos isolados, através de técnica conhecida como majólica (a cerâmica é esmaltada primeiro, depois sobre o esmalte, numa nova queima, é adicionado o motivo), que vão apresentar painéis figurativos, muito comuns em igrejas e mosteiros brasileiros. No século 19 os azulejos portugueses começam a representar motivos pastoris, tardo-românicos, e são quase sempre composições em azul e branco.

Azulejo padrão – 1565

proveniente da Quinta da Bacalhoa – foto Museu Nacional do Azulejo

Fuga para o Egito – 1730

técnica majolica – figurativo – foto Museu Nacional do Azulejo

Foi somente no século 19 que o uso do azulejo como revestimento de fachadas começou a se espalhar em Portugal, mas um pouco antes disso eles eram usados no interior das casas e das igrejas. Mas antes disso, o uso de azulejos nas fachadas das residências, já era comum em cidades no Norte do Brasil, como São Luiz (Maranhão) e Belém (Pará), o que mostra que este uso iniciou-se primeiro entre nós, como forma de enriquecer as fachadas dos ricos comerciantes, ao mesmo tempo que protegia as paredes das fortes chuvas e da umidade, além de isolar o interior do calor do sol, que aquecia as paredes.

Dizem alguns historiadores que portugueses que regressavam à Portugal depois de morarem no Brasil, levaram para lá este costume, e foi então que o uso do azulejo nas fachadas se espalhou por Portugal, favorecendo os fabricantes portugueses, que começaram a produzir um número maior de azulejos, para exportação e consumo interno.

Lisboa, Porto e Coimbra foram as cidades portuguesas responsáveis pela maior parte da produção de cerâmica no século 18. Sacavém, Viúva Lamego, Lusitânia, Fábrica da Roseira, Massarelos, Devesas, Miragaia, Carvalhinho e Caldas foram algumas das fábricas que prosperam com a produção de azulejos de revestimento de fachadas. (citado aqui)

No Brasil o uso do azulejo português é uma constante em cidades coloniais do litoral, em igrejas, mosteiros e fachadas de construções residenciais e comerciais.

Na Bahia, a Igreja de São Francisco em Salvador, é um dos locais onde se pode apreciar o azulejo português, na técnica majólica.

Painel de azulejos do Convento de São Francisco – Salvador – Bahia

foto de Renato Wandeck

detalhes do painel de azulejos do Convento de São Francisco – Salvador – Bahia

fotos de Renato Wandeck

Azulejos com essa técnica, em igrejas e conventos, também podem ser encontrados na cidade do Rio de Janeiro, na Paraíba, no Recife e em Olinda em Pernambuco. Existem muitos painéis, em grande formato, no Estado de Pernambuco em inúmeras Igrejas no Recife e Olinda, e na cidade de Igarassu.  Na cidade do Rio de Janeiro, o maior exemplo deste tipo de trabalho, acha-se na Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Veja alguns exemplos no Pernambuco.

Convento de São Francisco – Olinda – 2009 – Foto de Cecilia Lucchese

Aqui um exemplo de azulejo de padrão

Igreja de São Francisco – Olinda – 2009 – Foto de Cecilia Lucchese

Esse também um azulejo de padrão

Convento de São Francisco – Olinda – 2009 – foto de Cecilia Lucchese

Mas o uso de azulejos nas fachadas das residenciais e casas comerciais, ainda que possam ser encontrados em outros lugares, são característicos do Pará e do Maranhão, e numa época em que os atuais estados eram uma única província, o Grão-Pará e Maranhão, não é de estranhar que encontremos azulejos idênticos em locais tão distantes. Podemos ver nessas fotos um exemplo de azulejo de padrão, que aparece em Santarém (PA) e em São Luiz (MA).

Em Belém e Santarém o uso do azulejo tornou-se possível pelo dinheiro da borracha, no século 19, e a maioria dos azulejos são portugueses, de produção industrial tipo tapete ou de padrão, e revestem as edificações de inspiração neoclássica.

Esta casa comercial fica na área do porto de Belém

2008 – foto de Cecilia Lucchese

Essa é uma casa comercial em Santarém – 2009 – foto de Cecília Lucchese

casa residencial em Santarém – 2009 – foto de Cecilia Lucchese

Detalhe do azulejo de padrão

Santarém – 2009 – foto de Cecilia Lucchese – vejam agora a foto abaixo

melhor conservado, esse azulejo no interior de uma igreja em São Luiz do Maranhão, é do mesmo tipo do de Santarém

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

No Maranhão foi o dinheiro da cultura do algodão que permitiu a importação do azulejo e seu uso em larga escala, que teve início por volta de 1840. Várias são as técnicas utilizadas, como a estampilha, a decalcomania, padrões em relevo e majólica.

Parte do patrimônio azulejar de São Luís encontra-se em acentuado estado de degradação, apesar de ter sido incluído, em 1997, pela UNESCO, na “Lista de Patrimônio Mundial”, e ser considerado referência nacional na azulejaria, principalmente na de fachada. (o mesmo estado de degradação pode ser observado em Belém e Santarém)

Observamos que há poucos painéis em São Luís dos tipos que notabilizaram a azulejaria de Portugal. Estes têm a predominância da cor azul em fundo branco, e abordam temas religiosos, históricos, patrióticos, mitológicos e paisagens. São usados, principalmente, na decoração de Igrejas — claustros, sacristias, altares, naves, paredes laterais — e em edifícios públicos e residências particulares.

Em São Luís existem vários imóveis do período colonial e imperial, com azulejos de fachada oriundos principalmente de Portugal. No entanto, há exemplares de muitos outros países como Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha, Espanha e Holanda. Mas a maioria dos azulejos de fachada não têm a indicação do país de origem.

Casas comerciais no centro histórico de São Luiz, com azulejos nas fachadas – Rua Portugal

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

outra vista dos casarões de São Luiz na Rua Portugal

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

azulejos revestindo parede interna de uma pousada na Rua Afonso Pena

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

detalhe do azulejo no interior da construção – técnica de relevo

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

fachada sobrado em São Luiz – interessante exemplar residencial com sótão

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

detalhe da fachada – azulejo de padrão – motivo em decalque

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

outro azulejo de padrão de fachada – motivo em decalque

2010 – foto de Antônio Carlos Costa

E para terminar vejam o detalhe desse beiral, captado pela lente de Antônio Carlos Costa:

São Luiz – 2010 – foto de AC Costa

Para saber mais:

Sobre azulejos: Wikipédia – clique aqui

Sobre azulejos em Portugal:

O Azulejo em Portugal

A Arte do Azulejo em Portugal

Museu Nacional do Azulejo – Lisboa – Portugal

Os “Brasileiros” e a azulejaria exterior portuense do século XIX

sobre azulejos no Brasil:

A colecção fotográfica “Inventário da Azulejaria Portuguesa” de João Miguel Santos Simões (1960-1968): objecto artístico, documento e memória.

Arquitetura e Arte Decorativa do Azulejo no Brasil

A Arte do Azulejo

Azulejaria Portuguesa em Belém: História, Estética e Significado

São Luiz – Cidade dos Azulejos

mais fotos de Antônio Carlos Costa sobre o Maranhão (e outros lugares)

Album Picasa AC Costa


Sanatório Zonnestraal, Hilversum, Holanda

Postado em arquitetura com as tags , em 22/11/2010 por Cecilia Lucchese

Aos poucos começa a recuperação de importantes edifícios do movimento moderno, que estavam abandonados ou extremamente deteriorados, como é o caso de edifício onde funcionou o sanatório de tuberculosos na Holanda, o Sanatorium Zonnestraal (traduz-se como Raio de Sol), projetado por Jan Duiker (1890-1935) e localizado nas proximidades da cidade de Hilversun.

A restauração e reabilitação do edifício foi realizada pelos escritórios Bierman Henket architecten e Wessel de Jonge architecten, que foram contemplados com o premio Knoll Modernisme Prize, de 2010,  concedido pelo Fundo de Monumentos Mundiais  (The World Monuments Fund), da UNESCO.

O antigo sanatório é um monumento holandês de significado mundial e é internacionalmente reconhecido como um icon do Nieuwe Bouwen School, o braço holandês do Movimento Moderno Internacional.

Projetado em 1925, pelos arquitetos holandeses Jan Duiker e Bernard Bijvoet, é considerado uma das preciosidades da arquitetura do século 20.

O edifício principal e o Pavilhão Henri ter Meulen foram construídos em 1928, enquanto que o Pavilhão Dresselhuys é de 1931. O edifício principal continha os locais de tratamento, diagnose e de convivência, enquanto que os pavilhões serviam de moradias aos doentes.

O sanatório funcionou até 1957, e serviu somente como hospital até 1993. Hoje o edifício principal contém diversos serviços de saúde, e os pavilhões ainda estão em processo de restauração.

Os brancos edifícios foram construído em concreto, aço e vidro, e ao serem inaugurados havia uma expectativa de que seriam utilizados por pouco tempo.

No final dos anos 60, o complexo começou a mostrar sinais de ruina. A restauração, supervisionada pelos arquitetos Hubert-Jan Henket e Wessel de Jonge, terminou em 2009, e foi o fim de 4 décadas de pesquisa e planejamento. A batalha pelo reconhecimento da importância arquitetônica do edifício e da necessidade de sua restauração parece um filme de suspense, mas também se constitui como um dossiê crítico de boas práticas na gestão de monumentos modernos.

Ainda que fosse muito conhecida quando foi construída, os edifícios foram abandonados e quase desapareceram pela vegetação do seu entorno. Alguns trechos do complexo de  3 edifícios foram quase completamente destruídas, e por isso algumas partes do sanatório tiveram que ser meticulosamente reconstruída, incluindo alguns elementos industriais, que não são mais fabricados, e que tiveram que ser refeitos artesanalmente.

O Sanatório Zonnestraal estava realmente em péssimas condições antes da restauração.

E os esforços para sua restauração foram descritos com “heróicos” pelo World Monuments Fund.

“O premio reconhece projetos que são completados através de esforços heróicos”, disse Henry Ng, o vice-presidente do WoWorld Monuments Fund.

Os projetos inscritos são avaliados por sua importância arquitetônica, o quanto são urgentes, e o sucesso e viabilidade da solução adotada. De acordo com Ng, os arquitetos fizeram uma cuidadosa restauração, ao mesmo tempo em que a adaptavam as estratégias do Fundo, o que permite que o projeto tem longa permanência.

“Eles desenvolveram soluções práticas e sustentáveis, dentro do que era possível pelo programa do edifício”, ele disse.

O prêmio foi decidido por uma ilustre galeria de jurados. Entre eles estavam
Kenneth Frampton, professor de Arquitetura na Columbia University, Jean-Louis Cohen, Sheldon H. Solow professor de História de Araquitetura na New York University; Theo Prudon, presidente do Docomomo dos EUA.

Um livro sobre o processo de restauração está sendo publicado agora em Novembro. Veja abaixo os dados da publicação:

Paul Meurs and Marie-Thérèse van Thoor (eds.)

Zonnestraal Sanatorium
The History and Restoration of a Modern Monument

Landgoed Zonnestraal and Delft University of Technology, Department ®MIT

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 46 other followers